O bairrismo gaúcho

101 comentários sobre “O bairrismo gaúcho”

  1. A propaganda é excelente mesmo, Fernando. Apaga totalmente o detalhe de que a Polar é só mais uma marca da multinacional AmBev. Nesse sentido ela é eficiente como publicidade, além de ser engraçada.

    Mas o que faz a peça funcionar como propaganda dentro da cabecinha de alguns gaúchos exageradamente orgulhosos é o bairrismo. Que fique claro que não critico a propaganda; de fato ela é melhor que a grande maioria das propagandas de cerveja. Apenas tentei mostrar como o bairrismo pode ser explorado pela mídia.

    Curtir

    1. Ninguém nunca falou que o gaúcho, gremista ou colorado… são melhores que os outros, Ninguém precisa falar que alguém é melhor que o outro ninguém precisa desrespeitar cultura, isso tudo é fato e algum dia isso tudo vai vir a tona!

      Curtir

  2. Concordo em gênero, número e grau. Conheço bem o RS , não sou daqui. Moro aqui há algum tempo e sei a mentalidade bairrista aqui existente. É triste ver tamanho sentimento de desprezo por tudo o que é alheio às divisas do estado, o qual, por seu turno, é considerado por aqui como sendo algo muito acima do conceito de nacionalidade brasileira. Para o gaúcho, seu estado é a sua pátria, apesar de saber que isto não pode ser generalizado, entretanto, ainda é um sentimento bem dominante.

    Curtir

    1. Caro João, para entender o “Bairrismo” Gaúcho, eu particularmente adoto a frase somos todos brasileiros, mas não mecha com meu estado, deve-se remeter a história do estado. Não meu caro, não precisa pegar um livro de história e devora-lo, basta ler aos dois volumes de “O Continente”, primeiro livro da Trilogia Épica ( Para alguns críticos literários, a única verdadeira no Brasil) de Érico Veríssimo. Ele narra através de personagens fictícios e certas localidades também, a história do Continente de São Pedro ( Atual RS) desde as missões até a Revolução Federalista (1890-1895). Lendo este livro você vai ver, que o nosso Bairrismo ( que está enfraquecendo e se tornando mais suave) não passa de pura cultura, mas que tipo de cultura? A música, as roupas, o mate e o churrasco, tudo bem, mas e essa renegação ao resto do país de alguns, e que de vez em quando também aflora em mim, vem do tempo em que o País só utilizava-se do Rio Grande do Sul para guerrear com os Argentinos, Uruguaios, Paraguaios. Fora a Guerra do Paraguai, todas as outras intervenções nestes países foram feitas exclusivamente pelos Gaúchos, que ainda sofria o Descaso do País. Até hoje de certa forma muitos investimentos são centrados lá pra cima. Claro, hoje está mudando, mas se você fizer uma análise, muitos investimentos estão sendo focados em outras partes do país, em empresas Multinacionais, quando na nossa Serra Gaúcha, por exemplo, temos empresas nacionais como a Randon, que fabrica desde gêneros alimentícios até Retroescavadeiras e vagões de trem e outro exemplo seria a Agrale, Marcopolo, empresas que fabricam ônibus e caminhões e são Brasileiras.

      Curtir

      1. Sua cultura não é sua e sim muito mais influência da arrogância argentina e a prepotência da ignorância herdada do nazi-facismo. Contraponho ao Veríssimo com dois argumentos simples. Quem colonizou de forma basal o Estado do Rio Grande do Sul? Aventureiros europeus que não tinham qualificação , se não, agrária braçal . Qual a origem do chimarrão, bombacha ( vestimenta da classe menos abastarda dos nossos los hermanos ). O que tem o Rio Grande do Sul para ser grande? Eu respondo: Complexo de idiotia galompante dos cavalos crioulos que nem do RS tem a origem. Quero ver fechar as fronteiras do resto do Brasil para hipocrisia do mercado gaúcho. Até os gaúchos donos de churrascaria em Portugal importam carne ( muitooooooooooo melhor, da Argentina ). A arena do gremio ( minusculo proposital) tem modelo europeu para um bando de acéfalos torcerem… o que aconteceu, a onda gremista detonou o estádio que poderia ter sido uma tragédia. Gaúcho é sem educação , machista e prepotente. Mas a quinta ou sexta economia do país. Basta não preciso dizer mais nada. E por falar em história acho melhor ler Eduardo Bueno do que Fernando Veríssimo.

        Curtir

      2. Rohr, muito bom o seu texto, tanto que hoje, em Maio/2013 ainda há leitores e comentários a se fazer.

        Pois bem, encontrei este texto após começar a assistir um jogo entre Grêmio x Independiente/COL pela Libertadores (rs, futebol pra variar).

        Mas enfim, o que me fez procurar o assunto foi justamente o questionamento que me fiz:
        “Porque no Hino Nacional Brasileiro (e aqui não vou generalizar, até porque seria impossivel tal façanha) os torcedores deste estádio não cantavam o Hino Nacional (não ouvi vaias), mas simplesmente gritavam qualquer outra coisa encima da melodia Brasileira. E Na hora no Hino nacional deste estado fizeram uma comemoração e cantaram com muita força e até emoção.

        Falo isto porque não é a primeira vez que isto ocorre.

        Bom, não vou entrar aqui em discussões intermináveis, (como alias fez o Sr. Gomes e alguns outros nascentes neste estado que não merecem nem comentário).

        Acho que estão tão abilolados com a ideia (não generalizando mais uma vez) de serem superiores, que defendem que o que estão apenas defendendo é o amor pelo estado.

        Amigos, isso, eu, o autor deste texto e tantos outros nunca discutimos. Ninguem (certo de que seja a grande maioria) disse ou diz que um povo não deve ter amor por seu estado, por suas tradições, a questão não é essa, nem é essa a discussão.

        A questão é: Porque no Hino do seu País, este estado não canta, por vezes vaia, e no Hino estadual há tanto clamor?

        Então o Gaúcho não diz que ama tanto o lugar onde esta localizado? e este não esta localizado dentro de um País, do Brasil?
        Que controvérsia imbecil é esta?
        Quer dizer que vocês amam o seu estado até a linha de divisa geográfica?

        O território gaúcho não se estende ?

        O mais lamentável é ler trechos, como no texto do Sr. Gomes que diz que o Gaúcho é diferente do Brasileiro (seria todo o resto?) quando fala que o Gaúcho é um povo aguerrido, lutador, e que não aceita o famoso “jeitinho Brasileiro”

        Por acaso você me conhece cidadão? Saiba que onde moro, no Brasil, em São Paulo, São Bernardo, eu, minha família, amigos, (e não vou ser tão ignorante quento você, ou vocês que e que desfazem do Hino Nacional do seu País) rejeitamos tanto estas questões citadas quanto vocês, que com essa arrogância, se acham os únicos a terem tal sentimento contrário.

        Portanto seres-humanos terrestres, a questão não é que “odiamos quem tem amor a sua Terra”. esse tipo de argumento é tão estúpido quanto este sentimento regionalista.

        A questão é : Porque apoiar o Hino local e desmerecer tanto o País, a Bandeira Nacional, o Hino Nacional que estará sempre pronta a defender este estado em qualquer necessidade que se faça necessário e tenho certeza que os cidadão Brasileiros de outros estado também o farão pelo Patriotismo.

        Trechos do Hino Brasileiro:

        “De um povo heróico o brado retumbante”

        “Paz no futuro e glória no passado.”

        “Mas, se ergues da justiça a clava forte,
        Verás que um filho teu não foge à luta,
        Nem teme, quem te adora, a própria morte.”

        Logo amigos gaúchos (não generalizando mais umas vez), querem mais amor a terra que isto?
        e não me venham dizer que estou sendo regionalista sendo Brasileiro. (rs, só falta)
        Simplesmente não estou desrespeitando o local, a Pátria em que nasci.
        Tenho sim Amor por São Paulo, pelo estado em que nasci, mas por ordem natural amo meu País Brasil, meu estado São Paulo, minha cidade e assim vai.

        Acredito que esta seja a ideia quase todos, boa parte (não dá pra generalizar) de todos os outros cidadãos Brasileiros que vivem neste País em outros estados desta Nação.

        Digo: Não acho e nem vejo nenhum problema no amor que se sente pelo estado em que se está. Aliás, conheço muitas pessoas, Brasileiros de outros estados que tem muita cultura e amor pelo estado em que vive (ao contrário do que, pelo jeito se prega no Rio Grande do Sul, que só vocês tem este amor pelo estado, que só vocês tem história e cultura para contar, que só vocês não tem identificação com o resto do País(aliás, que identificação é essa que tanto falam?) , e nem por isso, deixam de Amar seu País, de cantar com louvor e emoção o Hino Nacional de seu País.

        Sinceramente, acho que o Povo do Rio Grande do Sul deveria parar para pensar e ver que quem esta na contra mão (diferentemente de outros 25 estados e um distrito federal) são eles.

        Existe o regionalismo, o amor regional? sim existe. Mas este anti-patriotismo só serve para povo IGNORANTE.

        Curtir

      3. Pela imparcialidade de seus argumentos dá para perceber que você é uma pessoa modesta, humilde, educada, culta, gentil, demonstrando assim que realmente há uma grande divisão entre seres humanos, os escolhidos(que é o seu caso) e os renegados.
        Quando você ou os seus estiverem em um hospital, certamente apenas os escolhidos o receberão.

        Curtir

  3. Tu estas colocando o bairrismo gaúcho como bode-expiatório pelo fato ocorrido no Beira-rio (eu sou gremista). Torcedores de qualquer time do Brasil, em final de campeonato, bêbados, escutando piadinhas, acabam fazendo besteiras. Em qualquer lugar do mundo! E que papo é este de “vulnerabilidade no intelecto de boa parte dos gaúchos”? Para tu argumentar uma coisa destas deves primeiro utilizar algo ou outra população como parâmetro, ou tu achas que o “achismo” que vem da tua cabecinha pode servir de parâmetro para alguma coisa? Utilize fatos! Me surpreendi com os exemplos que destes: propaganda de cerveja e Yeda (que ganhou a mesma quantidade de votos que os gorvernadores anteriores). Se estás reclamando, qual seria a propaganda ideal para vender cerveja regional para um público regionalizado, uma propaganda globalizada? É obvio que não. É a mesma coisa que querer vender cerveja carioca no Rio e não mostrar o Cristo Redentor na vinheta! É perda de dinheiro. Vá com menos raiva contra o bairrismo se quiseres vence-lo, pois assim tu arrumarás argumentos mais sólidos!

    Curtir

  4. Thiago Germano

    Para quem pede fatos, certamente os seus escaparam. Por exemplo, no segundo parágrafo do meu texto:

    Se ainda fosse apenas um caso isolado de ódio, realizado por alguns bêbados, quase que se poderia aceitar. Mas não. Nos comentários do blog dele e em outros lugares vê-se gaúchos sóbrios apoiando a atitude imbecil desses colorados.

    E isso já tira todo mérito da parte de “Torcedores de qualquer time do Brasil…”. Porque meu problema é com o pessoal que, sóbrio, acha que isso foi merecido. Não que eu ache que estar bêbado e ouvir uma piadinha justifica dar porrada em alguém, mas é fato que isso acontece em qualquer lugar, com bairrismo ou sem.

    (E há bairrismo em outros lugares também. Perceba o bairrismo dos EUA, onde imigrantes são chamados de aliens.)

    Para tu argumentar uma coisa destas deves primeiro utilizar algo ou outra população como parâmetro, ou tu achas que o “achismo” que vem da tua cabecinha pode servir de parâmetro para alguma coisa?

    O “achismo da minha cabecinha” não acha aceitável que um gaúcho espanque um paulista. E isso me basta. Não pretendo figurar em uma tese de antropologia.

    E que papo é este de “vulnerabilidade no intelecto de boa parte dos gaúchos”?
    […]
    Se estás reclamando, qual seria a propaganda ideal para vender cerveja regional para um público regionalizado, uma propaganda globalizada? É obvio que não.

    Se eu precisava de dados empíricos, tenho um: você. Aparentemente falha sua compreensão de que a Polar não é “regional” e sim apenas uma marca da multinacional (veja bem, multinacional) AmBev, criada justamente para explorar este nicho (falsamente, já que não se trata de uma marca ou produto genuinamente regional). A AmBev é sediada em São Paulo, aliás.

    E me diga: por que uma cerveja gaúcha seria melhor do que uma paulista só por ser gaúcha? Nenhum motivo, é claro, mas a propaganda deixa isso implícito, e se alguém foi lá e experimentou acreditando isso, é porque sofre da síndrome do “not invented here”.

