<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ira Racional &#187; pessoas</title>
	<atom:link href="http://altieresrohr.com.br/tag/pessoas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://altieresrohr.com.br</link>
	<description>Emoção carregada de razão - por Altieres Rohr</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Aug 2010 03:36:49 +0000</lastBuildDate>
	
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Muito a dizer, pouco para falar</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2010/04/muito-a-dizer-pouco-para-falar/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2010/04/muito-a-dizer-pouco-para-falar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 00:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de Nerd]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=656</guid>
		<description><![CDATA[Considerando a data do post anterior, posso começar este aqui com aquela velha história sobre estar muito ocupado, mas é uma meia-verdade. No fim das contas, todo mundo arranja um tempinho para aquilo que quer fazer. E se eu quisesse de verdade escrever nesse blog, provavelmente teria arranjado tempo. Tanto que, exatamente agora, em semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considerando a data do post anterior, posso começar este aqui com aquela velha história sobre estar muito ocupado, mas é uma meia-verdade. No fim das contas, todo mundo arranja um tempinho para aquilo que quer fazer. E se eu quisesse de verdade escrever nesse blog, provavelmente teria arranjado tempo. Tanto que, exatamente agora, em semana de provas e trabalhos, cá estou a digitar*.</p>
<p>Se eu precisasse só de tempo. </p>
<p>Além de tempo, é preciso de um assunto e saber como abordá-lo. Verdade seja dita, tenho muitos assuntos, mas poucos que podem ser colocados em um espaço público como este.</p>
<p>Meu post anterior foi breve, mas, para elucidá-lo, digo que passei por uma grande mudança na minha vida. Saí da cidade onde cresci &#8212; e na qual só não nasci porque ela ainda não existia na ocasião &#8212; e fui (vim?) para uma cidade cem vezes maior. É um passo grande para uma pessoa como eu. Ou, melhor dizendo, foi um grande passo para mim.</p>
<p>Não fossem as pessoas tão diferentes, eu adoraria, nesse momento, compartilhar o tanto de coisas que aprendi. Mas sinto que seriam mesquinhas aos olhares de uns e desnecessárias diante de outros; isto aquelas que eu poderia codificar em palavras, que são minoria. Por outro lado, creio que reside em cada um de nós o desejo de descobrir um pouco mais sobre nós mesmos todos os dias, não só porque isso é legal por si só, mas porque, quando a gente entende o que nos faz funcionar, nos tornamos capazes de lidar melhor com aquilo que nos aflige.</p>
<p>Sendo assim, já senti em muitos dias que fazer o que eu fiz era exatamente o que eu precisava para aprender muitas coisas sobre mim mesmo. E para alguém que pensa e repensa as coisas, e até a vida em geral, e com detalhes, como é meu caso, informação desse tipo ajuda e muito na hora de desatar uns nós e demolir alguns labirintos.</p>
<p>Paguei um preço alto por isso (literalmente, inclusive). Deixei uma vida muito simples e tranquila para trás. Mas era uma vida inerte que, deixada como estava, iria prolongar um estado de espírito que na verdade era incapaz de se sustentar. É por isso que posso dizer que fiz a coisa certa; no fim, minha incapacidade de me resolver onde eu estava me expulsou de lá, por mais que, talvez, lá fosse um lugar melhor.</p>
<p>O fato é que cresci como ser humano, e um ser melhor vive melhor mesmo em condições inferiores.</p>
<p><em>* Permiti a mim mesmo essa regalia porque tive dois dias muito produtivos. Sem remorso.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2010/04/muito-a-dizer-pouco-para-falar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Versos: O Homem</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-o-homem/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-o-homem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 09:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita em Verso]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=53</guid>
		<description><![CDATA[I
Os campos parecem até coloridos
Mas na verdade enganam quem os vê
O verde e o amarelo desapareceram
Em meio ao cinza de céus tardios
O homem caminha pelo campo
Cego, não viu verde ou amarelo
E não sente falta deles agora
Nem pensa que algo foi mais belo
II
O tempo anda rápido
Não obedece os relógios
Não quer ser parado
Como aventureiro ávido
O homem quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I</p>
<p>Os campos parecem até coloridos<br />
Mas na verdade enganam quem os vê<br />
O verde e o amarelo desapareceram<br />
Em meio ao cinza de céus tardios</p>
<p>O homem caminha pelo campo<br />
Cego, não viu verde ou amarelo<br />
E não sente falta deles agora<br />
Nem pensa que algo foi mais belo</p>
