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	<title>Ira Racional &#187; bom uso do tempo</title>
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	<description>Emoção carregada de razão - por Altieres Rohr</description>
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		<title>Não fosse o bom humor&#8230;</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2010/06/nao-fosse-o-bom-humor/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 00:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[bom uso do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8230; porque ando sentindo saudades da Unisinos, e uma sala de lá aparece no vídeo &#8212; que foi criado pelo pessoal do curso de Realização Audiovisual; também porque Superguidis é deveras legal e porque ando precisando de bastante bom humor:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; porque ando sentindo saudades da Unisinos, e uma sala de lá aparece no vídeo &#8212; que foi criado pelo pessoal do curso de Realização Audiovisual; também porque Superguidis é deveras legal e porque ando precisando de bastante bom humor:</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cC_wKVSgvJo&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/cC_wKVSgvJo&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Haibane Renmei: quando a falta de pretensão é arte</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 23:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[anime]]></category>
		<category><![CDATA[bom uso do tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando vemos algo diferente é natural supor que há algo de especial naquilo. Não quer dizer que seja bom. Pelo contrário. O especial pode ser uma habilidade, um poder, um status &#8212; mas também pode ser uma deficiência, uma desafinação &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2009/07/haibane-renmei-quando-a-falta-de-pretensao-e-arte/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_565" class="wp-caption alignnone" style="width: 540px"><img src="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2009/07/haibane-topo-530x352.jpg" alt="Ela tem asas e fuma" title="Haibane Renmei" width="530" height="352" class="size-large wp-image-565" /><p class="wp-caption-text">Ela tem asas e fuma</p></div>
<p>Quando vemos algo diferente é natural supor que há algo de <i>especial</i> naquilo. Não quer dizer que seja bom. Pelo contrário. O <i>especial</i> pode ser uma habilidade, um poder, um status &#8212; mas também pode ser uma deficiência, uma desafinação com o ambiente. Que tal ver um homem engravatado andando de bicicleta, ou um esportista usando um computador, com capacete e caneleira?</p>
<p>Sabendo isso, o que se pensa de um grupo de garotas com pequenas asas cinzas e um halo sobre a cabeça?</p>
<p><strong>Yoshitoshi ABe</strong>, a mente por trás do anime <em>Haibane Renmei</em>, é mais conhecido pelo seu trabalho em <strong>Serial Experiments Lain</strong>, quando foi responsável pelo desenho dos personagens (ele não é &#8216;autor&#8217; de Lain, como diz a Wikipedia/PT). Aqui, no entanto, ABe fez também todo o roteiro, além de ser o diretor artístico.</p>
<p>A obra tem como base uma pequena série de doujinshis &#8212; espécie de mangá não-profissional, feito geralmente por fãs ou por autores consagrados apenas para publicar desenhos quaisquer, ou parodiar/divulgar outros trabalhos. Nesse caso, os doujinshis já tinham o nome de &#8220;Haibane Renmei&#8221;, e mais tarde &#8220;Old Home no Haibane Tachi&#8221; (&#8220;Os Haibanes da Old Home&#8221;). No primeiro doujinshi &#8212; &#8220;Haibane Renmei&#8221;, ABe escreveu:</p>
<blockquote><p>Dessa vez é um livro sobre anjos. Comecei com nada além da simples ideia de aumentar a variedade de meninas que desenho. Como resultado elas dão a impressão de serem criaturas desajeitadas, um tanto não-angélicas, e para combinar com isso as asas delas são cinzas também. Elas não possuem nenhum poder estranho, naturalmente. E não, elas não podem voar. Elas não podem fazer nada para ajudar os outros, e não fazem nenhum grande serviço ao mundo. Que decepção. Mas pessoalmente eu sinto que é isso que as torna atraentes. O que você acha?</p></blockquote>