    É fato, você consegue a simpatia de muitos gaúchos falando sobre como o gaúcho é zilhões de coisas e fez o Brasil crescer. Todo mundo já deve ter ouvido essa história, e ninguém precisa justificar. É aceito, e falar que algo “é gaúcho” é um elogio, quando devia ser algo neutro.

    Curtir

    1. Só para o autor do artigo entender que publicou um trecho que não corresponde à verdade: ele disse que: “apenas uma marca da multinacional (veja bem, multinacional) AmBev, criada justamente para explorar este nicho (falsamente, já que não se trata de uma marca ou produto genuinamente regional). A AmBev é sediada em São Paulo, aliás.”. Venho com a verdadeira história da Polar que aliás nem existe mais essa porcaria que os paulistas da Ambev nos empurram nem tem mais a fórmula original. Eis um pouco da história, aliás escrita por um Estrelense que preserva o patrimônio da localidade: “Cervejaria Polar S/A
      A cervejaria Polar foi fundada em 10 de outubro de 1912 sob o nome de “Sociedade em Comandita Júlio Diehl & Cia”. A 20 de outubro de 1912 reuniram-se os fundadores da firma, para procederem a 1ª chamada de capital. A 22 de outubro era feito o primeiro depósito no extinto Banco Pelotense. A 24 de outubro, eram adquiridos, de Ruschel e Irmãos 3 terrenos, no valor de então “Quatro Contos de Réis”, conforme escritura feita pelo então notário Adolfo M. Ribeiro. A empresa Júlio Diehl & Cia foi registrada a 16 de abril de 1914. A cerveja Aurora foi uma das primeiras marcas da empresa.
      Mais tarde, a cervejaria passou a denominar-se Kortz, Dexheimer & Cia, tendo como sucessor Luiz I. Mussnich. Após seu falecimento passou a denominar-se Viúva Luiz I. Mussnich. Já em 1945, sob a razão social de Cervejaria Estrela, a empresa foi incorporada por um grupo de santa-cruzenses, tendo como incentivador o Senhor Jean Hanquet. Neste ano a cervejaria passa a denominar-se Polar S/A.” Mais informações e mais história no link” http://www.overmundo.com.br/banco/estrela-rs-cervejaria-polar“. SEM M AIS…

      Curtir

      1. Esqueceste o resto da história. A Polar foi adquirida pela Cia. Antarctica Paulista, que depois foi adquirida pela AmBev. Se fosse tão “no export” assim, bem que não deviam ter se vendido para uma empresa paulista, né?

        Site da Ambev

        Curtir

      2. Concordo, é facil generalizar dizendo que por culpa do “bairrismo” o reporter do “programinha ” foi atacado.

        Ninguem gosta de ouvir piadas de um aspirante a reporter desconhecido que ao inves de mostrar algo positivo da regiao , começa a fazer piadas ja saturadas
        Va na torcida do corintians num dia de jogo e faça o msm .. tera uma reaçao ate pior por parte dos torcedores.. entao não culpe algo

        Não encontro Polar em são Paulo e vc??

        Curtir

  5. Pelo visto subestimar o próximo é algo que faz parte de tuas análises. Primeiro subestimou o intelecto de “boa parte dos gaúchos”, a agora dizes que o exemplo sou eu? Deve ser porque eu li o teu blog. Não fujas da contestação que eu lhe fiz! Te solicitei dados e um parâmetro. E tu não conseguistes… Quanto a Polar fazer parte de uma multinacional não interfere em nada a linha de pensamento: ela é uma marca regional e é ÓBVIO que irá utilizar elementos regionais, independente se o seu dono é belga. E a propaganda diz: “É a melhor e não sai daqui (até porque a empresa não tem pretensões de lançar a marca nacionalmente)”. Apenas isto. Por sinal, estamos falando da 2ª marca mais vendida do RS, pois a primeira é aquela outra bairrista chamada SKOL.

    Quanto a agressão ao jornalista, a crítica seria contra a violência, mas tu misturaste com aspectos em que nada acrescentam na discussão. Nem defendeu o jornalista e nem defendeu a paz, preferiu falar mal do bairrismo gaúcho.

    “É fato, você consegue a simpatia de muitos gaúchos falando sobre como o gaúcho é zilhões de coisas e fez o Brasil crescer. Todo mundo já deve ter ouvido essa história, e ninguém precisa justificar. É aceito, e falar que algo “é gaúcho” é um elogio, quando devia ser algo neutro.”

    Não escrevi uma linha sobre feitos de gaúchos e muito menos falei de aspecto nacional (de onde tu tirastes isto?). Pelo contrário, te aconselhei a ter menos raiva e arrumar elementos mais sólidos. Mas percebi que isto não irá acontecer, pois o que tu queres é fazer oposição no teu rincão. E não me venhas dizer que tu não sabes que também ganha simpatia de muita gente criticando o bairrismo (principalmente na net), haja visto que das 3 pessoas que comentaram, apenas eu fui contrário a tua análise.

    Finalizando, o bairrismo gaúcho é igual (ou menor) ao bairrismo existente em todo o mundo (até na Holanda há bairrismo entre os moradores de Roterdam e Amsterdam), portanto, na minha humilde opinião, regionalismos jamais serão neutros no mundo em que vivemos e tu, como disestes que é um globalizado, deveria analisar o mundo com todas as suas peculiaridades, e não meramente pegar a região mais próxima de ti e meter pau.
    (prometo que não escreverei mais)

    Curtir

    1. Grande colega de PUC-RS Thiago, o bairrismo mundo afora é bem mais tenso, não? Além da questão de os americanos quererem tudo dos outros eles se aproveitam do bairrismo dos povos “around the world” para dar uma desculpa pelas guerras em que eles nem deviam se meter…

      Curtir

  6. Thiago Germano

    Pelo visto subestimar o próximo é algo que faz parte de tuas análises. Primeiro subestimou o intelecto de “boa parte dos gaúchos”

    Ter uma vulnerabilidade no intelecto, quer dizer, acreditar em uma coisa que não é verdade, não significa que a pessoa não seja capaz de pensar. Longe disso. Nunca viu alguma coisa que te fez pensar “como uma pessoa tão inteligente foi cair nessa?”

    O intelecto humano é cheio de erros, inconstâncias e outras coisas absurdas — e eu sei disso. O regionalismo é no mínimo mais um, e quanto mais forte este for, pior.

    Não fujas da contestação que eu lhe fiz! Te solicitei dados e um parâmetro. E tu não conseguistes

    Parâmetro para quê? Não me importa se existe bairrismo em outro lugar, ou se eles são piores ou melhores que o meu, que sou gaúcho. Eu falo do que conheço, e estou apenas expressando, no meu espaço aqui, que sinto vergonha desse regionalismo besta.

    Quanto a Polar fazer parte de uma multinacional não interfere em nada a linha de pensamento: ela é uma marca regional e é ÓBVIO que irá utilizar elementos regionais, independente se o seu dono é belga. E a propaganda diz: “É a melhor e não sai daqui (até porque a empresa não tem pretensões de lançar a marca nacionalmente)”

    A propaganda é super esperta. Os publicitários nada mais fizeram do que apelar ao bairrismo, a “vulnerabilidade” que falei. Por que é tão interessante fazer uma marca de cerveja vendida apenas no RS? Essa é a cerne da questão.

    Por sinal, estamos falando da 2ª marca mais vendida do RS, pois a primeira é aquela outra bairrista chamada SKOL.

    Ok, e isso invalida meu argumento por quê? Acho que o simples fato de ser a segunda já diz mais do que eu poderia. Será que ela é a segunda apenas por seu próprio mérito? Se fosse tão boa assim, certamente poderia ser vendida em outros lugares, apenas com outro nome.

    Quanto a agressão ao jornalista, a crítica seria contra a violência, mas tu misturaste com aspectos em que nada acrescentam na discussão. Nem defendeu o jornalista e nem defendeu a paz, preferiu falar mal do bairrismo gaúcho.

    Falei da causa da violência, e como os comentaristas na internet se acharem justificados porque o jornalista “é paulista”. Fosse o bairrismo substituído pelo respeito igual a todos os outros, será que esses torcedores sentiriam-se ‘na razão’ com o que fizeram?

    Não escrevi uma linha sobre feitos de gaúchos e muito menos falei de aspecto nacional (de onde tu tirastes isto?).

    Do meu parágrafo anterior, onde eu falo da hipervalorização do ‘local’. Você me pediu dados, e eu comentei minha observações.

    E não me venhas dizer que tu não sabes que também ganha simpatia de muita gente criticando o bairrismo (principalmente na net)

    A maioria das pessoas que lê este blog me conhece, e não creio que preciso ganhar a simpatia destas.

    na minha humilde opinião, regionalismos jamais serão neutros no mundo em que vivemos e tu, como disestes que é um globalizado, deveria analisar o mundo com todas as suas peculiaridades, e não meramente pegar a região mais próxima de ti e meter pau.

    Claro que devo pegar minha região. Vou escrever do que conheço melhor. Se em outros lugares o mesmo problema existir (e existe), fica a mesma crítica, porque o erro alheio jamais deve justificar o nosso.

    Curtir

  7. “somos gaúchos e isto basta”
    Olha, não acompanhei o programa, mas se ele fez uma, uma única piada sobre o RS, de viado e etc, deveriam te cagado de laço um merda destes. Outra, me orgulho de ser gaúcho, sou gremista, sou bairrista, “antes gaúcho do que brasileiro, mas também mais brasileiro que qualquer um de vocês”, essa é a diferença do gaúcho pra vocês, o gaúcho segue sua cultura, ele ama o lugar que nasceu, eu duvido que vocês saibam o hino do estado de vocês, é capaz de vocês nem terem hino, aqui no RS, qualquer favelado sabe o hino do Rio Grande do Sul inteiro, e o hino do Brasil decorado. Aqui no RS, todos os alunos na semana da pátria e na semana farroupilha , é feita apresentações culturais nas escolas, ou em praças. Se esse filho da puta veio encomodar, acho ótimo eles terem apanhado, pois mesmo não tendo feito piada naquele momento, eles fazem na tv em outras oportunidades, e isto basta.

    Curtir

    1. Você sabia que esse seu “hininho” gaúcho foi escrito por um mineiro? Você acha que o RS é o único estado a cultuar suas tradições? O Pernambucano dança frevo e maracatu o ano inteiro. O Frevo é patrimônio cultural da humanidade e o pernambucano se orgulha disso. O nordestino dança e canta forró, côco e ciranda, adora uma carne de sol, faz versos em literatura de cordel, faz repente e embolada. O mineiro adora uma moda de viola, o baiano cultua suas tradições afro, come acarajé, vatapá, caruru e moqueca, celebra o 2 de julho, valoriza o sincretismo, sobe o alto do Bomfim para lavar as escadarias da igreja, tem Jorge Amado, Caymmi, Caetano, Gil, João Gilberto, João Ubaldo Ribeiro. O paraibano tem Ariano Suassuna, Augusto dos Anjos, Jackson do Pandeiro, Sivuca, Zé Ramalho. O carioca samba. O paraense adora um carimbó, come tacacá e se orgulha das raízes marajoaras. Tudo isso sem que eles achem que são os melhores do mundo. O bairrismo gaúcho não passa de baixa autoestima. Nunca houve uma república farroupilha e nunca haverá! Viva o Brasil e sua pluralidade!

      Curtir

  8. nós temos sim q ser bairristas antes de ser brasileiro eu sou GAUCHO e provar para esse pais de merda que somos sim MELHORES Q TODO O RESTO eu particularmente e aposto q a maioria gostaria de ser ARGENTINO MAS ME CONTENTO EM SER GAUCHO

    Curtir

    1. Quero ver no tu ficar na merda e achar que teus conterraneos irão te ajudar. Nunca o faRÃO, então pra que serve esse orgulho idiota que não serve sim pra porra nenhuma.