<p>II</p>
<p>O tempo anda rápido<br />
Não obedece os relógios<br />
Não quer ser parado<br />
Como aventureiro ávido</p>
<p>O homem quer voltar no tempo<br />
Corrigir erros que diz não cometer<br />
Vive o presente pensando no passado<br />
Com medo de que o futuro pode não acontecer</p>
<p>III</p>
<p>Palavras enchem páginas de valor<br />
Antes brancas, só podem se orgulhar<br />
Do momento em que recebem o presente<br />
Que irão apenas repassar</p>
<p>O homem quer escrever<br />
Tem uma idéia do que quer falar<br />
Mas não do seu significado<br />
Que acaba por não se perpetuar</p>
<p>IV</p>
<p>Chove em uma montanha sublime<br />
Que tentou elevar sonhos e promessas<br />
Mas os fez congelar sem hesitar<br />
Quando viu que estavam altos demais</p>
<p>O homem sobe a montanha<br />
A ausência de sonhos não o estranha<br />
E uma vida que crê na própria sorte<br />
Não sente o frio da própria morte</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-o-homem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Orkut e networking</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/07/orkut-e-networking/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/07/orkut-e-networking/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 23:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[networking]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=16</guid>
		<description><![CDATA[Networking é, bem provavelmente, um termo mais apropriado para descrever estas novas relações internéticas que tem aparecido do que a maioria imagina. Isto pode ser dito devido à semelhança destas relações com uma rede (network) de comunicação qualquer. Cito dois aspectos básicos:

Qualquer ponta da rede (host, ou, no caso, uma pessoa) pode ser desconectado a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Networking</i> é, bem provavelmente, um termo mais apropriado para descrever estas novas relações internéticas que tem aparecido do que a maioria imagina. Isto pode ser dito devido à semelhança destas relações com uma rede (network) de comunicação qualquer. Cito dois aspectos básicos:</p>
<ol>
<li>Qualquer ponta da rede (host, ou, no caso, uma pessoa) pode ser desconectado a qualquer momento sem grandes perdas para o resto da rede (redundância)</li>
<li>O valor da rede aumenta quanto mais terminais (pessoas) nela existirem (lei de Metcalfe)</li>
</ol>
<p>O ponto 1 não poderia ser mais verdadeiro. Acabar com uma relação qualquer na Internet é tão fácil quanto clicar em um botão ou configurar filtros no cliente de e-mail. Nada de polêmico aí, embora as conseqüências éticas e morais sejam mais complicadas. Mas isto vai além do assunto deste post.</p>
<p>Já o ponto 2 pode ser facilmente observado: existe, por parte de muitos usuários, uma compulsão pela adição de centenas de amigos e comunidades no perfil, mesmo que, quando questionados, estes cidadãos jamais consigam citar pela memória todas as comunidades/amigos que adicionaram. O valor não está em <em>conhecer</em> todas as pontas rede (amigos/comunidades), mas em <em>saber que elas estão lá</em>. Não é diferente da Internet, onde, por exemplo, não conhecemos todos os sites, mas sabemos que estão lá caso precisarmos deles um dia.</p>
<p>É claro que o networking não se limita às redes sociais online. Faz-se networking em eventos/encontros também. E por que não? São pessoas que dificilmente se verão no dia-a-dia &#8212; é possível algo além do &#8220;networking&#8221; com elas? E nada custa pedir uma recomendação no LinkedIn ou comentar sobre projetos ou ofertas de emprego que ambas possam conhecer.</p>
<p>Não sendo eu um especialista no networking, obviamente, devo falhar ao tentar captar tudo que ele possibilita.</p>
<p>O sociólogo polonês Zygmunt Bauman faz outras comparações semelhantes no livro <em>Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos</em>. Ao contrário do que se pode pensar sobre o título, no entanto, a fragilidade não é inerente, mas desejada. O modelo de networking &#8212; onde pode-se desconectar ou ser desconectado sem conseqüências maiores &#8212; é o carro Flex dos relacionamentos humanos. Felicidade descompromissada é o lema dos tempos atuais.</p>
<p>Mais de <a href="http://www.orkut.com.br/MembersAll.aspx">dois e meio porcento</a> dos usuários do Orkut já dizem estar em algum tipo de relacionamento aberto. Creio que este número só tende a aumentar.</p>
<p>Eu? Orkut para mim é para conhecer pessoas. Meu MSN está estampado no perfil. Quer conversar, estou aqui. A Internet não <i>precisa</i> distanciar as pessoas e pode, sem problema algum, fazer o oposto. Mas se você quer fazer de mim apenas mais um número na sua rede, sem de fato interessar-se no Altieres-como-pessoa, mas sim no Altieres-como-ponta-na-minha-rede, não conte comigo. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2008/07/orkut-e-networking/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
