Egotrip

O Portal3, site do Curso de Comunicação da minha universidade1, sempre faz matérias sobre alunos da universidade que trabalham em empresas conhecidas do mercado.

Resolveram fazer uma matéria comigo. Senti-me numa longa egotrip dando esta entrevista. Não gosto muito de falar de mim mesmo. Mas foi uma boa reflexão (e exercício para minha preguiçosa memória) analisar tudo o que passei nos últimos seis anos.

Fiz questão de dizer que fiz dois cursos de informática que não me ajudaram. Fiquei sabendo que uma das escolas que freqüentei, a Solução Fácil (na época ainda “Styllu’s Informática”) andou usando meu nome em suas propagandas desde que consegui uma parceria com o UOL. A qualidade do curso deles, porém, pode ser resumida pelo título da página principal do site: “Untitled Document”. Não há título. E não há qualidade.

A outra escola, que freqüentei primeiro, só não me ajudou porque o dono dela, Marcos Martins da Silva, teve uma paciência enorme para me aturar quase todos os dias lá no ano de 2001. Aprendi muita coisa observando-o consertar os computadores, desenvolver bancos de dados no Access (conhecimento que foi imensamente útil quando comecei a estudar ColdFusion), entre outros. Mais tarde, eu não era mais apenas um aprendiz, mas um colega de trabalho, porque tornei-me instrutor estagiário de uma turma e comecei a fazer alguns serviços, como instalação de internet.

O curso, claro, não me ensinou muito, dado o quanto eu já sabia, mas fiz apenas para recompensá-lo um pouco por tudo aquilo que ele me ensinou de graça. Esta escola, onde praticamente vivi durante um ano e meio, hoje já não existe mais.

  1. Já mencionei aqui anteriormente; o número três é por conta do “Centro 3″

“A no-break breaks”: um funeral

“No-break”: “sem quebrar”, “sem parar”. Pois bem. O meu parou há algumas horas, quando do nada um estouro é seguido de um click indicando que ele mudou para bataria, sem detectar mais a rede elétrica que estava, no momento do problema, em perfeitas condições.

Deve ser a quarta vez (terceira, no mínimo) que meu no-break de 1200VA da Ragtech pendura as chuteiras. Nas outras vezes, comprei chuteiras novas. Mas não mais, porque não faz nem cinco meses que tive o mesmo problema. Que se aposente de vez, desgraçado.

Como a voltagem aqui é 220V, preciso de um estabilizador para fazer a transformação para 110V. Tinha um parado, também da Ragtech, que agora estou usando. Por azar ou não, o fusível deste estabilizador queimou certa vez. Sorte que tinha um extra… no meu estabilizador da SMS. O compartilhamento para fusível backup no Ragtech estava vazio.

Tive ainda outro estabilizador da Ragtech, Um Side preto de 300VA. Com este, o PC reiniciava toda vez que a chave do ar-condicionado era ligada.

De qualquer forma, anuncio aqui o funeral do meu no-break, a ser substituído futuramente por um APC.

Ragtech Save 2 nº de série 080206121885 (2006-2008)

Culpem o Lucas

Infelizmente para os outros dois de vocês que lêem este blog — cada vez menos famoso, se o AWStats não mente — o Lucas do ARIS-LD foi ler o código do BankerFix 3 e achou a referência ao jogo não mencionado no outro post.

Sim, é o Zone of the Enders: The 2nd Runner. Com produção de Hideo Kojima, mais conhecido pela consagrada série Metal Gear, ZotE 2 é um jogo em que se controla um robô gigante sem as complicações de outras séries mais realistas como Gundam ou Armored Core. É simplesmente tiro mísseis lasers projéteis de todo tipo voando em todas direções (quando eu jogo, a minha é a única direção para qual eles não vão1).

Lembro aqui: ainda falta o easter egg.

Para este post não ficar tão curto, preciso então dizer aqui que a subrotina SecondRunner() do BankerFix tem história.