<div id="attachment_571" class="wp-caption alignright" style="width: 171px"><img src="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2009/07/haibane-rakka.jpg" alt="Rakka, personagem principal por contexto em vez de habilidade heróica" title="Rakka" width="161" height="230" class="size-full wp-image-571" /><p class="wp-caption-text">Rakka, personagem principal por contexto em vez de habilidade heroica</p></div>
<p>Dois anos mais tarde, quando publicou o primeiro (de 3) <em>Old Home no Haibane Tachi</em>, ABe escreveu que seu desejo era ilustrar o mundo em que essas garotas aladas viviam. Mas ele também queria que a história procedesse de maneira calma, relaxada.</p>
<p>O doujinshi foi abandonado com a oferta da criação de um anime. Apesar da mudança da mídia, os objetivos de ABe não mudaram. <strong>Haibane Renmei</strong> &#8212; algo como <em>Federação das Penas Cinzas</em> &#8212; é uma história tranquila, relaxada, sobre personagens que parecem ter algo de especial, mas que são tão normais quanto poderiam ser. São <i>humanos</i> &#8212; erram, se emocionam, trabalham, fracassam, têm defeitos e qualidades.</p>
<p>O passo lento torna o anime uma paisagem, apreciada em doses pequenas, mas embriagantes. Desde a abertura, uma trilha instrumental com violão e violino regada com cenas cotidiana dos personagens, aos festivais, eventos, dificuldades. Em quantos outros animes você viu personagens comprando roupas? Vale dizer, isso é relevante na medida em que, ao contrário das outras pessoas, os Haibane possuem asas, e suas roupas precisam ser adaptadas.</p>
<p>É essa atenção ao detalhe que faz Haibane Renmei brilhar. O que importa não é o enredo, mas a maneira como ele progride e como seus personagens lidam com as situações e problemas cotidianos. Não existe a pretensão de uma história grande e complexa. Os mistérios do mundo onde eles vivem não mais angustiam eventualmente, porque são reflexos dos mistérios que cercam nossas próprias vidas. As respostas que os Haibanes não têm, nós, aqui fora, também não temos, e é injusto querer que eles saibam o que não sabemos. Porque eles não são heróis.</p>
<div id="attachment_573" class="wp-caption alignright" style="width: 540px"><a href="http://altieresrohr.com.br/2009/07/haibane-renmei-quando-a-falta-de-pretensao-e-arte/haibane-machi/" rel="attachment wp-att-573"><img src="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2009/07/haibane-machi-530x305.jpg" alt="Os Haibane moram em uma cidade cercada por muralhas, da qual não podem sair. Também há humanos normais, sem asas, que moram por ali. (Clique para ampliar)" title="A Cidade dos Haibane" width="530" height="305" class="size-large wp-image-573" /></a><p class="wp-caption-text">Os Haibane moram em uma cidade cercada por muralhas, da qual não podem sair. Também há humanos normais, sem asas, que moram por ali. (Clique para ampliar)</p></div>
<p>A dor da perda de alguém, as barreiras culturais, o que está além do espaço que conhecemos, o passado das pessoas à nossa volta, a necessidade de respostas, o arrependimento e a dificuldade de lidar com o erro, o perdão &#8212; tudo isso aparece em Haibane Renmei de uma maneira tão simples e despretensiosa, possibilitando que você entre nesse mundo como em nenhum outro, sem julgar, sem raiva, sem expectativas. </p>
<p><strong>É essa sensação de imersão pacífica</strong> que torna Haibane Renmei tão especial. Quem a tem sabe que a tem. Quem não tem não saberá o que perde. Infelizmente, não é para todos. É necessário paciência, atenção e vontade de se envolver com personagens que não são diferentes de cada um de nós. Nem maus, nem bons. Apenas haibanes.</p>
<hr />
<p>Escrever essa resenha era desejo de longa data. Desde o início do blog, mais precisamente. Acabei escrevendo antes a resenha de <a href="/2008/07/spiral-suiri-no-kizuna-bonds-of-reasoning/">Spiral</a>, tal foi minha raiva ao terminar de assistir aquele projeto de anime. Depois tive que admitir que <a href="/2008/10/ideias-se-perdem-com-o-tempo/">não mais sabia</a> o que tanto queria escrever sobre <strong>Haibane Renmei</strong>.</p>
<p>Não sei se nessa resenha consegui dizer o que imaginei inicialmente. Mas não existe meio de saber com certeza se minhas ideias iniciais era piores ou melhores que essas de agora. Mesmo assim, fica aí o registro, e a recomendação.</p>