      Curtir

  9. Bom gente, sou gaúcho e do Alegrete e moro em Minas Gerais, Sou colorado, bairrista, porém sei respeitar os outros “bairros”. Concordo que nós somos bairristas, e que supervalorisamos o que é nosso, como a cerveja Polar, por exemplo, mas há aqui em Minas a cerveja Lokal, no Rio a Cyntia e por aí vai, que também são regionais e penso que o Brasil é muito grande para deixarmos de ser bairristas.
    Eu conheço o país de Rio Grande – RS a Paragominas – PA, passando por dez UF e cada região tem suas próprias caracteristicas, todos têm seus bairrismos seus orgulhos e seus sofrimentos por algum tipo de discriminação.
    Se cada um de nós, valorizarmos mais nossa própria cultura, sem desprezar a do nosso irmão que está em uma outra região que não tem o mesmo padrão cultural (e isso é no sentido formação e conceitos regionais ) nós forjaremos a nossa identidade de brasileiros que somos pela soma de várias culturas, bairristas para que todos possamos valorizar o pedaço de brasil em que estamos plantados, e nós como bom gaúcho que somos estaremos prontos a defender o Amapá se preciso for, pois temos certeza de que na nescessidade de pedirmos uma forcinha pra um roraimense ou um baiano, nós teremos um irmão de braços dados conosco e apesar de uns poucos regionalistas ( não no sentido mtgista ) não crerem, quem conhece o brasileiro, sabe que é assim! PODEM FALAR MAL DO CATARINA OU DO BAIANO (PESSO LICENÇA COM RESPEITO A ESTES IRMÃOS PARA USA-LOS COMO EXEMPLO ) MAS AI DE QUEM QUISER SE LEVANTAR CONTRA A BAHIA OU SANTA CATARINA, POIS DEFENDEREMOS COM O SACRIFICIO DA PRÓPRIA VIDA E TENHO CERTEZA DA RECÍPROCA.
    PORTANTO, NÃO VAMOS NOS DEGLADIAR COM COISAS PEQUENAS, MAS VAMOS FAZER A DIFERENÇA COM O EXEMPLO DE AMOR A TERRA EM QUE VIVEMOS E AO POVO QUE PERTENCEMOS, PRIMEIRO EM CASA, DEPOIS NA VISINHANÇA !
    uM GRANDE ABRAÇO A TODOS!

    Curtir

  10. eu ñ me considero ‘bairrista’, pra mim o significado dessa palavra é o q vcs paulistas fazem no banheiro.
    Eu me considero patriota, mas a minha patria é o RIO GRANDE meu orgulho, minha paixão e a minha honra!!!
    Só quem vive nessa terra sabe como é, pois quem vive aqui ama e sabe que tem a responsabilidade de honrala ate o fim!!!
    O RIO GRANDE É A MINHA PÁTRIA!!!!

    Curtir

  11. Ora, por favor..

    Eu sou gaúcho e isso me basta!

    Tenemos que pelear contra essa corja do Brasil, sem valor, sem história ( Não considero a colonização(exploração) portuguesa com história).
    Povo triste que acha que é feliz. Feliz e cego, que não vê a podridão oriunda dessa cultura de “tirar vantagens” sobre o próximo.
    O Rio Grande e os gaúchos são o que são, graças ao trabalho de seus bravos guerreiros. Nos orgulhamos muito disso, e NUNCA aceitaremos essa escuridão presente na ética política e moral que vivemos.
    Viva aos valores e bons costumes. Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra.
    Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo.
    O Brasil nunca se libertou.

    Viva o Gaúcho e a República Rio Grandense.

    Ps: Polar, a melhor cerveja do mundo é daqui!!!

    Curtir

  12. Gaúcho é metido mesmo. Onde resido (interior do tocantins), eles (gaúchos), pensam que estão na terra deles e preterem qualquer outro povo (tocantinense, goiano, etc…) do seu convívio social.

    Curtir

    1. com certeza somos donos.. a quem o governo deu terras ai no tocantins para colonização e desevolvimento da região… aos nordestinos?? Mineiros?? Paulistas??

      Não justamente pela força do povo e historico cultural, (nao preciso detalhar né)
      O gaucho foi o novo colonizador desse rincões.

      Curtir

      1. Tiro o chapeu para o povo do sul, por todas as virtudes que os mesmos, além de falarem, tem por atitudes. Entretanto, desprezo tb toda seu defeito, que é este orgulho ridículo que menospreza os alheios por onde andam. Se o RS fosse tão bom assim, teriam ficado por lá e não haviam saído pelo nosso tão querido BR

        Curtir

      2. Báh Carlos, resposta perfeita!

        Sou gaúcha e tenho verdadeira aversão por esse bairrismo daqui, chega a ser irritante tanta imbecilidade.

        Curtir

  13. Trabalho em uma empresa Gaúcha com filial em SP há mais de 5 anos e tenho observado que eles são bairristas e preconceituosos.

    Pra começar a filial tem em mais 7 estados e todos os Gerentes da Filial são Gaúchos. Dificilmente você ve um Paulista ou funcionário de qualquer outro estado com o cargo superior à um gaúcho. Eu sou uma exceção, mas me pergunto o tempo todo até quando.

    Eles tem que aprender a respeitar mais o próximo sendo mais humilde.

    Além do Bairrismo o RS tem um povo muito Grosso e que não costuma aceitar brincadeiras e culpam o Casseta e Planeta por existirem certas brincadeiras.

    É um povo muito brincalhão e alegre e que ajuda ao próximo, mas tem esse defeito muito feio, que um dia pode ser mudado.

    Acho que o povo mais humilde, educado e acolhedor do Brasil esta no Nordeste, que além de tudo não cobra privilégios da mídia, apesar de ter um ar puro, um clima agradável e a região, sem dúvida nenhuma, com as belezas naturais mais bonitas do Brasil.

    Curtir

    1. Cara, eles não precisam cobrar privilégios da mídia como escreveste, a mídia já faz isso sem eles pedirem. Quanto às belezas naturais, não esquece de Santa Catarina, o litoral mais premiado pelos especialistas em turismo. Onde o povo local te deixa descansar e curtir, sem ficar tentando te vender porcarias o tempo todo, como no Porto INseguro… Ah, se trancoso (horrível) é uma das praias mais bonitas do país o que dizer do litoral Catarinense? uns barrancos de barro vermelho, uma areia grossa de construção civil. Visite Garopaba e Guarda do Embaú e compare… Ah, claro, consideramos o litoral catarinense como compartilhado pelos dois estados, um pouco nosso mesmo sendo de Santa, hehehe…

      Curtir

    2. Espero que teu emprego dure até teus patrões saberem que tu os acha bairristas e preconceituosos e que tem muitas pessoas com mais caráter que tu em condições de te substituir.

      Curtir

  14. Para percebermos como foi boa a jogada de marketing no Rio Grande do Sul, deu certo mesmo essa idéia da Polar no export, porém, hoje Rio Grande do Sul e responsável por apenas 6% do PIB do Brasil, é um estado que parou no tempo e sua economia e somente de subsistência. Infelizmente o “bairrismo” do povo gaucho, impede que eles cresçam economicamente e intelectualmente, pois afinal de contas são xenofôbos. Esses meus argumentos são baseados pelo que eu tenho visto nos meses que tenho residido aqui no RS.

    Curtir

    1. Piadas sobre gay, gauchos, acreanos na TV é bonito né faz rir aos demais..

      Agora quando se faz piada com os outros ai é xenofobia, homofobia.. oq quiser

      Curtir

  15. É triste mesmo ouvir comentarios de brasileiros a respeito do que nao os diz respeito. O estado do Rio Grande do Sul mesmo com todos achaques fiscais do paraiso brazilia, vem se estruturando muito bem temos um belo polo tecnologico em poa temos uma industria de metais que dispensa comentarios somos os maiores produtores de cereais do pais. Possuimos os mais belos vinhedos do brazil consequentemente as maiores vinicolas (muitos empregos) Nao temos muitos imigrantes que incham nossas periferias( como o brazil). Nosso povo é muito bem politizado pra cair nas ladainhas de desgostozos com a nossa cultura. Nao tente lutar contra suas raizes isso so mostra o como tu e atrasado. Saia do brazil viaje um pouco ai tire suas conclusoes a respeito desse país. Quanto mais avançado o país mais orgulho de sua cultura. Isso e fato nao me venha com exemplos de internet. Eu nao tenho paciencia para trabalhar para 4o milhões de miseráveis.

    Curtir

    1. Meu amigo, se assim fosse, o Estado de SP, a locomotiva deste país, seria o Estado mais orgulhoso do mundo..rsrsrsr

      Curtir

  16. Da-lhe povo do RS
    A gente tem q defender o q é nosso
    Esse negocio de piadinha é coisa de gente q nao tem coragem de falar o q sente de verdade(preconceito)
    Eu sou nordestina,vem fazer piada com o nordeste,q a gente mostra o q o nordestino tem!
    Valeu RS—VCS SAO D+++!

    Curtir

  17. com relaçao ao comentario acima com relaçao ao bairrismo digo que soupaulista com muito orgulho e resido no rio grande do sul ha 12 anos e quando aqui cheguei fiquei perplexo com isso e de uma ignorancia tao grande que e dificil de acreditar. Com relaçao a governadora Yeda e muito dificil ao gaucho dar o braço a torcer que uma paulista tirou o rio grande do sul da falencia. Quando da sua posse o estado estava falido. Os dados ai estao para serem conferidos. Pobres gauchos. Tenho pena de voces.

    Curtir

  18. Tenho que fazer outro comentario em relaçao a esse bairrismo ridiculo do gaucho. Quem assistiu ao jogo do gremio contra o santos p/copa do brasil na vila belmiro p/RBS afiliada da rede globo pode observar que em sao paulo e lei a execuçao do hino nacional e no momento da execuçao do hino os imbecis gauchos cantaram o hino do rio grande do sul, se tudo isso nao bastasse veio outro imbecil maior ainda (reporter de campo da RBS) dizendo no ar que o hino do rio grande do sul deu de goleada no hino de todos nos o NACIONAL.

    Curtir

    1. aposto que vc nao sabe nem uma estrofe do hino do seu estado.. aqui grande parte sabe de cor o hino da Republica Rio grandense.. Respeite para ser respeitado..

      Imbecil é aquele que não da valor ao que de sua região.. que fica soh reclamando e acomodado em casa.. e com inveja retraida por não ter algo do genero para honrar..

      Curtir

  19. Nao posso deixar de fazer outro comentario. Se existe um povo que pode ser bairrista e o paulista. Sao Paulo e o estado lider da federaçao e o mais rico. E a locomotiva que move nosso pais, mas nos paulistas na somos porque sabemos se nao fosse com ajuda dos nossos irmaos brasileiros (principalmente os nordestinos, povo maravilhoso tao discriminado no rio grande do sul) nao iriamos a lugar algum sem nos esquecermos de nossos irmaos de todos os paises que contribuiram muito e contribuem para o crescimento de sao paulo.

    Curtir

    1. Pelos teus comentários vemos quem é o bairrista e xenofóbico… Prega ódio à gaúcho e tenta falar por nós em relação ao nordeste. Se tu realmente tivesse morado no rio grande do sul, saberia que nós nem temos suficiente com nordestinos retirantes e pobres para termos este preconceito que tu tanto força em afirmar. A maioria dos nordestinos se encontram em porto alegre e já vem com formação superior ou emprego garantido, que acabam sendo inseridos naturalmente na sociedade (moro há 30 anos aqui em Porto). Não é no rio grande do sul que tem careça-do-ABC. Não foi o RS que fundou integralismos… Não somos nós que pregamos raiva. E sem que tu te esqueças, os maiores déspotas da humanidade são anti-bairristas. Franco matou 1 milhão de pessoas com este discurso e Hitler no discurso na juventude nazista contra os judeus, bem, disse em outras palavras exatamente o que tu acabaste de tentar pregar sobre o gaúcho: “Valorizam mais cultura própria do que a nacional, são segregadores, portanto, não representam o país”. O Brasil apesar de ter diferenças regionais enormes é um dos países mais sensíveis em relação à palavra bairrismo. Pode conferir! E o pior é que os mesmos que ficam criticando gaúcho acham linda a cultura catalã, texana etc. Mais uma coisa: não forçe esta de locomotiva, pois a mais de 200 anos nós pagamos mais impostos que recebemos de benefício. É o preço de ser brasileiro, participar da União, não reclamo, mas tb não venho com este papo direcionado acredito pra captar carisma no nordeste, como se os paulistas fossem os moçinhos e os gaúchos os bandidos. Se tu és paulista como disses, sabe que há um preconceito brutal em são paulo, que muita gente trabalha contra isso e sempre procura lutar contra a difusão dessas idéias. A próxima vez que tu pregares xenofobismo com desculpa de bonzinho, de ficar abismado com o gaúcho, arrume ideais que não foram usados na 2ª guerra mundial.

      Curtir

      1. Mais uma coisa: falei que não somos nós que temos carecas-do-ABC. Não temos, mas temos skinheads, assim como em sao paulo. Ou seja, não adianta generalisar!

