A falácia do argumento pela lei

2 comentários sobre “A falácia do argumento pela lei”

  1. Sr. Altieres Rohr,
    Muito interessante e culto, seu trabalho. Realmente, muito bom. Parabéns. Vê-se claramente que você burila bastante um determinado assunto, com a finalidade de estar sempre muito bem afinado com o que considera perfeito, mesmo que saibamos, por óbvio, que a perfeição não existe, assim como o feio, o justo ou qualquer outro conceito que dependa de interpretação “humana”. Como assim? Infelizmente, achei este seu texto um tanto maniqueísta, por considerar certos aspectos de forma dura, absoluta, sempre definitiva demais. Direito é bom senso e a Lei, mesmo que os casos em contrário sejam mais numerosos e chamem mais a atenção da mídia, “deve” sempre seguir este parâmetro. Há correntes que acham que devemos acabar com o ECA pois está dando direito aos jovens de cometer crimes (olha só!). O que você acha? Com lei ou sem ela? A vontade do legislador, expressa em determinado contexto social, não deve permanecer, como não permanece, para sempre. Cada vez que os anseios sociais mudam, muda a forma do Estado se comportar diante deles e isso se reflete nas leis. Leis são revogadas neste sentido. O problema é que estamos num mundo onde novela e futebol são mais importantes que conhecer a própria língua, por exemplo. Não temos sido capazes de exercitar nossa cidadania corretamente e mesmo um país fundado sob uma base de dignidade da pessoa humana (República), ninguém mais acha estranho pessoas comerem lixo. A dignidade delas é diferente da nossa? Não existe perfeição e, talvez até, o futuro encontre na anarquia solução para seus problemas, mas eu vou votar, se puder, negativamente. A luta, na minha modesta opinião, não deve ser contra a Lei…
    Atenciosamente,
    Léon Wacheux

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  2. Léon Wacheux

    Eu não digo no texto que termos leis é algo ruim. Não defendo a anarquia. Tanto leis quanto anarquia poderia funcionar em um mundo “perfeito”. Com pessoas perfeitas, qualquer coisa funciona.

    O que ataco são aqueles que hostilizam uma prática simplesmente por ela ser ilegal, ou seja, quem não reconhece que as leis são produto de uma iniciativa de “melhor esforço” e que, portanto, podem ser injustas num plano ideal.

    Sugiro apenas que leis não podem guiar ou limitar seu pensamento. Acredito que é necessária uma mentalidade em que um ato deixa de ser praticado não porque ele é ilegal, mas porque é incorreto, e que esses dois nem sempre andam juntos. Quero dizer que a consciência do indivíduo deve pesar mais que a lei.

    O texto, em si, trata-se apenas de diálogo. Por diversas vezes vi debates acabarem ou tomarem rumos pouco produtivos quando alguém menciona a lei. Penso que isso não é bom. A lei não pode resolver discussões; pelo contrário, deve ser discutida.

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