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	<title>Ira Racional &#187; Escrita em Verso</title>
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	<description>Emoção carregada de razão - por Altieres Rohr</description>
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		<title>Versos: Obras de Arte[+]</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 00:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita em Verso]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[versos curtos]]></category>

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		<description><![CDATA[Admira-se as obras de arte&#8230;
Mas elas o seriam ainda
Se distribuídas suas partes?
Arte é coisa da elite
Pobre imita com grafite
Em muros de vias públicas
Que as pessoas ricas
Apenas sobrevoam
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-
poesia instantânea
	tipo enlatada
vem pronta e congelada
	da tasmânia
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Admira-se as obras de arte&#8230;<br />
Mas elas o seriam ainda<br />
Se distribuídas suas partes?</p>
<p>Arte é coisa da elite<br />
Pobre imita com grafite<br />
Em muros de vias públicas<br />
Que as pessoas ricas<br />
Apenas sobrevoam</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<pre>poesia instantânea
	tipo enlatada
vem pronta e congelada
	da tasmânia</pre>
]]></content:encoded>
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		<title>Versos: O Homem</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 09:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita em Verso]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[I
Os campos parecem até coloridos
Mas na verdade enganam quem os vê
O verde e o amarelo desapareceram
Em meio ao cinza de céus tardios
O homem caminha pelo campo
Cego, não viu verde ou amarelo
E não sente falta deles agora
Nem pensa que algo foi mais belo
II
O tempo anda rápido
Não obedece os relógios
Não quer ser parado
Como aventureiro ávido
O homem quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I</p>
<p>Os campos parecem até coloridos<br />
Mas na verdade enganam quem os vê<br />
O verde e o amarelo desapareceram<br />
Em meio ao cinza de céus tardios</p>
<p>O homem caminha pelo campo<br />
Cego, não viu verde ou amarelo<br />
E não sente falta deles agora<br />
Nem pensa que algo foi mais belo</p>
<p>II</p>
<p>O tempo anda rápido<br />
Não obedece os relógios<br />
Não quer ser parado<br />
Como aventureiro ávido</p>
<p>O homem quer voltar no tempo<br />
Corrigir erros que diz não cometer<br />
Vive o presente pensando no passado<br />
Com medo de que o futuro pode não acontecer</p>
<p>III</p>
<p>Palavras enchem páginas de valor<br />
Antes brancas, só podem se orgulhar<br />
Do momento em que recebem o presente<br />
Que irão apenas repassar</p>
<p>O homem quer escrever<br />
Tem uma idéia do que quer falar<br />
Mas não do seu significado<br />
Que acaba por não se perpetuar</p>
<p>IV</p>
<p>Chove em uma montanha sublime<br />
Que tentou elevar sonhos e promessas<br />
Mas os fez congelar sem hesitar<br />
Quando viu que estavam altos demais</p>
<p>O homem sobe a montanha<br />
A ausência de sonhos não o estranha<br />
E uma vida que crê na própria sorte<br />
Não sente o frio da própria morte</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Versos: Sobre inspiração artística[+]</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 20:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita em Verso]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[razão]]></category>
		<category><![CDATA[versos curtos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pensei que só mais um segundo
Deste interminável sono
Poderia me levar ao trono
De algum outro mundo
Finjo que não tenho muito
Que sempre me falta algo
Reclamo sem ar, aflito!
Mas não sou melhor que um ator
Dançando sobre o palco
Que é esta mesa de plástico;
Meu personagem é de escritor
Desenho letras à pulso fraco
Que até parecem carícias
Sobre páginas submissas
Que jamais recusam
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensei que só mais um segundo<br />
Deste interminável sono<br />
Poderia me levar ao trono<br />
De algum outro mundo</p>
<p>Finjo que não tenho muito<br />
Que sempre me falta algo<br />
Reclamo sem ar, aflito!<br />
Mas não sou melhor que um ator<br />
Dançando sobre o palco<br />
Que é esta mesa de plástico;<br />
Meu personagem é de escritor<br />
Desenho letras à pulso fraco<br />
Que até parecem carícias<br />
Sobre páginas submissas<br />
Que jamais recusam<br />
O que lhes é dado&#8230;</p>
<p>Que tolice!<br />
Como se eu não visse<br />
Todos os dias<br />
O Sol brilhar;<br />
Como se não houvessem<br />
As músicas e melodias..<br />
Como se não soubesse<br />
Que é neste deserto feito quarto<br />
Onde eu vou acordar<br />
Por mais&#8211;<br />
Que estas fantasias<br />
Tentem me deslocar&#8230;</p>
<p>Ainda assim, escrevo à vontade<br />
Na esperança de que o escrito<br />
Faça-me lembrar de cada mito<br />
Que um dia a imaginação<br />
Fez parecer realidade</p>
<p>_______________________________</p>
<pre>
ignorar a razão
     é como
dirigir na contramão

tudo fica bem
     se ninguém
vem da outra direção
</pre>
]]></content:encoded>
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		<title>Versos: O ônibus, o trem, o avião</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-o-onibus-o-trem-o-aviao/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-o-onibus-o-trem-o-aviao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 10:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita em Verso]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Como algo pode ter rota configurada
E carregar tanta gente diferente
Que precisa percorrer a mesma estrada
Como se a liberdade fosse ausente?
