E é nesta sala quieta
Onde o bem flerta
Com mal enraizado
No que não é malvado
Para que repensar o passado
Se nada muda
E minha tentativa de me ajudar
Só deixou claro
Que eu precisava de ajuda
Só o silêncio faz refletir
Mas como pode ser verdade
que quem vê cara não vê coração
Se é só ao olhar no espelho
Que eu posso me sentir
Mas não me vejo
Não me sinto
E meu único desejo
É sair deste recinto
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Os japoneses tem um senso de humor estranho, como, aliás, todo mundo parece ter — senso de humor é uma dessas coisas que nasce unicamente em cada cultura.
Assisti não faz muito tempo o filme Quiet room ni yôkoso ou “Bem-vindo à sala quieta”. O tom do filme é negro, mas tem surtos de comédia aqui e ali, no maior estilo black comedy, com direito a canções, acidentes sangrentos e desesperanças. É impressionante como conseguiram fazer um endereço de e-mail ser tão tragicômico. Sensacional.
Acabei descobrindo este filme graças à (curta) participação especial de Hideaki Anno, diretor do clássico — freqüentemente incompreendido e comercialmente abusado — Neon Genesis Evangelion.
Ainda está pendente minha introdução ao cinema sul-coreano, que me disseram faz muito tempo ser de ótima qualidade.
O texto acima, meu, foi obviamente baseado no filme e ilustra mais ou menos o que é, de fato, a “sala quieta” do hospital psiquiátrico no qual o filme se passa. Não se ver e não se sentir — a maneira mais eficaz para não ser atormentado por problemas ordinários. Quem não dispõe de uma sala quieta, usa álcool ou cannabis. Quem tiver mais dinheiro usa calmantes de marca.