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		<title>Recomendações #2</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/04/recomendacoes-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 20:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[bom uso do tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Seguindo o exemplo do primeiro, entretenimento legalmente disponível para download. Straightaway (Música/Punk) &#8212; Pop Punk e hardcore francês. A banda está trabalhando em um CD novo e, por isso, decidiu distribuir seu disco anterior gratuitamente em MP3 de 320kbps com &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2009/04/recomendacoes-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo o exemplo do <a href="/2008/08/recomendacoes-1/">primeiro</a>, entretenimento legalmente disponível para download.</p>
<ul>
<li><strong>Straightaway</strong> (Música/Punk) &#8212; Pop Punk e hardcore francês. A banda está trabalhando em um CD novo e, por isso, decidiu distribuir seu disco anterior gratuitamente em MP3 de 320kbps com toda o encarte incluído. Vale a pena <a href="http://www.str8away.com/freedownload/Straightaway_Democracy_Of_Spreading_Poverty.rar">baixar o disco</a> ou pelo menos <a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&#038;friendid=2678050">verificar o MySpace</a></li>
<li><strong>Perito Moreno</strong> (Música/Alternativa) &#8212; O grande Beto Cupertino, compositor e cantor da extinta <a href="/2008/07/violins-a-redencao-dos-corpos/">Violins</a>, está com um projeto solo experimental chamado Perito Moreno. As músicas são gravadas de forma simples, mas isso só faz perceber a capacidade dele como músico. O projeto já conta com dois EPs, &#8220;Made to Escape&#8221;, que usa violão e voz, e &#8220;Save the Elephants&#8221;, no qual o violão dá lugar a um piano. Vale a pena <a href="http://www.pedrosaddi.com/peritomoreno/">conferir o site oficial, com as músicas</a> e a <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=52665944">comunidade no Orkut</a>, onde o próprio Beto publica as letras e comentários.</li>
<li><strong>Oni</strong> (Música/Rock) &#8212; É difícil ser mais específico do que &#8220;rock&#8221;. O som da Oni, banda na qual um colega meu toca guitarra (e canta em algumas músicas), tem influências de várias vertentes do pop rock, do hard rock e metal, sendo estes dois últimos os mais aparentes. Obviamente, se ela consta aqui, dá para <a href="http://sharebee.com/e6751452">baixar o primeiro CD completo</a>. A <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=21883465">comunidade no Orkut</a> traz outras informações e as letras.</li>
<li><strong>Aura&#8230;</strong> (Música/Emo) &#8212; Emo/Indie Made in Brazil de verdade, diferente da <em>outra</em> banda que toca um som bem alegre e radiofônico. Os mineiros do Aura&#8230; fazem um som no estilo Sunny Day Real Estate. O CD &#8220;Enquanto houver sentimentos&#8230;&#8221; está disponível no <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=20972">TramaVirtual da banda</a>.</li>
</ul>
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		<title>Recomendações #1</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/08/recomendacoes-1/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 04:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[bom uso do tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que eu acumular conteúdo suficiente, vou fazer um pequeno post com recomendação de conteúdo multimídia (música, vídeo, etc) free. Eis o primeiro: The Corporation (Documentário) &#8212; Disponível em versão de download oficial via BitTorrent, este documentário canadense trata do &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2008/08/recomendacoes-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que eu acumular conteúdo suficiente, vou fazer um pequeno post com recomendação de conteúdo multimídia (música, vídeo, etc) free. Eis o primeiro:</p>
<ul>
<li><strong>The Corporation</strong> (Documentário) &#8212; Disponível em versão de download oficial via BitTorrent, este documentário canadense trata do surgimento e dos efeitos políticos, econômicos e sociais das entidades conhecidas como &#8220;corporação&#8221; ou &#8220;pessoa jurídica&#8221;. Pode ser facilmente obtido via Google &#8220;The Corporation Download Edition&#8221; em vários sites de torrent.</li>
<li><strong>The Story of Stuff</strong> (Documentário/Curta-metragem) &#8212; Um pequeno documentário sobre como funcionam as &#8220;coisas&#8221; no mundo industrializado. Facilmente encontrado com legendas em português no YouTube e outros lugares. O site oficial é <a href="http://www.storyofstuff.com/">www.storyofstuff.com</a>.