        Curtir

  20. Como há preconceceito e desconhecimento de culturas reginais, quando não generalizada. Gaúcho não é quem nasce no RS, e sim pessoas ligadas à atividade pecuária em regiões de ocorrência de campos, do Vale do Rio da Prata, entre os quais o bioma denominado pampa, descendente mestiço de espanhóis, indígenas, portugueses e africanos. São encontrados no RS, Argentina e Uruguai. O Gaúcho é uma pessoa simples do campo, orgulhoso, amante da terra, que pelo clima sub-tropical tambem não é tão afetuoso, como os irmãos nordestinos, e sim carismatico geralmente. Quem é bairrista é o Porto Alegrense, que vcs acham que são todos os gaúchos. Quem mora em Porto Alegre vê quem é de fora realmente como submetido a eles. daí ocorre uma generalização. Dedico esse reflão gaudério a todos para que reflitam sobre o que pensam sobre nós. abraço a todos.

    Cantador de Campanha
    Luiz Marenco

    “Bendição que eu carrego comigo
    ser um peão cantador de campanha
    com o gaiteiro eu me entendo por sanha
    pra pobreza eu até já nem ligo

    Me chamaram pra sábado agora
    cantar um baile na costa do Areal
    eu não tenho no bolso um real
    mas eu sou o cantador dessa gente de fora

    Chão batido de saibro vermelho
    meia água de quatro por cinco
    vou mirando os buracos do zinco
    e cantando ao clarão do cruzeiro
    bis

    Que faz ano a guria mais nova
    lá do rancho do seu Gomercindo
    e eu não sei qual o semblante mais lindo
    das três filhas da comadre Mosa”

    Curtir

  21. Creio que não fostes feliz em teus comentários quando afirma algo com um cetto intuito de ofensa aos gaúchos.
    Não vi a reportagem que comentaste do CQC mas tenho a plena certeza que qualquer um que faça piadas de um time em meio a torcedores deste mesmo time está nada menos que pedindo para apanhar. Isso não só no Beira-Rio ou Olímpico, mas sim em qualquer lugar do Brasil e do mundo com qualquer time.
    A questão de sermos “bairristas” também acho errônea. Sou gaúcho? Sim. Me orgulho disso? Muito. Menosprezo qualquer outro estado e acho que somos melhores por sermos gaúchos? Não, apenas me orgulho de ter nascido aqui ainda acima de ser brasileiro. Quanto à Yeda… Nunca gostei do governo dela, não por questão de naturalidade mas por questão pessoal mesmo. Apenas acho que acertaste sobre a propaganda da Polar… Pois o que melhor para uma cerveja vendida aqui do que uma propaganda que mostre o seu “orgulho de ser daqui”.

    Abraços e respeito muito sua opinião apesar de não concordar.

    Curtir

  22. É triste ver que há pessoas que se orgulham de coisas pelas quais elas não tem mérito nenhum… O simples fato de você nascer em algum lugar, não te dá o direito de achar melhor. Isso definitivamente, não nos torna especiais. Ser patriota é uma espécie de ”macro-bairrismo”, que foi inserido com o intuito de dominar as classes desprovidas de esclarescimento. Mas agora ter orgulho de ser gaúcho, mineiro, paulista… Isso é demais pra mim. Não consigo encontrar motivos racionais pra tamanha besteira. Há pouco tempo, estou morando em Belo Horizonte, e nunca vi povo tão bobo… Se gabam por comer pão de queijo e por falar ”uai”, como se só aqui existisse isso. Falam constantemente nos ”valores da família mineira”… Meu Deus! Que valores são esses? São melhores do que aqueles nos quais eu fui criado? Sou inferior, porque minha mãe me deu a luz em outro lugar? Lembrem-se aqueles bairristas de plantão, que antes de mais nada você é um TERRÁQUEO, e que a Terra não é nada mais do que restos de poeira estelar, que é o que vocês serão, quando suas carcaças se perderem no espaço daqui a 4,5 bilhões de anos, o tempo de vida restante do nosso sistema solar. Lembrem-se disso…

    Curtir

  23. Sou gaúcha de Porto Alegre, morei em Goiás por 5 anos e hoje moro em São Paulo. Gostei muito de Goiás terra linda, cheia de belezas naturais e com um povo simples que também tem sua cultura e tradições. Fazem 3 anos que estou em São Paulo e só então me dei conta de que o RIO GRANDE É OUTRO PAÍS! Somos muito mais educados, calorosos, bem humorados, gentis, sinceros e destemidos do que em qualquer outro lugar. ODEIO o mau humor paulistano, paulistas pagam pau para Americanos e Europeus e mal conhecem o Brasil. Conheço paulistas que pensam que o Brasil é só Rio e São Paulo e DESPREZAM todo o resto. E ainda querem falar mal de nós gaúchos que somos um povo apaixonado pela nossa terra? Faça me o favor!! O homem gaúcho é macho e ainda gosta de mulher, é um homem que chama sua mulher de PRENDA, ter que aguentar essas criaturas chamando de viado? na nossa terra? não! Bem feito que apanhou…

    Curtir

  24. Isso não se chama bairrismo
    Isso é orgulho
    Somos todos herois somos todos do sangue farroupilha
    Rio de Janeiro:
    AS favelas,as facções
    isso é legal?
    Somos todos orgulhosos do que somos
    Somos o povo que mais segue as suas tradições
    Aquela do mate,aquela do churrasco,aquela da Pilcha

    Um dia ainda quero ver o meu Rio Grande Fora desse pais mediocre que é o brasil
    AH e para os DESENFORMADOS a Polar é uma industria GÁUCHA
    não é multi nacinal

    Curtir

    1. Pois é caro Andrio… tente, pegue o seu mate, a sua bombacha e entre em guerra contra teu próprio país. Sangue farroupilha… quanta bobagem.. kkkkkkkkkkkkkkkkk!

      Curtir

    1. Não é questão de quantidade e sim de qualidade. Qualidade? Só se for invertida, tipo “pioridade”. Putz! Tive de inventar essa expressão pra passar uma idéia do que tentei dizer, tá louco…

      Curtir

  25. Quem quiser saber quem sou
    Olha para o céu azul
    E grita junto comigo
    Viva o Rio Grande do Sul
    O lenço me identifica
    Qual a minha procedência
    Da província de São Pedro
    Padroeiro da querência (…)

    Te quero tanto
    Torrão gaúcho
    Morrer por ti me dou o luxo
    Querência amada
    Planície e serra
    Dos braços que me puxa
    Da linda mulher gaúcha
    Beleza da minha terra (…)

    Meu coração é pequeno
    Porque Deus me fez assim
    O Rio Grande é bem maior
    Mas cabe dentro de mim
    Sou da geração mais nova
    Poeta bem macho e guapo
    Nas minhas veias escorre
    O sangue herói de farrapo

    República Riograndense _`x´_

    Curtir

  26. Bento Gonçalves provavelmente queria um Estado-membro de uma Federação de verdade, o que não existe, somos “fake”, uma Federação agrega Estados com mais autonomia e menos subserviência e extorsão do que vemos dia-a-dia.
    O Groman está certíssimo: o Rio Grande do Sul é a única República, oficialmente, dentro do território nacional, o resto é estado-membro (com “e” minúsculo). Perdemos a guerra por falência e fome. Em 1845 o RS era um dos locais do terrítório nacional de onde só se tirava impostos e nada vinha de volta. A Coroa só investia nas outras regiões (SE e NE), e no litoral ou capitais, claro. Um dia os provimentos escassearam e aquele malandro fdp do Duque de Caxias deve ter tido uma lábia “federal” pra amarrar bem os termos de fim da guerra, acrescentando o pacto federativo aos textos.

    Curtir

    1. Bairristas nada mais são do que um bando de alienados assim como foram seus pais e avós e daí pra trás. Intelectualmente insignificantes, me lembram aqueles cavalos onde tapam sua visão de forma que o mesmo olhe para uma só direção. Eu seria ‘bairrista’ se o governo do meu estado pagasse as minhas contas a começar pelo aluguel rsrs Morei no Sul e fiquei horrorizado com o tratamento dos caras para com suas mulheres, tratam as mesmas como algo secundário, pra eles é mais importante o futebol e tomar chimarrão do que tratar sua mulher como um ser humano que sente, que pensa etc. Eles querem que elas sejam elas sejam submissas a eles como na época dos seus avós. São como ‘homens da caverna’ com diplominha na mão que se acham os maiorais. Me deitei com várias gaúchas, foi tão fácil.. E sabe porque? O leque de opções destas infelizes é bem limitado. E tenho pena dos filhos que assim que chegam ao mundo o pai babaca vai lá vestir uma camisa de algum clube de futebol… Uma espécie de lavagem cerebral. Enquanto vc fica ai trocando porrada por causa de futebol (pra se auto afirmar como macho) de certo terá um mineirinho pra confortar a sua mulher. O governo está pouco se lixando pra vc babaca! E os jogadores nem sabem de sua existência, estão lá no ‘bem bom’ comendo mulé boa às suas custas. Quer idolatrar alguém Idolatre a Deus cara! Vai orar pra que ele tire de dentro de ti tamanha ignorância e falta de opinião própria. Se acham melhores do que os outros em que? A personalidade de vcs é idêntica ao dos americanos, por isso TAMBÉM SÃO MUITO MAL VISTOS AQUI PRA CIMA.

      Curtir

      1. Sem hipocrisia, o gaúcho é de outra etnia, as condições geográficas são totalmente diferente e tem uma cultura própria, ao invés dos brasileiros que aturam uma cultura imposta pelo rio e rede globo.

        Somos gaúchos e não brazucas, não precisamos do povo brasileiro para nada, somos mais bonitos, altos e bem formados fisicamente. Também mais cultos e politizados é isto que vejo na prática.

        Não é por mal, apenas a verdade.

        Curtir

      2. Volto a dizer, se não dependem do BR, pq tem tanto gaucho fora do seu Estado meu irmão?????? Se é tão bom o RS, pq sair daí??? Pergunte para qq gaucho que “subiu” este país afora e pergunte a ele se quer voltar….Dirão: “nunca mais”.

        Curtir

      3. Discordo, eu quero voltar para o sul, mas tudo a seu tempo. Não podemos colocar a carroça a frente dos bois. E pq o gaúcho nao pode sair do seu estado? Nâo temos brasileiros em quase todos os países do mundo? Faz parte esse intercâmbio. Nem por isso os BR deixam de ser BR e amar a sua terra.
        ‘se não dependem do mundo, pq tem tanto BR fora do seu país meu irmão?????? Se é tão bom o BR, pq sair daí??? Pergunte para qq BR que “subiu” este mundo afora e pergunte a ele se quer voltar?’

        Curtir

      4. Magnífico o teu comentário De Paula., parabéns!!!!! Gaúchos e Americanos têm muito em comum: são fúteis, perversos e gananciosos. Tenho fé que um o mundo se livrará desta sordidez.

        Curtir

      5. Pra alguem que fala em Deus, tem muito palavrão no seu comentário, né!? só pra constar… talvez isso seja blasfêmea. Fico triste por vc ter conhecido somente pessoas erradas quando morou no sul, isso realmente moldou seu preconceito com este estado tão lindo e de gente tão hospitaleira. Assim como tem muita beleza em todos os estados do Brasil, assim como tem gente hospitaleira também. Falar mal dos irmãos não é saudável. Fico triste com o ocorrido do tal jornalista, porém, acredito na lei de ação e reação. Ninguem passa por situalções adversas por vontade própria, a não ser que tenha feito algo para que aquilo acontecesse. Em outras palavras, colhemos o que plantamos.

        Curtir

      6. “Fico triste por vc ter conhecido somente pessoas erradas quando morou no sul”

        Desde que cheguei aqui ouço isso, e não paro de ouvir, acho que tem algum problema aí. Sou do Norte e estou cansando da ignorância que aqui no RS existe. Mas todos têm o seu direito de fazer o que quiser. Só uma obs: Se fossem tão bons já eram uma República e não um sentimento.

        Curtir

  27. Somente uma palavrinha vou espraiar com os amigos e inimigos da nossa cultura.
    Aqui no nosso Estado (RS), cantamos sim o Hino Rio Grandense nos jogos, após a execução do Hino Nacional Brasileiro, também cantado por nós, mas não com o mesmo entusiasmo do nosso hino “bairrista” como dizem. Por acaso se tocassem o hino de seu Estado num jogo vocês saberiam cantar? isso é cultura… não se trata de bairrismo, mas sim da Identidade de seu povo com seus costumes, convicções e orgulho de sua terra e façanhas.

    Aliás, o Rio Grande preferiu fazer parte do Brasil quando poderia ter optado por pertencer ao antigo Império espanhol, durante a revolução Farroupilha. Lutamos pelos nossos direitos como cidadão brasileiro, mas acabamos pagando um preço alto por essa opção.