Atualmente encontrada no update.vbs da pasta “rotinas”, ela estava inicialmente no Iniciar-BankerFix.vbs, antes de eu descobrir uma maneira de fazer includes no VBScript. Em vez de subrotina, era uma variável. Foi resultado da minha primeira tentativa de criar uma tradução para o “banker.bat”: em vez de usar o comando type do prompt para puxar as frases traduzidas de um .txt, a idéia era gerar um um banker.bat substituindo todas as linhas marcadas para tradução.

O código VBS era assim:

'Build new banker.bat
SecondRunner = ParseFileIntoString("banker-multiple.bat")
RunnerLang = ParseFileIntoArray("lang/bat-" & slang & ".txt")

i = 0

For Each TranslatedLine in RunnerLang
	SecondRunner = Replace(SecondRunner, "L$" & i & "$", TranslatedLine)
	i = i+1
Next

BankerBat = FSO.OpenTextFile("banker.bat", 2, True)
BankerBat.Write SecondRunner
BankerBat.Close

O banker-multiple.bat era o .bat original, sem frase nenhuma, apenas contendo L$1$, L$2$, etc, onde os números eram a linha equivalente no arquivo de tradução. slang era a variável que continha o idioma que seria usado (originalmente, o BankerFix 3 iria acompanhado de todos os idiomas que tivesse suporte — eles não seriam baixados da internet como hoje).

Não quis abandonar a referência ao Zone of the Enders. Por isso, a função que roda da segunda vez em diante que o Iniciar-BankerFix.vbs é executado recebeu o nome de SecondRunner. No contexto original, ‘SecondRunner’ era o segundo bat criado pela ferramenta.

  1. Mentira.

A maior novidade do BankerFix 3 é um ovo de páscoa

Saiu o BankerFix 3.0. As duas primeiras versões do BankerFix, v1 e v2-AIRPORT tiveram nada menos que dois milhões e cem mil downloads.

Disse, lá no Linha Defensiva, em outra ocasião, que o sucesso do BankerFix é reflexo do fracasso das autoridades em combater o cibercrime. Mantenho o que disse, mas não é intenção entrar em uma grande reflexão a respeito disso neste post.

Em vez disso, prefiro apenas anunciar a existência de um ovo de páscoa (easter egg) no BankerFix 3.

O Linha Defensiva tem um desde que foi criado (um erro HTTP 666 especial) e acho que os únicos que o viram foram aqueles para quem eu mostrei.

O do BankerFix 3 é ainda menos engraçado que minha infame piada nerd, mas está lá.

Em nota relacionada, não me canso de referências a jogos. Além do codinome “Valkyrie”, baseado no clássico Valkyrie Profile, e dos meus PCs terem seus hostnames configurados como personagens do fantástico jogo de PSX Xenogears (Id, Krelian, Elhaym e Soylent1), há ainda uma função no script de atualização do BankerFix 3 que tira seu nome de outro jogo de videogame. Sinta-se livre para encontrá-la, se estiver se sentindo com sorte e entediado.

BankerFix 3 foi desenvolvido em

  • Código VBS, arquivos texto e batch: SciTE (Ubuntu Linux) e Notepad++ (Windows Vista Home Premium)
  • PHP: Screem HTML Editor (Ubuntu Linux)
  • Teste: Windows XP Professional SP2 rodando em VirtualBox sob CentOS 5
  • Teclado: Genius. Eu não sei se por coincidência ou outro motivo, uso teclados da Genius fazem seis anos. Estou agora no meu terceiro teclado da Genius, um Slimstar 310 que comprei faz pouco tempo. Porém quero trocá-lo, quando tiver um dinheiro sobrando, por um Comfort Curve 2000 da Microsoft.

Ferramentas utilizadas para desenvolver o BankerFix em épocas anteriores:

  • Dreamweaver MX e EditPad Lite (sob Windows 2000 Professional)
  • gVim (Ubuntu Linux)

O BankerFix também é fruto de vários litros de Coca-Cola.

