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	<title>Ira Racional &#187; networking</title>
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	<description>Emoção carregada de razão - por Altieres Rohr</description>
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		<title>Orkut e networking</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 23:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Networking é, bem provavelmente, um termo mais apropriado para descrever estas novas relações internéticas que tem aparecido do que a maioria imagina. Isto pode ser dito devido à semelhança destas relações com uma rede (network) de comunicação qualquer. Cito dois aspectos básicos: Qualquer ponta da rede (host, ou, no caso, uma pessoa) pode ser desconectado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Networking</i> é, bem provavelmente, um termo mais apropriado para descrever estas novas relações internéticas que tem aparecido do que a maioria imagina. Isto pode ser dito devido à semelhança destas relações com uma rede (network) de comunicação qualquer. Cito dois aspectos básicos:</p>
<ol>
<li>Qualquer ponta da rede (host, ou, no caso, uma pessoa) pode ser desconectado a qualquer momento sem grandes perdas para o resto da rede (redundância)</li>
<li>O valor da rede aumenta quanto mais terminais (pessoas) nela existirem (lei de Metcalfe)</li>
</ol>
<p>O ponto 1 não poderia ser mais verdadeiro. Acabar com uma relação qualquer na Internet é tão fácil quanto clicar em um botão ou configurar filtros no cliente de e-mail. Nada de polêmico aí, embora as conseqüências éticas e morais sejam mais complicadas. Mas isto vai além do assunto deste post.</p>
<p>Já o ponto 2 pode ser facilmente observado: existe, por parte de muitos usuários, uma compulsão pela adição de centenas de amigos e comunidades no perfil, mesmo que, quando questionados, estes cidadãos jamais consigam citar pela memória todas as comunidades/amigos que adicionaram. O valor não está em <em>conhecer</em> todas as pontas rede (amigos/comunidades), mas em <em>saber que elas estão lá</em>. Não é diferente da Internet, onde, por exemplo, não conhecemos todos os sites, mas sabemos que estão lá caso precisarmos deles um dia.</p>
<p>É claro que o networking não se limita às redes sociais online. Faz-se networking em eventos/encontros também. E por que não? São pessoas que dificilmente se verão no dia-a-dia &#8212; é possível algo além do &#8220;networking&#8221; com elas? E nada custa pedir uma recomendação no LinkedIn ou comentar sobre projetos ou ofertas de emprego que ambas possam conhecer.</p>
<p>Não sendo eu um especialista no networking, obviamente, devo falhar ao tentar captar tudo que ele possibilita.</p>
<p>O sociólogo polonês Zygmunt Bauman faz outras comparações semelhantes no livro <em>Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos</em>. Ao contrário do que se pode pensar sobre o título, no entanto, a fragilidade não é inerente, mas desejada. O modelo de networking &#8212; onde pode-se desconectar ou ser desconectado sem conseqüências maiores &#8212; é o carro Flex dos relacionamentos humanos. Felicidade descompromissada é o lema dos tempos atuais.</p>
<p>Mais de <a href="http://www.orkut.com.br/MembersAll.aspx">dois e meio porcento</a> dos usuários do Orkut já dizem estar em algum tipo de relacionamento aberto. Creio que este número só tende a aumentar.</p>
<p>Eu? Orkut para mim é para conhecer pessoas. Meu MSN está estampado no perfil. Quer conversar, estou aqui. A Internet não <i>precisa</i> distanciar as pessoas e pode, sem problema algum, fazer o oposto. Mas se você quer fazer de mim apenas mais um número na sua rede, sem de fato interessar-se no Altieres-como-pessoa, mas sim no Altieres-como-ponta-na-minha-rede, não conte comigo. </p>
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