Muito a dizer, pouco para falar

Considerando a data do post anterior, posso começar este aqui com aquela velha história sobre estar muito ocupado, mas é uma meia-verdade. No fim das contas, todo mundo arranja um tempinho para aquilo que quer fazer. E se eu quisesse de verdade escrever nesse blog, provavelmente teria arranjado tempo. Tanto que, exatamente agora, em semana de provas e trabalhos, cá estou a digitar*.

Se eu precisasse só de tempo.

Além de tempo, é preciso de um assunto e saber como abordá-lo. Verdade seja dita, tenho muitos assuntos, mas poucos que podem ser colocados em um espaço público como este.

Meu post anterior foi breve, mas, para elucidá-lo, digo que passei por uma grande mudança na minha vida. Saí da cidade onde cresci — e na qual só não nasci porque ela ainda não existia na ocasião — e fui (vim?) para uma cidade cem vezes maior. É um passo grande para uma pessoa como eu. Ou, melhor dizendo, foi um grande passo para mim.

Não fossem as pessoas tão diferentes, eu adoraria, nesse momento, compartilhar o tanto de coisas que aprendi. Mas sinto que seriam mesquinhas aos olhares de uns e desnecessárias diante de outros; isto aquelas que eu poderia codificar em palavras, que são minoria. Por outro lado, creio que reside em cada um de nós o desejo de descobrir um pouco mais sobre nós mesmos todos os dias, não só porque isso é legal por si só, mas porque, quando a gente entende o que nos faz funcionar, nos tornamos capazes de lidar melhor com aquilo que nos aflige.

Sendo assim, já senti em muitos dias que fazer o que eu fiz era exatamente o que eu precisava para aprender muitas coisas sobre mim mesmo. E para alguém que pensa e repensa as coisas, e até a vida em geral, e com detalhes, como é meu caso, informação desse tipo ajuda e muito na hora de desatar uns nós e demolir alguns labirintos.

Paguei um preço alto por isso (literalmente, inclusive). Deixei uma vida muito simples e tranquila para trás. Mas era uma vida inerte que, deixada como estava, iria prolongar um estado de espírito que na verdade era incapaz de se sustentar. É por isso que posso dizer que fiz a coisa certa; no fim, minha incapacidade de me resolver onde eu estava me expulsou de lá, por mais que, talvez, lá fosse um lugar melhor.

O fato é que cresci como ser humano, e um ser melhor vive melhor mesmo em condições inferiores.

* Permiti a mim mesmo essa regalia porque tive dois dias muito produtivos. Sem remorso.

Frist psot

Este deve ser o oitavo “1º post” que faço, contando sites/blogs que já tive e os que ainda estão no ar. Aliás, a metade deles ainda está no ar (conte este: 4). Bom que tantos já se foram – todos me ensinaram alguma coisa. Mas nunca me ensinaram a fazer um bom primeiro post.

Então só digo aqui que este blog – cujo título não está na URL e pode ser mudado no futuro – é realmente um blog pessoal. Quer dizer, pretendo publicar aqui qualquer coisa que seja de minha autoria, quem sabe tecer alguns comentários aqui e ali. Mas não posso dizer exatamente o que será encontrado aqui… isso podemos dizer depois que alguma coisa for de fato publicada (se for! meu histórico para manutenção de blogs não é positivo).

O Zero Negativo não será mais atualizado. Mas de certo isso pouco importa, já que ninguém mais o lia.