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	<title>Ira Racional &#187; brasil</title>
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	<description>Emoção carregada de razão - por Altieres Rohr</description>
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		<title>O bairrismo gaúcho</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 19:39:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[É vergonhoso o que aconteceu com o repórter do CQC Felipe Andreoli. A saber: um bando de torcedores do Internacional desceu a porrada nele, no cinegrafista e no produtor enquanto eles faziam uma reportagem no Beira-Rio sobre a partida Corinthians x Inter.
Se ainda fosse apenas um caso isolado de ódio, realizado por alguns bêbados, quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É vergonhoso o que aconteceu com o repórter do CQC Felipe Andreoli. A saber: um bando de torcedores do Internacional <a href="http://felipeandreoliblog.blog.uol.com.br/arch2009-06-28_2009-07-04.html#2009_07-02_16_49_29-132266277-0">desceu a porrada</a> nele, no cinegrafista e no produtor enquanto eles faziam uma reportagem no Beira-Rio sobre a partida Corinthians x Inter.</p>
<p>Se ainda fosse apenas um caso isolado de ódio, realizado por alguns bêbados, <i>quase</i> que se poderia aceitar. Mas não. Nos comentários do blog dele e em <a href="http://forum.jogos.uol.com.br/Ignorancia-e-Bairrismo--Felipe-Andreoli_t_305347?page=1">outros lugares</a> vê-se gaúchos sóbrios apoiando a atitude imbecil desses colorados. Se Andreoli estava ou não fazendo piada, isso não importa. É o trabalho dele.</p>
<p>Que fique claro que nada tenho contra os colorados. Não me envolvo com futebol, logo nem sou gremista; não faço parte dessa polarização que praticamente divide o estado. E há gremistas imbecis também. São fanáticos que levam um jogo a sério demais &#8212; uma tentativa constante de provar que são, de alguma forma, melhores do que os outros.</p>
<p>Tenho sim desprezo pelo bairrismo. O daqui é especialmente triste: uma hipervalorização do local, uma ideia de que somos melhores do que o resto do país. O engraçado é como isso pode ser usado para controlar as pessoas. É, pois, uma <i>vulnerabilidade</i> no intelecto de boa parte dos gaúchos, que aceitam falácias fundamentadas (sic) no que não tem fundamento: a localização. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pRAMHY364Is">Esse comercial da Polar</a> é um exemplo evidente do uso do bairrismo na mídia para a publicidade. E deu certo.</p>
<p>Aliás, um mínimo de dignidade foi mantido durante a campanha de 2006, que elegeu a (paulista) Yeda Crusius para o governo do Estado. Não vi, nas propagandas, o argumento de que ela não era gaúcha. Mas creio que isso se deve mais às certas repercussões legais de fazê-lo do que à ética dos políticos. No entanto, foi um argumento que circulou sim pelas ruas, e ainda circula  agora que o governo não está satisfazendo a maior parte da população.</p>
<p>Sou um tanto globalista. Não aceito nem aquele argumento de que &#8220;somos todos brasileiros&#8221;. Um bairrismo brasileiro ainda é bairrista &#8212; apenas aumentou-se o tamanho do local que estamos superestimando. É preciso respeitar todas as culturas do mundo, inclusive todas que existem no Brasil, sem limitar-se a qualquer fronteira, seja ela política, geográfica ou cultural. Não se deve substituir um orgulho por outro. Idealmente, o bairrismo deve servir apenas como incentivo para se esforçar mais, para melhorar, e jamais para menosprezar a conquista alheia.</p>
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		<title>Previsão por MD5</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/07/previsao-por-md5/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 01:31:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Previsões]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[É bem verdade que acertei em cheio na previsão anterior. Mas nem vou abusar da sorte.
Então vou fazer uma previsão por MD5. Assim fica o registro, ainda posso me gabar no caso de acerto, e não preciso me comprometer no caso de erro &#8212; embora ainda vou admiti-lo, se esse for o caso. 