<li><strong>Liberta</strong> (Música/Rock) &#8212; O EP &#8220;Vitória ou Morte&#8221; de cinco músicas está disponível gratuitamente via <a href="http://www.myspace.com/libertarock">MySpace</a>.</li>
<li><strong>Projeto Radiofônico</strong> (Música/Rock) &#8212; Os guris da Família Projeto Radiofônico (como chamam a si mesmos) possuem todas as músicas do disco &#8220;O Ponto&#8221; para download no <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=28436">Tramavirtual da banda</a>. Devem estar lançando um CD novo em breve.</li>
<li><strong>David Schombert</strong> (Música/Eletrônico Ambiente) &#8212; O francês David Schombert compõe música eletrônica ambiente. O conheci por ter sido o responsável pela curta trilha sonora (apenas três músicas) do game de estratégia Warzone 2100. Os CDs mais antigos dele podem ser <a href="http://schombert.net/index.php?Mes-albums">obtidos gratuitamente</a> no site pessoal, em formato MP3 e licença Creative Commons.</li>
<li><strong>COLORIR</strong> (Música/Rock Instrumental) &#8212; Esta genial dupla catarinense do rock instrumental coloca quase todas as músicas para o download no <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=12018">Tramavirtual da COLORIR</a>. Recomendo o &#8220;Noite, Madrugada, Infinito&#8221; em especial. É CD para você colocar para tocar e esquecer.</li>
</ul>
<p>Por hora é isso.</p>
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		<title>Violins &#8211; A Redenção dos Corpos: rock que faz pensar</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 04:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[bom uso do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>

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		<description><![CDATA[Letras de rock costumam ser ruins. E depois que ficou especialmente mainstream fazer letras &#8220;emo&#8221;1 que não dizem coisa alguma, há pouco incentivo para fazer diferente. Felizmente, os goianos da Violins fazem um rock de qualidade abastecido de letras criativas. &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2008/07/violins-a-redencao-dos-corpos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Letras de rock costumam ser ruins. E depois que ficou especialmente <i>mainstream</i> fazer letras &#8220;emo&#8221;<sup class='footnote'><a href='#fn-17-1' id='fnref-17-1' onclick='return fdfootnote_show(17)'>1</a></sup> que não dizem coisa alguma, há pouco incentivo para fazer diferente. Felizmente, os goianos da <em>Violins</em> fazem um rock de qualidade abastecido de letras criativas. Por vezes irônicas, noutras sarcásticas &#8212; mas sempre ácidas &#8211;, as letras de Violins seriam boas mesmo que na caixa do CD viesse apenas o encarte. Acompanhadas de violões, teclados e guitarras, são algumas das melhores músicas do rock alternativo brasileiro contemporâneo.<span id="more-17"></span></p>
<div class="alignright">
<p class="imgcredit">Divulgação</p>
<p class="alignright"><a href='http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2008/07/violins-rdc.jpg'><img src="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2008/07/violins-rdc-150x150.jpg" alt="Capa do quinto disco da banda Violins" title="Violins - A Redenção dos Corpos (Capa)" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-18" /></a></p>
</div>