O ônibus que trafega pelo asfalto
Desce ladeiras, sobe o morro alto
Embarcam pessoas hora aqui hora ali
De toda sorte, há quem chora, há quem ri
Todas serão levadas ao mesmo destino
Mesmo tão parecidas, não são nada iguais
É estranho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como algo pode ter rota configurada<br />
E carregar tanta gente diferente<br />
Que precisa percorrer a mesma estrada<br />
Como se a liberdade fosse ausente?</p>
<p>O ônibus que trafega pelo asfalto<br />
Desce ladeiras, sobe o morro alto<br />
Embarcam pessoas hora aqui hora ali<br />
De toda sorte, há quem chora, há quem ri</p>
<p>Todas serão levadas ao mesmo destino<br />
Mesmo tão parecidas, não são nada iguais<br />
É estranho como pode um cidadão, pobre ou fino,<br />
Andar com tantos outros, sem pensar nada demais</p>
<p>E nada diferentes são os trilhos e seu trem<br />
Menos escolhas há durante o caminho<br />
Coisas e gente que, em cada parada, vão e vêm<br />
Enquanto o ferro nem permite um carinho</p>
<p>Por fora diferente, mas tão igual, é o avião<br />
Poucos entendem como pode ele voar<br />
Mas, mesmo lá no alto, ninguém se desprende do chão<br />
Pois o ímã da cidade não sabe soltar</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Versos: O Calor de um Amor Divino</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-o-calor-de-um-amor-divino/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-o-calor-de-um-amor-divino/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 07:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita em Verso]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Que lindo o troféu!
Cheguei ao céu
Tão prometido
Dos anjos sem cupido
Mas e meus irmãos?
Meus amigos?
Quero tocar suas mãos
E curar corações feridos!
&#8220;Eles estão em outro lugar&#8221;
Como assim?
&#8220;Não terão chance de mudar,
A eternidade é o fim&#8221;
O que me diz
É que você me ama
Mas que se eu tivesse errado
Na tentative ser feliz
Sofreria nessa tal chama
De eternidade profana?
Não é justo
E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que lindo o troféu!<br />
Cheguei ao céu<br />
Tão prometido<br />
Dos anjos sem cupido</p>
<p>Mas e meus irmãos?<br />
Meus amigos?<br />
Quero tocar suas mãos<br />
E curar corações feridos!</p>
<p>&#8220;Eles estão em outro lugar&#8221;<br />
Como assim?<br />
&#8220;Não terão chance de mudar,<br />
A eternidade é o fim&#8221;</p>
<p>O que me diz<br />
É que você me ama<br />
Mas que se eu tivesse errado<br />
Na tentative ser feliz<br />
Sofreria nessa tal chama<br />
De eternidade profana?</p>
<p>Não é justo<br />
E me assusto<br />
Por não ter percebido<br />
Que este céu nada tinha a ver<br />
Com o mito do cupido</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Versos: Necrofilia</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-necrofilia/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/07/versos-necrofilia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 08:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita em Verso]]></category>
		<category><![CDATA[necrofilia]]></category>
		<category><![CDATA[parafilias]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a escrever &#8220;poesia&#8221; (uso o termo de forma bem descuidada aqui, por isso as aspas) entre os intervalos nas aulas do ensino médio. Na verdade, houveram alguns rascunhos antes, mas foram poucos e destas anciãs tentativas nada resta de lembrança.
Acho que só dois textos, dentre os quase 150, já foram parar na web até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a escrever &#8220;poesia&#8221; (uso o termo de forma bem descuidada aqui, por isso as aspas) entre os intervalos nas aulas do ensino médio. Na verdade, houveram alguns rascunhos antes, mas foram poucos e destas anciãs tentativas nada resta de lembrança.</p>
<p>Acho que só dois textos, dentre os quase 150, já foram parar na web até hoje &#8212; e não por minha mão. Porém, resolvi eu mesmo começar a publicar alguns. Por sugestão do <a href="http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=1868539823705455222">Diogo</a>, vou começar com o <em>Necrofilia</em>, que segue.</p>
<p>Antes que perguntem: eu não sou necrófilo nem apóio a prática.</p>
<h3>Necrofilia</h3>
<p>Te querer não me convém<br />
Mas o que é que você tem<br />
Que, se eu for sincero,<br />
Admitirei que te quero?</p>
<p>Seria talvez o teu sorriso<br />
Feito de dentes cor de granizo?<br />
Ou os teus cabelos, tão pretos<br />
E teus lábios, imóveis e perfeitos?</p>
<p>Não é possível que digas que não<br />
E nem me assusta se não bate<br />
O teu coração</p>
<p>Tão esmagadora é minha solidão<br />
Que ficarei contente com o frio<br />
Mesmo no verão</p>
]]></content:encoded>
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