A previsão: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É bem verdade que acertei em cheio na <a href="http://altieresrohr.com.br/2009/06/eu-ja-sabia-cai-diploma-de-jornalismo/">previsão anterior</a>. Mas nem vou abusar da sorte.</p>
<p>Então vou fazer uma previsão por MD5. Assim fica o registro, ainda posso me gabar no caso de acerto, e não preciso me comprometer no caso de erro &#8212; embora ainda vou admiti-lo, se esse for o caso. </p>
<p>A previsão: <b>e956ba1a4f596f249712710f94012e27 será candidato político, provavelmente deputado, nas eleições do ano que vem.</b></p>
<p>Para quem desconhece, esse código acima se chama &#8220;hash&#8221; e está no formato MD5. Se eu acertar a previsão, posso revelar qual o nome do sujeito que está &#8220;hasheado&#8221;, e todos poderão obter esse mesmo código fazendo o hash. Um detalhe dos hashes é que elas não são feitos para serem decodificados, e de fato existe mais de uma combinação de palavras que pode gerar um mesmo hash, então, a não ser que eu diga qual foi o nome que usei, não é possível ter certeza do que quero dizer com esse MD5.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Violins &#8211; A Redenção dos Corpos: rock que faz pensar</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 04:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[bom uso do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>

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		<description><![CDATA[Letras de rock costumam ser ruins. E depois que ficou especialmente mainstream fazer letras &#8220;emo&#8221;1 que não dizem coisa alguma, há pouco incentivo para fazer diferente. Felizmente, os goianos da Violins fazem um rock de qualidade abastecido de letras criativas. Por vezes irônicas, noutras sarcásticas &#8212; mas sempre ácidas &#8211;, as letras de Violins seriam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Letras de rock costumam ser ruins. E depois que ficou especialmente <i>mainstream</i> fazer letras &#8220;emo&#8221;<sup class='footnote'><a href='#fn-17-1' id='fnref-17-1'>1</a></sup> que não dizem coisa alguma, há pouco incentivo para fazer diferente. Felizmente, os goianos da <em>Violins</em> fazem um rock de qualidade abastecido de letras criativas. Por vezes irônicas, noutras sarcásticas &#8212; mas sempre ácidas &#8211;, as letras de Violins seriam boas mesmo que na caixa do CD viesse apenas o encarte. Acompanhadas de violões, teclados e guitarras, são algumas das melhores músicas do rock alternativo brasileiro contemporâneo.<span id="more-17"></span></p>
<div class="alignright">
<p class="imgcredit">Divulgação</p>
<p class="alignright"><a href='http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2008/07/violins-rdc.jpg'><img src="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2008/07/violins-rdc-150x150.jpg" alt="Capa do quinto disco da banda Violins" title="Violins - A Redenção dos Corpos (Capa)" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-18" /></a></p>
</div>
<p>O quinto álbum da banda e assunto deste post se chama <em>A Redenção dos Corpos</em> (RDC). O primeiro álbum foi o EP <em>Wake up and Dream</em>, que a banda lançou ainda com seu antigo nome, <i>Violins and Old Books</i> em 2001. Depois veio o <em>Aurora Prisma</em> (2003), o <em>Grandes Infiéis</em> (2005) e o <em>Tribunal Surdo</em> (2007). Sou um feliz proprietário destes dois últimos, além, é claro, do RDC.</p>
<p>Neste último álbum, que foi lançado este ano, a banda parece mais resolvida. Diferentemente dos anteriores, o disco é dividido em duas partes. Nas músicas da primeira metade do disco existe um destaque especial para as letras, já que nestas a voz de <em>Beto Cupertino</em> é acompanhada apenas de violões, tocados pelo próprio, e de efeitos eletrônicos do tecladista <em>Pedro Saddi</em>, que também trabalhou na arte do CD.</p>
<div class="content-column alignleft">&#8220;<i>Eu sempre amo alguém que nem conheço<br />
assim tão bem<br />
e nem convém<br />
conhecer alguém até o final</i>&#8221;</p>
<p>&#8211;<a href="http://letras.terra.com.br/violins/1192455/">Exemplar do Fundo do Poço</a></div>
<p>A última música desta primeira parte é <i>Manobrista de Homens</i>, onde os violões que acompanharam as outras seis faixas são substituído por um piano. Ao final da música, quando entram as guitarras, o ouvinte sabe que o tom do disco irá mudar.</p>
<p>Na segunda parte, composta das faixas 8 a 14, o violão é substituído definitivamente pela guitarra, que é acompanhada da bateria de <em>Pierre Alcanfor</em> e do baixo de <em>Thiago Ricco</em>. A guitarra e as melodias estão mais tímidas do que nos dois trabalhos anteriores da banda, porém a mudança não foi ruim: os pianos e teclados se fizeram mais presentes e as faixas ficaram muito boas em seu próprio mérito.</p>
<p>Cupertino, que escreve as letras, foi professor de filosofia. A idéia do disco é temática: a maioria das letras trata de aspectos espirituais de um ponto de vista humano e laico/prático, embora faixas como <i>A Guerra Santa</i> falem diretamente das religiões. É difícil dar uma caracterização geral para as letras do Violins, porém é impossível deixar de notar a incontestável realidade que nelas se faz presente.</p>
<p>Fãs do pop-chiclete podem não encontrar neste disco uma música grudenta, do tipo que sempre se acha em lançamentos de pop-rock mainstream. Mas o disco tem um trunfo maior: é facilmente viciante em sua totalidade. Você pode não querer uma música específica do RDC, mas vai querer escutar o CD inteiro. Perdi a conta de quantas vezes coloquei minha discografia inteira do Violins para tocar. Para mim, nenhum dos discos têm aquela &#8220;música ruim&#8221; que sempre força você a pular, mas o RDC é ainda melhor neste sentido.</p>
<p>O disco foi produzido por Gustavo Vazquez, que publicou alguns comentários sobre o mesmo, feitos por Beto Cupertino, em seu <a href="http://rrrocklab.blogspot.com/2007/12/macaco-bong-e-violins-pra-fechar-o-ano.html">blog</a>. Músicas de <em>A Redenção dos Corpos</em> e de trabalhos anteriores da Violins podem ser encontrados no <a href="http://www.violins.com.br/">site oficial da banda</a>, além de links para flickr, Orkut, MySpace e etcetera. O CD pode ser comprado por R$20 + frente da <a href="http://www.monstrodiscos.com.br/loja/">Monstro Discos</a>.
<div class='footnotes'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-17-1'>O emo de verdade (Elliott, Mineral) tem algumas letras interessantes. Mas o que popularizou o termo é deprimente. <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-17-1'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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