<p>O quinto álbum da banda e assunto deste post se chama <em>A Redenção dos Corpos</em> (RDC). O primeiro álbum foi o EP <em>Wake up and Dream</em>, que a banda lançou ainda com seu antigo nome, <i>Violins and Old Books</i> em 2001. Depois veio o <em>Aurora Prisma</em> (2003), o <em>Grandes Infiéis</em> (2005) e o <em>Tribunal Surdo</em> (2007). Sou um feliz proprietário destes dois últimos, além, é claro, do RDC.</p>
<p>Neste último álbum, que foi lançado este ano, a banda parece mais resolvida. Diferentemente dos anteriores, o disco é dividido em duas partes. Nas músicas da primeira metade do disco existe um destaque especial para as letras, já que nestas a voz de <em>Beto Cupertino</em> é acompanhada apenas de violões, tocados pelo próprio, e de efeitos eletrônicos do tecladista <em>Pedro Saddi</em>, que também trabalhou na arte do CD.</p>
<div class="content-column alignleft">&#8220;<i>Eu sempre amo alguém que nem conheço<br />
assim tão bem<br />
e nem convém<br />
conhecer alguém até o final</i>&#8221;</p>
<p>&#8211;<a href="http://letras.terra.com.br/violins/1192455/">Exemplar do Fundo do Poço</a></div>
<p>A última música desta primeira parte é <i>Manobrista de Homens</i>, onde os violões que acompanharam as outras seis faixas são substituído por um piano. Ao final da música, quando entram as guitarras, o ouvinte sabe que o tom do disco irá mudar.</p>
<p>Na segunda parte, composta das faixas 8 a 14, o violão é substituído definitivamente pela guitarra, que é acompanhada da bateria de <em>Pierre Alcanfor</em> e do baixo de <em>Thiago Ricco</em>. A guitarra e as melodias estão mais tímidas do que nos dois trabalhos anteriores da banda, porém a mudança não foi ruim: os pianos e teclados se fizeram mais presentes e as faixas ficaram muito boas em seu próprio mérito.</p>
<p>Cupertino, que escreve as letras, foi professor de filosofia. A idéia do disco é temática: a maioria das letras trata de aspectos espirituais de um ponto de vista humano e laico/prático, embora faixas como <i>A Guerra Santa</i> falem diretamente das religiões. É difícil dar uma caracterização geral para as letras do Violins, porém é impossível deixar de notar a incontestável realidade que nelas se faz presente.</p>
<p>Fãs do pop-chiclete podem não encontrar neste disco uma música grudenta, do tipo que sempre se acha em lançamentos de pop-rock mainstream. Mas o disco tem um trunfo maior: é facilmente viciante em sua totalidade. Você pode não querer uma música específica do RDC, mas vai querer escutar o CD inteiro. Perdi a conta de quantas vezes coloquei minha discografia inteira do Violins para tocar. Para mim, nenhum dos discos têm aquela &#8220;música ruim&#8221; que sempre força você a pular, mas o RDC é ainda melhor neste sentido.</p>
<p>O disco foi produzido por Gustavo Vazquez, que publicou alguns comentários sobre o mesmo, feitos por Beto Cupertino, em seu <a href="http://rrrocklab.blogspot.com/2007/12/macaco-bong-e-violins-pra-fechar-o-ano.html">blog</a>. Músicas de <em>A Redenção dos Corpos</em> e de trabalhos anteriores da Violins podem ser encontrados no <a href="http://www.violins.com.br/">site oficial da banda</a>, além de links para flickr, Orkut, MySpace e etcetera. O CD pode ser comprado por R$20 + frente da <a href="http://www.monstrodiscos.com.br/loja/">Monstro Discos</a>.</p>
<div class='footnotes' id='footnotes-17'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-17-1'>O emo de verdade (Elliott, Mineral) tem algumas letras interessantes. Mas o que popularizou o termo é deprimente. <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-17-1'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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