    A Revolução Farroupilha foi um movimento de revolta promovida pelos ricos estancieiros gaúchos. Os interesses econômicos desta classe dominante estão entre as principais causas do movimento, que teve como principal objetivo separar-se politicamente do Brasil.

    “Os estancieiros gaúchos, porém, reclamavam ao governo central do Império diante da concorrência que sofriam do charque platino, produzido pelo Uruguai e Argentina, e que também era comercializado nas províncias brasileiras. Os impostos de importação do charque platino eram muito baixos, facilitando sua comercialização a um preço mais baixo que o charque gaúcho. O governo central do império, porém, nada fez diante das reivindicações dos estancieiros.”

    Tudo isso resultou na descentralização da monarquia, por parte do Rio Grande, e a criação da então República Rio Grandense.

    Então, não venham dizer que somos “hermanos” e que odiamos o restante do país, pois não é verdade. Aliás, nordestinos, paulistas, cariocas e qualquer outro povo do Brasil é muito bem tratado aqui, o contrário acontece quando um gaúcho vai morar em SP. Tive essa experiência e na primeira oportunidade no meu local de trabalho rolou a típica piadinha de gaúcho que todo mundo conhece e blá blá blá…
    aqui nínguém diz que SP é a capital mundial de viados, que tem o maior evento gay do mundo que só pode ser de Campinas entre outras; ….; quando conhece um paulista.

    Convenhamos, ninguém gosta que alguém venha fazer piada na sua terra, então merece tomar uma surra mesmo.

    Curtir

  28. “Falei da causa da violência, e como os comentaristas na internet se acharem justificados porque o jornalista “é paulista”. Fosse o bairrismo substituído pelo respeito igual a todos os outros, será que esses torcedores sentiriam-se ‘na razão’ com o que fizeram?”

    nem sei de quem é o jornalista que apanhou, amigo,
    mas a certeza é que pra te apanhado ele fez piada sobre gaúcho no lugar onde provavelmente nosso ufanismo é mais forte: dentro dos estádios. então não pode reclamar, e não apanhou por que é paulista, mas sim por que falou oque não devia.

    e além do mais, quantas vezes tu não ves na tv que torcidas (paulistas principalmente e isso é fato!) acabam protagonizando senas dignas de batalha campal? então não culpes o bairrismo pela violencia. e outra questão, desde 2008 não é permitido vender bebidas alcoolicas nos estádios brasileiros (oque acho uma besteira), portanto, os torcedores que agrediram o jornalistas também estavam sóbrios…kkk

    Curtir

  29. Boa noite!!
    Analisando todos os comentários postados acerca do referido artigo, chego a seguinte conclusão:
    “se ensinar aos nossos filhos que as tradições de um povo fazem parte de sua história, que o resultado da globalização vê-se nas cracolândias e nos piscinões de Ramos que nada mais são do que um depósito de seres humanos( de todas as naturilidades) que foram rejeitados em estados como São Paulo, se cantar o hino é a maior demonstração de respeito aos que construiram uma idéia de não-submissão a americanização , se ouvir piadinhas que vendem matéria para jornal ou garantem indices de ibope e responder com orgulho demonstrando um sentimento de repúdio , e, se regionalizar uma marca , de uma bebiba que é de gosto internacional,e causar repercussão porque deu certo, então, que sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra, e se for tudo isso:

    Ahhhh eu sou Gaúcha!!!
    Ahhhh eu sou BAIRRISTA!!!!!
    Ahhhh!eu sou GREMISTA!!!!!

    Curtir

    1. Não tem crack, nem favelas, nem pobreza, nem toda a escória social no RS, parem e pensem no que dá esse regionalismo avassalador.

      Curtir

  30. Como já dizia meu avô rsrsrsrsr GAYUCHO É TUTE VIADOMMMM

    ficam descutindo bairrismo, pátria, melhor cerveja e o caralho, todos vão feder qdo morrerem ou acha que por saber cantar o hino do seu estado vai fazer você ficar cheirosinho depos da morte…

    Vão todos a merda seus hipócritas e ignorantes

    Curtir

  31. Amei tudo o que o Marcelo D. disse. É bem isso mesmo. Cultura.

    E quando somos crianças crescemos com esse amor sem nem se tocar. Eu lembro de cantar o hino do Rio Grande do Sul com muito mais emoção… pelo simples fato de ser um hino mais fácil de se cantar (e menor) e eu achava a melodia muito mais bonita. E o hino do Brasil era um óh de gigante e eu não entendia metade do que falava, e o mesmo era pros meus coleguinhas, que cantavam muito melhor o hino Rio Grandense. Aí, crescendo, a gente toma um susto e vê que no resto do Brasil ninguém canta o hino do estado. Eu lembro que fiquei chocada quando soube disso. Aí vamos na internet e vemos um mooonte de m*rda sobre os gaúchos… aí, bate a defensiva né. Claro que da para entender o por que de gaúcho irritar os outros estados, mas tem que entender que nascemos com isso, é mais forte que nós, e no começo não temos intenção de ofender. São simplesmente as raízes vindo a tona. E podemos pegar esse nojo pelo resto justamente pelo fato de pegarem nojo da gente. É tipo, quando eramos crianças e dançávamos todas as danças do “é o tchãn” e não víamos coisa feia nisso. Se alguém de fora visse, ficaria horrorizado, e criticaria. Aí crescemos e nos demos conta que tem gente que via maldade nisso, aí a gente vai se defender né?

    Sem contar que Brasileiro em geral É bairrista.

    Onde estão as mulheres mais bonitas?
    O povo mais feliz?
    As melhores praias?

    Então não venham falando mal de um povo que tem simplesmente muito amor pelas suas terras. E que se fala alguma coisa ofensiva, é simplesmente por que cresceu e viu que isso incomoda (e muito) o restante do Brasil, aí tem os que querem se separar e os que não querem. De qualquer forma, é uma cultura. Não se mete dedo em cultura. No japão matam golfinhos, na china comem cão, na índia veneram vaca, na frança as mulheres não se depilam (não sei se ainda é assim ;P) e aqui as mulheres andam quase nuas na praia…

    Cul-tu-ra!

    Aí falamos que O Brasil não vai pra frente, o MUNDO não vai pra frente. As guerras não acabam, etc, etc.. mas como é que vamos evoluir se compramos briga até por coisinhas estúpidas como essa? Se não aceitamos nem a CULTURA de próximo, como que vamos entrar em paz? Não existe isso.

    E outra, realmente, se um gaúcho vai pros outros estados SEMPRE tem uma brincadeira. Aqui todo mundo é MUITO receptivo com os outros estados. Minha amiga conhece uma mulher que trabalha de telefonista e tal e precisa ligar pra tudo que é canto do país. Ela é carioca e sempre fala que os mais educados são os gaúchos. E que os outros telefonistas sempre falam a mesma coisa. Que se os gaúchos não querem escutar, pedem licença, desculpa etc. Mas sempre atendem muito respeitosos. E dos outros estados, nunca escutam, batem telefone, gritam, falam barbaridades (só não digo qual eles consideram o mais insuportável pra se ligar).

    Enfim… não venha falar dos Rio Grandenses e pegar um caso em particular como se nos outros estados não tivesse coisas absurdas como essa daí. Aí tu fala para respeitar as outras culturas, mas, me desculpe se estou errada, me pareces que tu não respeitas as nossa. Digo e repito, se falamos alguma coisa que ofenda as outras culturas, é muito sim na defensiva. Por que eu, meus amigos, primos etc, se fazíamos uma brincadeira bairrista era só brincadeira quando eramos menores, depois começou a se tornar um pouco mais séria, defensiva, pelos inúmeros ataques e desrespeito dos outros estados, e se “desceram o pau” é por que já estamos fartos dessas brincadeiras.

    Curtir

    1. Percebas que eu não falei nenhuma merda sobre os gaúchos (sou um deles). Falei de um restrito grupo de torcedores que espancaram um humorista que estava trabalhando.

      Eu, como gaúcho que vim pro Paraná, digo que a única pessoa que faz as brincadeiras referidas é outro colega meu, que também é gaúcho. Ninguém nunca me encheu o saco com essas coisas para valer.

      E sim, se mete dedo em cultura – quando cultura envolve mutilação humana, pessoas sendo escravizadas ou reprimidas, precisa-se meter o dedo em cultura. Quando tem gente apanhando por estar fazendo seu trabalho, é preciso se meter o dedo em cultura.

      Povo de virtude, não é isso que prega o hino de que tanto se orgulhas? Vamos fazer nossa pancadaria servir de exemplo a toda Terra. É assim que se cala a boca de quem usa o direito de expressão garantido por lei em todo país decente desse mundo.

      O que mais me entristece é que aparentemente o problema todo aqui é encontrar outros cantos do mundo ou do país que sejam piores, mais errados, nisso ou naquilo. Existe gente decente em todo canto desse mundo, e também existem homicidas psicopatas no RS. Ninguém viu Ilha das Flores?
      Sou muito capaz de me indignar com isso, mesmo sabendo que existem coisas piores dentro do Brasil.

      Eu, mesmo sendo gaúcho, não me importo com as brincadeiras. Talvez seja por isso que ninguém me enche o saco. Fica a dica.

      Curtir

      1. Prezado, Altieres,

        com base nos seus relatos sobre o fato, concordo com você que houve injustiça e falta de humanidade dos torcedores que espancaram o profissional em questão. Entretanto, veja que foi você que ligou o infeliz acontecimento ao suposto “bairrismo gaúcho”, título que já carrega em si uma carga pejorativa.

        A não ser pela polêmica que poderia gerar, eu não vejo nenhuma ligação direta entre os dois temas citados. Como já foi dito em outro comentário, esses problemas podem ocorrer em qualquer lugar do mundo. O quê violência no futebol tem haver com “bairrismo gaúcho”? Tive a impressão que o segundo tema te incomoda e tu achaste que a truculência dos torcedores seria um bom exemplo da ignorância dos possíveis defensores da “superioridade” apregoada por “esses ignorantes” e desta forma um argumento em favor da tua opinião sobre o assunto.

        Creio, contudo, que não são todos os leitores que se deixam convencer com opiniões apriorísticas e acho necessário um debate mais aprofundado que leve em consideração as diversas vozes envolvida no processo. Está claro para todos que o que acontece no RS em relação ao noção de identidade é diferente dos outros estados. Nesse caso a solução seria simplesmente afirmar que isso é coisa de “loucos xiitas” que não pensam e desprezar a tradição que constitui a cultura do povo sul riograndense? Acho que não é por aí.

        Ainda para problematizar a questão do episódio de “violência” citado. Não vou entrar no mérito de quem teve razão, apenas quero salientar a falta de respeito com as pessoas qual o “CQC” está acostumado a trabalhar. Quando essas piadas são feitas envolvendo os políticos, todos mundo aprova, pois vêm com ares de vingança de tanta exploração e corrupção. Mas, e se fosse com você? Fico me perguntando quem gostaria de ser motivo de chacota para milhões de pessoas?

        Meu avô já me dizia que um homem deve ter honra e vergonha na cara, portanto devo estar ciente que: sou responsável pelo que faço e pelo que digo. Nesse caso, se os “palhaços” do CQC fazem piadas, muitas vezes ofensivas, eles devem saber que nem todos podem reagir de forma amistosa, por diversos motivos. Vamos deixar de hipocrisia, pois aquele que está com microfone na mão e com a câmera apontada para o entrevistado está exercendo um poder desigual sobre o outro sujeito.

        Curtir

      2. M. S. Gomes

        Ninguém é obrigado a participar do CQC. Se discorda, cai fora. Diz que não concordou com a piada. É o jeito civilizado de lidar com a situação. Creio que já teve gente que se portou dessa forma diante da câmera.

        Se tem uma coisa que não tem a mínima “graça” (no bom sentido, nesse caso) é uma pessoa civilizada educadamente declinando tomar parte em algo. Quer chamar a atenção? Reaja mal. Dê porrada. Insulte. Grite. Aí você vira piada.

        Não existe justificativa do que foi feito.

        Quanto à ligação com o bairrismo, você pode observá-la nestes comentários aqui e em todos outros feitos na época (isso aqui é de 2009). Eu não postei porque vi a cena e fiz a ligação. Postei porque vi gremistas e colorados, sóbrios, aplaudindo o ocorrido e expressando um sentimento “contra São Paulo”.

