Há para todo ser normal um amor
Cada qual inalienável e perfeito
Pelo menos até o momento
De ele ser desfeito
Até então, o fim não existe;
É nada além de um fato triste
Que vitima somente aqueles
Cujo sentimento é só palpite
Porque o amor verdadeiro é eterno
Embora passe frio no inverno
E adoeça em um ou outro verão
Quando sonhos ficam pelo chão
Viram assassinas a confiança
E a ingênua esperança
De que algo pode ser esquecido
E ainda assim infinito