Autoridades, a omissão da crítica e uma lição escolar

2 comentários sobre “Autoridades, a omissão da crítica e uma lição escolar”

  1. E assim caímos no ensino capitalista. O vestibular é a prova para ver quem aprendeu a repetir.

    Eu, particularmente, não sou a favor desse foco na quantidade de informação armazenada. O “explique com suas palavras”, que aliás eu não vejo ser usado muito além da quinta série, significa um “mostre que você compreende”, visto que se você repetir na prova as frases como estão no livro, você mostra que armazenou o conteúdo. E com isso pode-se passar de ano com notas excelentes, o que me leva a crer que se o aluno compreende, se o aluno reflete, como você diz, sobre o assunto ou não, isso não está nas prioridades do ensino escolar atual.

    “Depois, é preciso pensar e arcar com a possiblidade de possivelmente estar errado: bons argumentos racionais precisam ter meios de serem provados falsos,(…)”

    Vou seguir a sugestão do texto e perguntar: Por quê? Pensei, pensei e pensei denovo, mas não encontrei a lógica do que está escrito a partir dos dois pontos. Se eu tenho um argumento que pode ser rebatido com algo que o prove falso, o argumento não é bom.

    Aliás, nesse trecho que eu citei há um erro de digitação. E há outro no final, na última frase. Se você tiver como editar meu post antes dele sair, pode cortar este último parágrafo.

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  2. Sirius,

    Não edito comentários. =)

    Se não há maneira de provar algo falso, fica muito mais difícil ainda de prová-lo verdadeiro. Exemplo:

    “Depois que você morre, você vai pro inferno ou pro céu”.

    Prove isto como sendo falso…

    O que eu disse é que precisa haver um meio da afirmação ser provada falsa, não que ela deve ser provada falsa.

    Existem várias maneiras de provar a Teoria da Evolução ou a Teoria da Gravidade como falsa. Basta que uma de suas várias previsões esteja errada. Porém isto não acontece.

    E na verdade você nunca prova nem a evolução nem a gravidade como verdadeira, você apenas nunca consegue prová-las como falsas. Se eu disser “Não existem gatos com rabos cor-de-rosa”, você pode trazer 90% dos gatos do mundo e ainda não vai ter provado minha afirmação como verdadeira. E mesmo se trouxer 100%, ainda podem haver gatos desconhecidos. Então o máximo que se consegue não é provar como verdadeiro, mas nunca demonstrar como falso…

    Por isso que é preciso arcar com a possibilidade do erro. Pois é necessário arriscar-se a fazer previsões ou qualquer outra coisa que, mais cedo ou mais tarde, prove tua afirmação como falsa ou verdadeira.

    Se você nunca fizer isso, uma afirmação não é nem falsa, nem verdadeira.

    A simples capacidade de se responder um “por quê?” pode ser uma maneira, porque ninguém saberia levantar um motivo lógico pelo qual necessariamente vamos para o céu ou para o inferno em vez de Asgard ou da Terra Média.

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