        Curtir

      3. O problema é que eu e você sabemos disso, não é? Pois sabemos como funciona um programa de TV. Mas tu achas que todos sabem como reagir? Tu acha que a câmera e o microfone não intimidam? E sinceramente, tu não quer que eu acredite que tu pensas que a possibilidade de ser agredido não passa pela cabeça dos repórteres do “CQC”? Acho que é uma possibilidade bem real, até mesmo para qualquer de outro programa e emissora. Acho até que deveria ter periculosidade para quem trabalha na rua. Não estou brincando, é sério. Afinal o risco de sofrer violência, todos corremos. O que me parece exagerado da tua parte é defender a categoria com se fossem especiais, aliás um mal que atinge já os “focas”. Não somos cidadãos especiais, somo só cidadãos. Taí outro post legal para você: O bairrismo jornalístico.

        Atenciosamente.

        S. Gomes

        Curtir

      4. Isso não tem nada a ver com “como funciona um programa de TV”. É o que qualquer pessoa educada faria (e defenderia ser feito).

        É óbvio que um jornalista espera ser agredido se está cobrindo um caso policial. Igual um policial espera ser ferido e agredido se vai perseguir um bandido. Essa ligação é óbvia. No caso do CQC, não existe motivo para agressão. Se a piada é ruim, lide com isso de forma civilizada, na Justiça.

        Já sobre o CQC ser jornalístico, isso é completamente outra discussão. É um humorístico. O cunho informativo é bem secundário.

        Curtir

  32. Prezados,

    Vocês têm que concordar comigo que esse tema é polêmico, não? Imagino que quase a totalidade do resto do Brasil tem aversão a ideia de separatismo. Pois bem, você já parou para pensar, porque é mesmo que essa ideia não parece tão absurda para uma grande parte dos gaúchos? Será que são só pessoas ignorantes, preconceituosas e sem cultura que pregam um apartheid por se achar superiores? Definitivamente não! A multietnicidade é o que constitui o sujeito gaúcho, e não é esse o motivo da “peleia” com se diz por aqui.

    Não estou aqui fazendo campanha, longe disso, apenas é um fenômeno social que, se analisado só na superfície, corre o risco de ficar no simplismo, nas explicações ideológicas fáceis do censo comum, ou na tentativa validar suas opiniões como quer o autor deste blog. O que cada um acha do assunto tem mais relação com sua filosofia de vida e história pessoal do que com racionalidade ou uma possível solução do que é realmente “bom”. é Opinião todos temos, eu também tenho a minha. Contudo o que pretendo apenas fazer proposições, frutos algumas reflexões e pesquisas sobre o tema que parecem interessantes para trazer para o debate. Claro que, expondo-as aqui, estão abertas a críticas.

    Não adianta ficarmos em discussões vazias fundamentadas em emotividades acríticas e sem argumentos. O fato de ter ouvido alguma bobagem ou ter sido alvo da ignorância de alguém que morra no Rio Grande do Sul, não justifica o nivelamento por baixo de toda uma cultura, de outra forma eu também não viajaria mais para lugar algum.

    Para falar desse assunto com propriedade, é necessário conhecer um pouco da história da origem gaúcha e as razões da haver uma atitude diferente em relação a constituição do Brasil como nação para o povo sul riograndense. O fato é que muitos dos nativos do Rio Grande dos Sul sentem que há uma identidade própria do povo que ali reside. Este fenômeno é mais complexo do que parece e é algo cultural tão cristalizado que mesmo que o povo quisesse não poderia mudar de uma hora para outra, e acredito que na verdade nem queira.

    O problema já começa pela convicção do gaúcho que a “nação brasileia” não o representa simbolicamente. E se pararmos para pensar, de fato não existe uma identidade nacional, este país chamado Brasil é uma invenção geográfica e política que não tem unidade cultural e afetiva, apenas a junção de divesas culturas e povos em torno de uma língua e um governo central. É apenas uma miscelânea de culturas que têm dificuldade para estabelecer um foco como Povo. Se eu estiver enganado, me digam, por favor qual é a identidade do sujeito brasileiro? Se existe essa identidade, porque que é que há tanto xenofobia regional? E olha que não é apenas em relação ao RS. Há muitos outros casos, como São Paulo em relação ao Nordeste, por exemplo.

    Desde a colonização portuguesa, o Brasil só serviu à pilhagem por povos estrangeiros. Leiam dos Meios às Mediações de Jesus Martín Barbero, que analisa como governos populistas sul-americanos, a partir da década de 30, forjaram a idéia de Estado/Nação através dos meios de comunicação de massa, com objetivos bem definidos.
    Diante desse contexto, um povo reconhece verdadeiramente sua identidade nas raízes de suas tradições, no que foi passado de pai para filho, no que toca as mentes e corações.

    Portanto o que se chama Gaúcho é um determinado povo que vive em uma determinada região do sul da América do Sul que não pode ser delimitado por fronteiras físicas, sua cultura, costumes, valores e tradição ultrapassam esses limites. A origem desse povo está em sujeitos mestiços espanhóis, portugueses, indígenas e mais tarde negros que trabalhavam como tropeiros para os criadores de gado da região dos Pampas que compreende a maior parte do Rio Grande do Sul, parte da Argentina e o Uruguai. O Gaúcho, por tanto é na sua gênese um andarilho, um trabalhador autônomo que vende sua força de trabalho em troca de uma vida simples, mas com liberdade e dignidade, não abrindo mão de uma ética que lhe constitui como sujeito. Com o passar do tempo o Gaúcho constituiu família, fixou seu rancho em pequenas propriedades rurais e misturou-se ainda mais com a chegada dos alemães e italianos ao estado no século XIX. Hoje o que resta é uma forte presença dessa identidade no imaginário coletivo do povo do Rio Grande do Sul, o que atua para preservação dessa cultura.

    O choque com a “cultura brasileira” é evidente, isso pode ser analisado na diferença dos escritos nas bandeiras do Brasil (Ordem e Progresso) e do Rio Grande do Sul (Liberdade, Igualdade e Humanidade), ou no Hino do Rio Grande do Sul, cantado com maior emoção do que o Hino Nacional até pelas crianças. Não se trata de arrogância ou exclusão dos outros povos do Brasil e sim de um sentimento expontâneo de identidade. Desta forma, não adianta ficar comparando estados, se é ou não mais desenvolvido economicamente. O capital do gaúcho é sua honra, seus valores éticos e tradições. Disto não abre mão. O amor pela terra natal vem da vontade de viver com liberdade e justiça, pensa-se que para isso seria melhor que tivéssemos nossas próprias leis, governo, impostos, saúde, educação etc, mesmo que mais modestos, pois não se trata de disputar com outros povos se somos melhores ou piores, é dar valor para o que temos e estabelecer relações de amizades com todos. Certamente seria melhor controlar nossos governantes aqui em Porto Alegre do que em Bra$ilia.

    O que incomoda o Gaúcho na cultura dos outros estados é a impressão de um caráter despreocupado, submisso, subserviente, omisso e fraco na hora da luta, o que difere e muito dos valores e tradições dos descendentes dessa terra. Veja que não se trata tanto de “achar-se melhor” ou disputar que é o melhor, mas sim de não se reconhecer nos mesmos valores como o caso da ideia do brasileiro malandro, que gosta da boa vida e que sempre arruma um “jeitinho”. Definitivamente isso não é visto no RS como um “capital” (Bourdieu).

    Agora, com todo respeito, uma provocação: se somos tão arrogantes, e tal, porque não nos largam de mão? E deixam que nos quebremos sozinhos? Porque a ideia de nos separar é tão escandalosa? Afinal geograficamente vamos ficar no mesmo lugar, e nosso objetivo, certamente, não seria fazer guerra, mas promover a paz, a amizade e a sustentabilidade dos países vizinhos, como aliás tem sempre em nossa história e tradição. Enfim, só questões para pensarmos juntos.

    Forte Abraço,
    S. Gomes

    Curtir

    1. Gomes,

      Cuidado ao usar palavras como “tradição”. Existe uma coisa que é a história, e existe outra coisa que é a imagem que um povo carrega de si como tradição, construída em grande parte pelo imaginário. As histórias de supostos grandes personagens que fizeram grandes conquistas e representam a imagem de um povo. Os ditos monumentos ou ídolos.

      A história (e fatos) frequentemente não são compatíveis com a autoimagem de um povo. Quer um bom exemplo? Estados Unidos. O “land of the free” foi o mesmo país que colocou muitas nações sob ditaduras.

      É preciso humildade para admitir que realmente se sabe muito pouco sobre tudo e não ter conceitos negativos sobre quem nem se conhece direito.

      Curtir

      1. Rohr,

        Para o antropólogo e pensador francês Gilbert Durand, herdeiro da teoria da imaginação simbólica e material de Bachelard, também influenciado pela teoria do inconsciente coletivo da psicanálise de C. G. Jung, e em oposição a concepção de Satre de que a imaginação seria simplesmente a capacidade de elaborar simulacros de objetos apreendidos da materialidade, afirma que “o imaginário é a capacidade mesma de fundar o real e de percebê-lo”. Em suas práticas sociais e culturais, os humanos são dotados de uma inquestionável faculdade simbolizadora. O imaginário é, portanto, uma resposta à angústia existencial da experiência negativa da passagem do tempo, na qual se constitui em um acervo cultural que se expressa simbolicamente em um determinado período histórico. Neste contexto, é impossível dissociar, a “história” do imaginário coletivo. Se não fosse pelo imaginário, você não teria ideia de quem é, qual sua origem e nem mesmo história alguma.

        O problema é que você tem uma concepção determinística de história ou fato histórico, típico de jornalista. Mas não te preocupa, que eu também sou jornalista. A muito os pensadores questionam a ideia de jornalismo ou fato histórico como espelho da verdade e tu bem deves saber disso, afinal estudaste em um dos melhores cursos de comunicação social do país. Para Walter Benjamin, “a história pode ser entendida como história singular do eu, autobiografica portanto ou, então, história coletiva, aquilo que a filosofia do idealismo alemão chamou “história universal” e cujos pressupostos Benjamin vai interrogar, notadamente em “Sobre o conceito de história”. Em outras palavras, a questão da memória é inseparável de uma reflexão sobre a narração: de uma história ficcional, da própria vida, da história de uma época ou de um povo. E a maneira de lembrar (a maneira de esquecer também) e de narrar são os dois meios fundamentais da construção da identidade: pessoal, coletiva ou ficcional” (Gabnebin, 2010).

        Vejo que, ou você não entendeu nada do que eu escrevi, ou preferiu abandonar o eixo da discussão do meu texto para combater outro aspecto que só aparece tangencialmente. De tantas coisas que eu disse e perguntei, preferiu construir uma oposição entre os conceitos de história e tradição, este último inclusive ligando a grandes personagens (que todos sabemos serem idealizados), ídolos e monumentos; que confesso para você, me parece meio confuso, não porque não faça sentido para o senso comum, mas porque não sei onde você quer chegar, se puderes esclarecer de onde parte essa ideia e o que nela se opõe ao meu texto?Pois o que escrevi, não se trata de defesa das tradições gaúchas e sim tentativa de construção de uma reflexão sobre um fenômeno social empírico. A simples opinião não se mostra produtiva para discussões dessa natureza, pois podem estar permeadas por nossas próprias filosofias de vida, crenças, ideologias etc. Há, contudo, uma irritação velada em tua resposta que me parece interessante para uma análise. Mesmo eu tendo explicado que o que exponho é fruto da minha percepção sobre a realidade, e que se trata de proposições sobre o fenômeno possíveis de serem falseabilizadas quando testadas, você as trata com verdades a serem combatidas. Te colocas como opositor de tal ideias.

        Para Benjamin o sentido original da palavra tradição é: “aquilo que é passado de mão em mão”. Para o autor a problemática da tradição pode ser dividida em dois conceitos: o conceito geral de tradição (Tradition), que designa um conjunto de ensinamentos e de histórias solenes ou sagradas; e transmissão (Überlieferung) que analisa os portadores e as circunstâncias históricas e materiais desse processo de tradição, configurando uma dimensão crítica que permite questionar os valores canônicos e lembrar dos aspectos negligenciados e até mesmo esquecidos da história. E é desta última que me refiro no meu texto.

        Finalmente, quero expressar minha decepção quando li a tua última frase: “É preciso humildade para admitir que realmente se sabe muito pouco sobre tudo e não ter conceitos negativos sobre quem nem se conhece direito.” Primeiro porque faz uso de um generalismo assombroso que só convenceria o homem trivial em seus pirores dias, como na passagem: “sabe muito pouco sobre tudo”; segundo porque apela para um elemento moralista no discurso quando diz: “É preciso humildade”, com objetivo de persuadir o leitor mais emotivo de teu lugar de fala como argumento de autoridade, já que é o autor do texto base da discusão e também dono do site, afinal a ideia de humildade é muito popular, não é não? Contudo, lembre-se das “aulinhas” de reportagens, tens que ouvir o contraditório e dar espaço para as diversas vozes; e em terceiro você não especifica o que realmente você quer dizer: quem precisa ser humilde e sabe pouco sobre quem não se conhece? Todas as pessoas, os gaúchos, eu especificamente? Especifique, diga o que gostaria de dizer sem rodeios. Por exemplo: Você parece arrogante por isso e por isso e aquilo outro…

        Mais uma vez eu repito, meu texto tem como objetivo debater um tema que venho investigando. Não estou defendendo um opinião e nem fazendo militância. Tenho real interesse em estabelecer um diálogo franco que possa construir conhecimento sobre esse fenômeno social (a expressiva identidade do povo gaúcho) que, isso sim consenso, está aí, quer queiramos ou não. Respeito tuas opiniões, só não me convenço por argumentos impressionísticos.