  1. Que não é um personagem do Xenogears, mas existe no jogo com o mesmo significado que carrega em outro clássico da ficção científica, o Soylent Greens.

Orkut e networking

Networking é, bem provavelmente, um termo mais apropriado para descrever estas novas relações internéticas que tem aparecido do que a maioria imagina. Isto pode ser dito devido à semelhança destas relações com uma rede (network) de comunicação qualquer. Cito dois aspectos básicos:

  1. Qualquer ponta da rede (host, ou, no caso, uma pessoa) pode ser desconectado a qualquer momento sem grandes perdas para o resto da rede (redundância)
  2. O valor da rede aumenta quanto mais terminais (pessoas) nela existirem (lei de Metcalfe)

O ponto 1 não poderia ser mais verdadeiro. Acabar com uma relação qualquer na Internet é tão fácil quanto clicar em um botão ou configurar filtros no cliente de e-mail. Nada de polêmico aí, embora as conseqüências éticas e morais sejam mais complicadas. Mas isto vai além do assunto deste post.

Já o ponto 2 pode ser facilmente observado: existe, por parte de muitos usuários, uma compulsão pela adição de centenas de amigos e comunidades no perfil, mesmo que, quando questionados, estes cidadãos jamais consigam citar pela memória todas as comunidades/amigos que adicionaram. O valor não está em conhecer todas as pontas rede (amigos/comunidades), mas em saber que elas estão lá. Não é diferente da Internet, onde, por exemplo, não conhecemos todos os sites, mas sabemos que estão lá caso precisarmos deles um dia.

É claro que o networking não se limita às redes sociais online. Faz-se networking em eventos/encontros também. E por que não? São pessoas que dificilmente se verão no dia-a-dia — é possível algo além do “networking” com elas? E nada custa pedir uma recomendação no LinkedIn ou comentar sobre projetos ou ofertas de emprego que ambas possam conhecer.

Não sendo eu um especialista no networking, obviamente, devo falhar ao tentar captar tudo que ele possibilita.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman faz outras comparações semelhantes no livro Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos. Ao contrário do que se pode pensar sobre o título, no entanto, a fragilidade não é inerente, mas desejada. O modelo de networking — onde pode-se desconectar ou ser desconectado sem conseqüências maiores — é o carro Flex dos relacionamentos humanos. Felicidade descompromissada é o lema dos tempos atuais.

Mais de dois e meio porcento dos usuários do Orkut já dizem estar em algum tipo de relacionamento aberto. Creio que este número só tende a aumentar.

Eu? Orkut para mim é para conhecer pessoas. Meu MSN está estampado no perfil. Quer conversar, estou aqui. A Internet não precisa distanciar as pessoas e pode, sem problema algum, fazer o oposto. Mas se você quer fazer de mim apenas mais um número na sua rede, sem de fato interessar-se no Altieres-como-pessoa, mas sim no Altieres-como-ponta-na-minha-rede, não conte comigo.

Frist psot

Este deve ser o oitavo “1º post” que faço, contando sites/blogs que já tive e os que ainda estão no ar. Aliás, a metade deles ainda está no ar (conte este: 4). Bom que tantos já se foram – todos me ensinaram alguma coisa. Mas nunca me ensinaram a fazer um bom primeiro post.

Então só digo aqui que este blog – cujo título não está na URL e pode ser mudado no futuro – é realmente um blog pessoal. Quer dizer, pretendo publicar aqui qualquer coisa que seja de minha autoria, quem sabe tecer alguns comentários aqui e ali. Mas não posso dizer exatamente o que será encontrado aqui… isso podemos dizer depois que alguma coisa for de fato publicada (se for! meu histórico para manutenção de blogs não é positivo).

O Zero Negativo não será mais atualizado. Mas de certo isso pouco importa, já que ninguém mais o lia.