A relação entre religião, ateísmo, materialismo e fisicalismo

8 comentários sobre “A relação entre religião, ateísmo, materialismo e fisicalismo”

  1. Ia fazer um post no meu blog justamente sobre algo parecido. Será que isso é coisa de Deus? 😛

    Nos últimos dias, venho repensando meu ateísmo. E acho que durante algum tempo, agi como um “evangélico sem Deus”.Talvez esse venha sendo um problema para o ateísmo. Os religiosos, desde os mais conservadores, acabam entendendo o nosso ponto de vista como algo ruim, e por vezes chamam os ateus de pessoas com a “mente fechada” (isso até parece irônico). Depois de repensar um pouco, cheguei a conclusão de que o ateísmo vem se auto-prejudicando, por existirem muitos ateus militantes que gritam sobre seu ateísmo, quando poucos estão interessados. Eu mesmo fiz isso por um bom tempo. E o efeito acaba se tornando contrário ao esperado. Não deixei de concordar com o ateísmo, muito menos com a ideia de sermos livres para sair por aí divulgando isso. Porém, acho que algumas pessoas estão fazendo isso de forma um pouco fanática. Meu medo é que o ateísmo acabe alimentando ainda mais a religião. Penso em simplesmente tratar a religião como mitologia e pronto, ao invés de rebater argumentos (embora seja prazeroso vencer crentes fanáticos).

    Enfim, ainda vou repensar mais isso, não acertei bem as ideias ainda.

    Abraços!

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    1. É a velha história: quando você cutuca algo, a reação é de se defender, de se fechar. O “movimento dos sem-religião”, se assim podemos chamar, tem cutucado frequentemente a religião e sim, o resultado disso vai ser, sem dúvida, reações de defesa e ainda mais divisão entre “nós” e “eles”.

      O cristianismo tem como fundamento disseminar suas ideias. Talvez os ex-cristãos tenham mantido essa necessidade de se disseminar. Mas ela não é, vale dizer, comum a todas as religiões. Budistas e judeus tendem a deixar todo mundo em paz, por exemplo. Vê se o Silvio Santos usa o SBT pra divulgar o judaísmo dele.

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  2. Haha, grande ALtieres. Quando eu fiz meu cadastro no FB, pensei exatamente sobre isso tudo na parte de “religião”. Coloquei simplismente “sem religião”, bem coerente e exato.

    Sobre a militância, o problema é que alguns ateus veem a religiao, no geral, como algo pernicioso, que traz mais malefícios que benefícios. Nao lhes entra na cabeça que nem todo mundo é igual, cada pessoa tem apoio emocional e psicologico que melhor lhe satisfaz e é assim que eu vejo as religioes, apenas como um apoio para essas pessoas.

    O problema é quando a religião é institucionalizada, aí vemos barbáries como governos teocratas, regalias e vista grossa para Igrejas, etc. Outra coisa que incomoda e que é inerente a religioes cristãs, é o proselitismo, quer dizer, o religioso nao deve se contentar apenas em rezar, ele deve pregar e converter os “impuros”.

    Sobre a reação negativa dos teístas quando sao confrontados com argumentações anti-religiosas, tem até um termo em ingles pra isso: backfire effect. Quanto mais você “ataca”, mais o crente se agarra a fé religiosa. Para ele é como uma espécie de provação :D.

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    1. Falou bem! Eu acabei de tirar o meu “Ateu” do religião do Facebook. Tinha colocado sem pensar. Agora deixei em branco. Zero não é o mesmo que conjunto vazio, já dizia minha professora de matemática, mas ainda estou pra decidir se é melhor dizer que não tem religião ou deixar em branco.

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  3. Aliás, faz tempo que eu nao visitava o teu blog, o fundo preto ficou melhor, cansa menos a vista 🙂

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  4. É, foi o que acabei de fazer. Antes havia colocado cético, mas isso não tem muito a ver com o que realmente penso. Então decidi por deixar o campo Religião em branco.

    A partir de agora, vou seguir a ideia do filósofo Nietzsche. “Deus está morto”; Partindo dessa ideia, não vou mais tentar lutar contra algo mitológico e cultural. Cada um que siga sua crença, seja ela no que for. Acredito que o aumento de pessoas que não seguem esses dogmas está ocorrendo naturalmente, pelo fácil acesso ao conhecimento, e não pela militância dos ateus. Na verdade, apesar das pessoas continuarem me considerando um ateu, eu não vou mais me considerar um. Como o Juca disse, não tenho religião, não sigo dogmas religiosos e fim. Não precisamos necessariamente de um “rótulo” para isso, embora esse não seja um rótulo ruim.

    Essa mudança de ideias está sendo boa para mim. Por exemplo, pretendo ler a bíblia de “cabo a rabo”, afinal, essa é uma obra literária interessante, e eu ignorava ela quando a via apenas como um livro de mentiras. 🙂

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    1. Nas raríssimas vezes em que alguém desconfiou e me perguntou por que eu deixei de ser católico e virei ateu, eu respondi: eu li a Bíblia. 😀

      Boa leitura, Giovani.

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