É uma ponte
Cujo início esconde
E finais são infinitos
É um vão:
Uma pequena ligação
Entre dois desconhecidos
É um tom
Entre um e outro som
Que não foram ouvidos
É fotografia:
Imagem congelada e fria
De tempos indefinidos
É filme:
Longa metragem firme
Com enredos comedidos
É morte entre duas vidas
E vida entre duas mortes;
Resta-me buscar trilhas
Sem atalhos e sem cortes
Sou o músico e a corda;
O fotógrafo e o diretor;
Minha obra é calhorda
E assim mesmo sou o autor
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Minhas percepções dizem que sou uma fera Que quando observada intimida mas por ser austera em vez de feroz qual é a mentira que preciso pôr em minha voz?