        Atenciosamente.

        S. Gomes

        Curtir

      2. O problema é que você tem uma concepção determinística de história ou fato histórico, típico de jornalista.

        Creio que seria mais relevante você discutir sobre algo que eu falei em vez de tirar conclusões sobre a minha pessoa.

        A muito os pensadores questionam a ideia de jornalismo ou fato histórico como espelho da verdade e tu bem deves saber disso, afinal estudaste em um dos melhores cursos de comunicação social do país.

        O Cesumar? Só pode, porque o curso aqui no geral é melhor que o da Unisinos. Não falo de professores. Falo de estrutura curricular, conteúdo e dinâmica. A hora/aula do Cesumar é muito melhor aproveitada.

        Em outras palavras, o curso na Unisinos é muito mais fácil e menos trabalhoso.

        Vejo que, ou você não entendeu nada do que eu escrevi, ou preferiu abandonar o eixo da discussão do meu texto para combater outro aspecto que só aparece tangencialmente.

        Não é tangencial. Ao contrário, é a cerne do argumento. Um cidadão despreza outro por acreditar que este outro é desprovido de alguma qualidade que ele possui. A tradição de um gaúcho guerreiro, forte, idealizado e que está no imaginário de muita gente no Rio Grande do Sul, aliada a uma ideia de que o resto do Brasil é passivo e frouxo, traz à tona os demais fenômenos explicitados.

        O problema, como eu disse, é isso ser só o imaginário. E é. Estamos falando de um estado que exalta em seu hino uma guerra que ele perdeu (pro tal Brasil). Na realidade, o Rio Grande do Sul também é brasileiro em vários aspectos e extremamente dependente do Brasil, até para comer carne (porque consome mais do que produz). Tem corrupção na política, nas ruas, escolas desvalorizadas, violência e todos os mesmos problemas que assolam o Brasil.

        Não vou discutir quanto à identidade do gaúcho. Há diferenças sim na formação dos povos. Mas o mesmo pode ser dito sobre todas as outras culturas brasileiras – o Rio Grande do Sul não é uma exceção a essa regra, nem foi o único a iniciar um movimento separatista. Mas é o único que o mantém, e parece ter em baixa estima outros estados brasileiros — assim é a percepção que se tem deles.

        Não por menos, vira motivo piada. Porque quem vê o aquário de fora percebe que o RS não tem nada de especial ou diferente, e acha graça nisso tudo.

        Ilustração: uma amiga minha me contou esses tempos que gaúchos elogiavam uma mineira dizendo “Que bonita! Nem parece mineira.”

        Por que não deixam separar? Tentem. Mas não é todo mundo no RS que é separatista. Tem gente com parentes fora do estado e vai precisar tirar passaporte, porque vão ser voos internacionais. Tem muita gente que trabalha, vende, pro Brasil e não quer complicação. Quem realmente entende as implicações disso sabe que é uma péssima ideia.

        No mais, acho que os cidadãos em si, no resto do Brasil, não teriam nada contra. Desprezo, não raro, é mútuo.

        Curtir

      3. Sr. Rohr,

        o senhor não percebe que desta maneira também está sendo um sujeito preconceituoso, coisa que, me parece, é o um dos seus maiores medos. Continuas a defender um ponto de vista contrário ao separatismo, como se eu tivesse, em algum ponto do meu texto, me posicionado em favor dele. Leia novamente os textos, veja que levanto questões apenas. Neste caso, eu bem posso ser contra o separatismo como a favor, que a rigor, não mudaria meus questionamentos. A crítica que faço agora é em relação a sua intransigência face a possibilidade de haver algo de autêntico na representação de identidade destes sujeitos gaúchos que exaltam sua terra e simpatizam com o separatismo. Tu achas que o tua construção da realidade é melhor que a deles? Não meu caro, essa dicotomia não explica esse fenômeno. Ele é muito mais complexo que isso.

        Mais uma vez eu quero afirmar, com veemência, que não sou portavoz da ideia de separatismo, mas sim quero entender o fenômeno social que faz com que uma boa parte dos sul riograndenses se manifestem favoráveis a ela. Mas já que estou percebendo que o senhor faz questão de saber minha opinião pessoal sobre esse assunto vou explicitá-la: Na minha percepção, qualquer movimento separatista no contexto atual é pura especulação e não tem nenhuma possibilidade de concretização se não estiver aliado a algum processo social que o desencadeie, que via de regra, é uma situação de exploração ou opressão por um(a) estado/nação contra um povo ou região. Mesmo assim só seria realizável com apoio econômico, poder político e militar de alguns líderes que encabeçariam um revolução. Diante do exposto, não é preciso ser “tão inteligente” para saber que entre o Rio Grande do Sul e o Brasil não é essa a relação que se estabelece hoje. Entretanto, não tenho motivos para combater apriorísticamente as pessoas que querem debater essa ideia; em prol de um sentimento patriótico, que foi produzido com tão ou maior fragilidade. Particularmente, acho que há uma crise nos governos representativos e nas instituições, que está levando as pessoas a repensar os rumos da vida contemporânea, botando em xeque os valores adotados nos últimos dois séculos e buscando uma nova filosofia que ajuste os avanços materiais das ciências com uma vida sustentável, para não dizer humana. E neste contexto, mais uma fronteira ou menos uma fronteira, mostra-se incalculavelmente relevante.

        Teus argumentos parecem partir sempre de algum trauma com a truculência de alguns gaúchos. Já apanhaste alguma vez ou foste hostilizado? Concordo totalmente contigo que existem inúmeras pessoas ignorantes, injustas, violentas, perversas, preconceituosas… no Rio Grande do Sul, disso não tenho a menor dúvida. Contudo tu hipervaloriza isto para sustentar teu discurso, esquecendo que também há pessoas inteligentes, educadas, justas, boas, solidárias… que demostram um amor incondicional pelo estado. Sempre te referes a casos de gaúchos que são horrivelmente xenófobos, preconceituosos e agressivos (como o caso da linda mulher mineira), como se isso fosse transversal a toda gente sul riograndense. Isso não é verdade, em absoluto. Há também hospitalidade, gentileza, cortesia em relação a pessoas de outros estados, basta observar que há muita gente de fora que vem se estabelecer no Rio Grande do Sul. Peça a um nordestino em qual estado ele sofre mais preconceito, no RS ou em SP? Portanto essa tua crítica contra os abusos destes trogloditas que xingam e desprezam os outros povos está muito correta. Todavia, ela não pode te cegar ao ponto de colocar todos no mesmo saco e considerar o sentimento amor pela terra um mal a ser combatido. Caso contrário, todo poeta que exalta a incomparável beleza de sua amada teria que ser julgado pelo mesmo crime, pois estaria depreciando as demais mulheres do planeta.

        Outro ponto que não posso deixar de notar é que tens um certo desrespeito pelo passado, pelas pessoas e pelo passado das pessoas. Desprezastes a Unisinos para exaltar a Cesumar quando não havia necessidade. Costuma cuspir no prato que comeu ou tua experiência nesta universidade foi também traumática para falares deste jeito? Poderias apenas ter aceitado o elogio e ainda assim poderias dizer que a Cesumar também é uma ótima universidade, que aliás, ainda não tive a oportunidade de conhecer. O problema Rohr, é que se tu não gostas de preservar o passado e cultivar as tradições, não deves julgar quem gosta. Eu mesmo, sou adepto de uma cultura cosmopolita, nunca fui tradicionalista, mas aprendi a respeitar esse modo de ser e vejo um oportunidade riquíssima de entender meu passado e dos meus familiares estudando esse tema. Tu disse que é gaúcho, mas sinceramente não parece pela ênfase com que ataca questões que tu deverias entender melhor ou no mínimo questionar de outra forma. Falas com desrespeito do hino e da Guerra dos Farrapos, replicando uma fala que certamente não é tua, já ouvi isso inúmeras vezes. Contudo, sabemos que a Revolução Farroupilha, como a própria Revolução Francesa foi feita em nome do povo, mas que existiam interesses econômicos que privilegiavam os poderosos. Isso não é motivo para desrespeitar nossos antepassados que morreram no campo de batalha, estando eles certos ou errados, porque acreditaram em um ideal. “Se não respeitas a morte, também não respeitas a vida.”; frase encontrada no clássico da literatura O Tempo e o Vento do Érico Veríssimo que sugiro que tu (re)leias, para te (re)contextualizar.

        Para acabar quero lembrar o que o visionário Walter Benjamin (1938, p. 398) aponta como o “caráter destrutivo”: “O caráter destrutivo é jovem e alegre(…) O caráter destrutivo não vê nada duradouro. Mas exatamente por isso vê caminhos por toda parte. Lá onde outros se deparam com muros ou montanhas, também lá ele vê um caminho. Mas porque ele vê um caminho em toda parte, em toda parte tem que desocupar o caminho. Nem sempre com violência bruta, às vezes com violência lapidada. Porque em toda parte vê caminhos, está, ele próprio sempre em encruzilhadas. Nenhum momento pode saber o que o próximo momento trará. O que está de pé ele deita em escombros, não por causa dos escombros, mas por causa do caminho que passa pelo meio deles.

        Atenciosamente,

        S. Gomes

        Curtir

      4. Neste caso, eu bem posso ser contra o separatismo como a favor, que a rigor, não mudaria meus questionamentos.

        Fizeste uma provocação: “se somos tão arrogantes, e tal, porque não nos largam de mão?”. Eu apenas respondi a esse ponto de vista. Você assumiu a posição de um separatista, a fim do argumento, independentemente da sua posição pessoal.

        Logo, ataquei esse argumento.

        Você é que levou para o lado pessoal.

        Teus argumentos parecem partir sempre de algum trauma com a truculência de alguns gaúchos. Já apanhaste alguma vez ou foste hostilizado?

        Não, exceto nos comentários desse post (o que só reforçou um ponto de vista que eu, antes, não havia expressado). Acho que é só você que fica levando as coisas para um lado pessoal, porque não é nem a primeira vez.

        Contudo tu hipervaloriza isto para sustentar teu discurso, esquecendo que também há pessoas inteligentes, educadas, justas, boas, solidárias… que demostram um amor incondicional pelo estado.

        E existem pessoas boas, solidárias e que não demonstram tal amor incondicional. Nem para o Rio Grande do Sul nem para o resto do Brasil. Assim como a mesma igreja que opera caridades e ajuda os pobres também é casa de padres pedófilos.

        Não associo que alguém que gosta incondicionalmente do Rio Grande do Sul seja necessariamente hostil; o que se vê, no entanto, é que essa atitude pode sim justificar hostilidades.

        Meu argumento é puramente que qualquer tipo de regionalismo tem a capacidade de gerar hostilidades e falta de visão, porque o regionalismo não vem de uma base racional, quer dizer, geografia não define caráter.

        Outro ponto que não posso deixar de notar é que tens um certo desrespeito pelo passado, pelas pessoas e pelo passado das pessoas.

        Outra vez você julga a minha pessoa de modo geral. Parabéns.

        Desprezastes a Unisinos para exaltar a Cesumar quando não havia necessidade.

        E como você sabe que não havia necessidade? Eu preciso concordar que um curso é bom quando ele nem é?

        Costuma cuspir no prato que comeu ou tua experiência nesta universidade foi também traumática para falares deste jeito?

        Não cabe falar nesse espaço do que eu vivi ou não na Unisinos, mas eu presenciei muitos momentos de desrespeito aos aluno, às aulas e tantas outras coisas. Tive professores excelentes na Unisinos, eles sabem quem são, porque os procuro até hoje.

        Muitos dos meus colegas estão decepcionados com o curso, conteúdos e, agora, também com o aumento absurdo na mensalidade.

        Não desprezo o passado, apenas fico triste diante de tantas coisas erradas sem previsão de mudança, e não sou de aceitá-las em nome de mero respeito.

        De que vale o passado se não for pra nos ensinar as coisas boas (e ruins)? Minha crítica é porque enxergo possibilidade de melhoria, não porque julgo, de forma eterna, que A é pior do que B.

        Poderias apenas ter aceitado o elogio e ainda assim poderias dizer que a Cesumar também é uma ótima universidade

        Poderia, mas, no caso, não posso.

        O problema Rohr, é que se tu não gostas de preservar o passado e cultivar as tradições, não deves julgar quem gosta.

        Novamente, uma crítica pessoal.

        Tu disse que é gaúcho, mas sinceramente não parece pela ênfase com que ataca questões que tu deverias entender melhor ou no mínimo questionar de outra forma.

        Por quê? Tem algum molde de gaúcho que eu preciso seguir? Está dizendo que não sou gaúcho se não me encaixar nele?

        Gaúcho é gentílico de quem nasce no Rio Grande do Sul. E só. Qualquer outra percepção é construção do imaginário, porque existem pessoas de todo tipo em todos os lugares. É o que sempre defendi.

        Falas com desrespeito do hino e da Guerra dos Farrapos, replicando uma fala que certamente não é tua, já ouvi isso inúmeras vezes.

        Se entendi bem, estás me dizendo que, primeiro, dizer a verdade (que a guerra foi perdida) é um sinal de desrespeito, e segundo, que a referida verdade, na qual qualquer um pode chegar consultando um livro de história, não pode ser uma fala minha, exceto se eu não for gaúcho. Por conclusão lógica, um gaúcho não poderia estar aceitando a verdade sobre a história do seu estado.

        Isso?

        Curtir

  33. Que controvérsia!!!! Meu Deus!!!!
    Ora, se o Gaúcho é bairrista o que sobra para o eixo rio-são paulo que ainda conta com uma mãozinha das emissoras de televisão Globo(Rio) E Bandeirantes que é uma extensão do Corinthians……enfim, tu deves estar vendo apenas um lado da moeda e esquecendo o que gera esta competitividade da qual o Rio Grande sempre sairá vitorioso, pois é um povo que preserva sua tradição, história e tudo aquilo que tem de bom e que nem precisa ser dito ou mostrado na televisão já que isso não aconteceria em hipotese alguma….

    Curtir

  34. E a Polar foi comprada pela Ambev sim mas continua com o mesmo nome e sabor nascidos cá!

    Curtir

  35. Vai tomar no cu rapaz, não gosta de morar no Rio grande vai embora, vai morar no Brazil… gente como vc que despreza uma cultura, são o tipo de pessoa que deve apanhar…vai embora…tu ñ faz falta ao RS

    Curtir

  36. Altieres, achei muito bom o seu texto. Estava refletindo hoje acerca desse tema, o bairrismo. Evoluímos tanto – usamos cada vez mais a nossa capacidade cerebral, e no entanto, nos deparamos com coisas desse tipo- as atitudes primitivas.
    Ora, somos todos filhos da mesma terra, bebemos da mesma água, respiramos o mesmo ar. Não acredito que o lugar faz a pessoa, nossa personalidade não é moldada com bases na cidade ou estado em que fomos criados. Somos o que somos, independente do lugar. Essa competição é desnecessária, absurda e irracional . São pobres de espíritos aqueles que se vangloriam , brigam e matam por um time de futebol. São medíocres aqueles que se julgam melhores e merecedores da sua terra – a terra não nos pertence, somos nada diante do universo.

    Parabéns pelo seu texto.

    🙂
    Dri

    Curtir

    1. Obrigado pelo elogio (estão raros por aqui…)

      E excelente sua observação! Seja por respeito humanista ou à natureza, a conclusão é a mesma: bairrismo não faz sentido.

      Curtir

      1. Concordo com a Adriana querido. Adorei seus comentários!!
        A arrogância do S.Gomes fez com que ele perdesse um pouco o foco do que realmente estava sendo discutido aqui desde o início(bairrismo), levantando argumentos de uma “tese” que ele está trabalhando ,e tbm de seu orgulho ferido(a meu ver).
        Adorei todos seus comentários, argumentos e respostas sem muitas especificações desnecessárias e irrelevantes. Meus parabéns!!!

        Curtir

  37. Desgraçados. Sou GAÚCHO. Amo minha terra. Isto ocorreu a muito tempo atras, mas eu achei algo lindo de ver. Fazer piada sobre os gaúchos na TV é fácil, agora, fazer na nossa terra, é outra historia. Amamos nossa terra, cultivamos nossas tradições, moramos no melhor lugar do mundo, num estado que tem alma, tem coração. Temos sim que ser bairrista. É nosso jeito de ser, e isso…ahh isso é lindo. Republica Rio Grandense.

    Curtir

  38. Altieres Rohr,

    Gostaria de parabenizar, por trazer a tona um tema tão “peculiar” a “vida” no Rio Grande do Sul, como também em outras partes do país e também do mundo. Sou paulistano, vivo em Porto Alegre – RS, há aproximadamente dois anos. Neste período pude constatar o “senso comum” daqui, bastante similar ao que presenciei em minha cidade natal. Não existe algo mais terrível do que ser discriminado dentro da sua própria cidade, apesar de ser paulista e não ter a origem paulista. Aqui no RS, consegui compreender o mecanismo que faz conduzir pessoas, e grupos de pessoas durante séculos. Sabendo os efeitos disso e o “retorno” que essa “cultura” possa trazer, em termos de dividendos comerciais, como foi citada a propaganda da Cerveja Polar, também cito a propaganda da Pepsi que diz na placa de uma das fábricas: Aqui faz a Pepsi do Gaúcho! Quem entende um pouco de comunicação, pode compreender o “teor apelativo” a qual a propaganda e as formas de se fazer jornalismo aqui se presta. Não vou entrar no mérito de “regionalismos”, pois estes, foram exaustivamente “debatidos” aqui nesse espaço. Entretanto, para “arrematar”, quero parabenizá-lo novamente, pela coragem, primeiro a de expor uma “ferida” que uns a veem como tal e outros tentam explicar e justificar, ou seja, explicar o inexplicável e justificar o injustificável. Em segundo, por colocar a “cara a tapa”, num ambiente tão hostil e inóspido, que compreende o espaço da internet. Saudações!

    Curtir

    1. Existem motivos legítimos para valorizar o que é local, como por exemplo a criação de empregos e manutenção da riqueza. Isso deveria, idealmente, partir do desenvolvimento da consciência das pessoas.

      No entanto, como você bem citou, Fábio, vê-se o contrário: multinacionais tentando usar o argumento do bairrismo para, basicamente, levar dinheiro para fora do estado. Ou seja, contrário à proposta do bairrismo!

      O bairrismo não é exclusivo ao RS. Como falei, muita gente quer substituí-lo por “patriotismo”. Não acho que um é superior ao outro. Fico, por ora, com o humanismo.

      Curtir

      1. Não foi este o teu pensamento inicial, pelo contrário, dentro do teu blog tu criastes um “monstro” e agora quer se redimir. Falou mau de gaucho, deixou um monte de gente falar bobagens de ambos os lados e mais uma vez queres fugir. Tu não conseguistes aquilo que planejou.

        Curtir

      2. “Deixei um monte de gente falar bobagens”? Se eu tivesse “planejado” algo (maquiavelicamente) e tivesse mesmo querendo levar esse “plano” adiante, não faria mais sentido não ter deixado ninguém falar nada (inclusive esse seu comentário)?

        Não tem “monstro” aqui nesse blog. Tem um monte de seres humanos com opiniões divergentes. Talvez tu, cego pelo bairrismo, esteja surpreso. Não eu. E talvez esse seja, mesmo, o maior “monstro” para quem prefere não ver o tipo de barreira que o orgulho cria.

        Eu escrevi que era globalista no próprio post, lá em cima. Não tem nada a ver com “fugir”.

        Curtir

  39. Sem nós gaúchos, o Brasil seria bem pequeno, pois os castelhanos teriam tomado a maior parte de seu território no passado.

    “Gaúcho pra ser gaúcho, acompanha a evolução
    Mas conserva no seu sangue de gaúcho a tradição
    Gaúcho pra ser gaúcho, se abraça no fuzil
    Pra defesa do Rio Grande, pra defesa do Brasil
    Pra defesa do Rio Grande, ahh, pra defesa do Brasil”

    Curtir

  40. Isso não é um caso de bairrismo e sim de polícia. E se resolve a questão. Nem a polar vai resolver o problema enfrentado por aquele jornalista na época. Era só abrir um boletim de ocorrência, muito simples. Do que colocar uma postagem e as pessoas perderem tanto tempo (mais de 3 anos) se explicando inutilmente na minha humilde opinião, colcando valores e discussões simplesmente para defender um ponto de vista passando por cima das opiniões de outrem. O mais importante é aprender a perdoar e o que significa todos os sentidos do perdão. Sem mais delongas, um abraço a todos os gaúchos, e um beijo a todas as gaúchas, o mesmo para os outros estados…. kkkk

    Curtir

  41. Uma coisa é certa, tudo tem seu limite. Palavra puxa palavra, a educação faz entrar e sair de qualquer ambiente. O que acontece é que existem cretinos em todos lugares do Brasil. Cretinos, imbecis e covardes imunes a educação e concórdia. Eu já morei no Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. É tudo semelhante, há lugares de gente obtusa e de gente aculturada. Há quem entenda que o Brasil é um país multicultural e racial e há quem imagine que Jurupinga do Noroeste Terceiro é o paradigma dos séculos – isso é Brasil. Outro fator importante é que devemos levar em conta o Índice de Desenvolvimento Humano da região, ás vezes é alto, ás vezes é baixo e ás vezes nos lugares mais altos existem idiotas em maior proporção. E mais, é preciso levar em conta que todos estão sujeitos a tudo em qualquer lugar, não há Éden.

    Curtir

  42. É engraçado ver como esse tema suscita tantas discussões acaloradas. Agora se nós pararmos para analisar, tudo isso não passa de simbologia e representação. A imagem ilibada do gaúcho como um cidadão correto, trabalhador, cumpridor dos seus deveres é uma idealização. Analisando friamente, não há estupradores no RS, assassinos, traficantes como há em todo o Brasil e fora dele? Então essa imagem do gaúcho ideal cai por terra porque ser humano é ser humano em qualquer lugar. Mas como disse o colega, isso é algo que é ensinado desde a mais tenra idade, o que não significa que não possa ser questionado e não deva ser feita uma auto-crítica acerca daquilo que nos é ensinado ao longos dos séculos. Gaúcho, carioca, paulista, sergipano, baiano, goiano, capixaba etc, somos humanos, o que nos garante a capacidade de pensar e avaliar os nossos posicionamentos em relação a algum tema. O que considero essencial é o respeito ao que é diferente, não que eu não possa discordar, mas ao fazê-lo, que se faça sem agressão verbal ou física ao outro porque pensa diferente.

    Curtir

    1. Essa cerveja Polar é uma bosta, até kaiser é melhor que isso. O que eu admiro nos gaúchos são o amor por que eles tem, agora achar que são melhores que os outros, isso é coisa de idiota. Bando de alienados.

      Curtir

  43. Caros amigos,o nosso querido Estado do Rio Grande do Sul sempre foi um
    baluarte na integridade do território brasileiro.No império, as forças gaúchas
    impediram as ambições castelhanas em adentrarem no sul do Brasil,ou seja,
    com suas parcas condições oferecidas pelo império.A Revolução Farroupilha
    foi uma revolta contra o desprezo dado pelo 1o.Império ,deixando as forças
    gaúchas entregues a própria sorte,a Província sem recursos,mantendo-se
    altiva até o último momento.Bento Gonçalves um oficial do império,por sua
    vez,rebelou-se contra aquele governo que desprezava e passou a lutar bra-
    vamente ,tendo Canabarro como seu aliado.Canabarro chegou a receber
    uma tentativa de ajuda dos castelhanos,tendo respondido de que os mesmos
    se afastassem da Revolução,pois seria capaz de assinar a paz com o impé-
    rio com o sangue dos castelhanos,pois era uma questão que só interessava
    aos brasileiros.Bento Gonçalves é um grande herói brasileiro que com a in-
    tervenção do Duque de Caxias(O Pacificador),resolveu assinar a paz com o
    império.O Estado do Rio Grande do Sul deu ao Brasil um grande homem que
    foi Getúlio Vargas,um gaúcho de velha estirpe,o governante mais nacionalista
    que o Brasil conheceu,amado pelo seu povo de norte a sul deste país.Por fim,
    o Riogrande deu ao Brasil muitos outros grandes líderes políticos que nos
    engrandeceram.Na conquista do Estado do Acre ao território brasileiro houve a participação primordial do gaúcho Plácido de Castro.Abraços!

    Curtir

Os comentários estão desativados.