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	<title>Ira Racional</title>
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	<description>Emoção carregada de razão - por Altieres Rohr</description>
	<lastBuildDate>Wed, 09 May 2012 19:55:37 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Palavras do senso comum, religião, felicidade e hackers e videogames contra Nietzsche</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 19:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu realmente não sou a pessoa mais gabaritada para falar de nada do que segue. Mas quem, hoje em dia, liga para gabaritos? Quando cronistas de jornal e editores de revista estão aí para falar de psicologia e fenômenos sociológicos, &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2012/05/palavras-do-senso-comum-religiao-felicidade-e-hackers-e-videogames-contra-nietzsche/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu realmente não sou a pessoa mais gabaritada para falar de nada do que segue. Mas quem, hoje em dia, liga para gabaritos? Quando cronistas de jornal e editores de revista estão aí para falar de psicologia e fenômenos sociológicos, para serem por isso considerados profundos pensadores ao citarem qualquer coisa (de grandes pensadores) fora de contexto &#8211; e serem elogiados por isso &#8211; que mal faz mais uma opinião desinformada?</p>
<p>É claro que faz mal. <span id="more-971"></span></p>
<p>Mas a questão principal nem é essa. Você nunca vai reconhecer uma opinião desinformada, se concordar com ela. Só é desinformada a visão com a qual você não concorda. Este modesto blog já postou a <a href="http://altieresrohr.com.br/2008/12/citacao-do-ano/">excelente observação</a> do economista<sup class='footnote'><a href='#fn-971-1' id='fnref-971-1' onclick='return fdfootnote_show(971)'>1</a></sup> Robin Hanson de que acreditamos que a neutralidade é importante porque uma análise neutra vai favorecer aquilo que acreditamos.</p>
<p>Nosso cérebro nos sabota. Não é bem culpa nossa. Mas nem todo erro demanda um culpado (essa exigência é normalmente humana).</p>
<p>O que é visível nessas visões &#8220;profundas&#8221; que hoje circulam por aí não passa de um raciocínio raso e individualista que já caiu no senso comum. Para ajudar a construir essas ideias, um relacionamento de &#8220;união&#8221; vira relacionamento de &#8220;apagamento&#8221; (<strong>união</strong> é palavra boa, <strong>apagamento</strong> é palavra ruim. Entende o que digo?)</p>
<p>É curioso porque assim sempre é possível manter duas lógicas funcionando ao mesmo tempo. Basta que se use as palavras adequadas para cada ocasião, a gosto.</p>
<p>Trata-se de uma percepção de descontinuidade que permeia a vida contemporânea em todos os seus aspectos. No trabalho, na graduação escolhida na faculdade, nos relacionamentos amorosos ou com amigos. Tudo é passível de mudança, evidente, mas contemplar essa mudança e exaltá-la, como se ela fosse um mero <strong>acidente</strong> e não <strong>escolha</strong>, é <em>decisão</em> nossa.</p>
<p>Carreira há 100 anos era permanência e fidelidade &#8211; preferencialmente recompensadas. Hoje uma carreira é o aproveitamento de oportunidade e o cair fora quando a situação está ruim &#8211; da mesma forma que tudo que não presta é jogado fora em vez de ser consertado.</p>
<p>O &#8220;<strong>pratique o desapego</strong>&#8221; é um mantra dessa mentalidade, útil para todos os envolvidos, que não precisam jamais pensar no comprometimento.</p>
<p>Ora, é verdade que muitas coisas estão fora do controle humano. Mas nem tudo. Criar garantias, criar expectativas (de você e dos outros) é, no entanto um ataque à liberdade &#8212; porque significa &#8211; nessa interpretação torta &#8212; que seria preciso abandonar o individualismo</p>
<p>Não vou citar coisas complicadas como o niilismo, a destruição do senso comunidade (sucintamente compreendida em &#8220;hoje ninguém conhece os vizinhos&#8221;) e coisas do gênero. Está cheio de livros falando sobre isso e a análise deles é melhor do que a minha.</p>
<p>Boa parte dos pensamentos &#8211; em qualquer esfera &#8211; justificam essa mentalidade. Mas há uma exceção importante.</p>
<h2>Religião</h2>
<p>Já ouvi mais de uma vez que &#8220;religião&#8221; significa &#8220;religar&#8221;. Hoje, essa função de &#8220;religar&#8221; da religião é muito clara. Os impérios individuais que cada ser humano representa, exaltados pelo senso comum que vê nas relações interpessoais uma forma de violação dessa individualidade, não aguentam a tarefa de viverem isolados e obrigados a criar seu próprio grupo de regras e limites. Convenhamos: isso dá trabalho.</p>
<p>Estudos já mostraram que pessoas mais religiosas são <a href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0167268105000715">mais felizes</a>, tendem a ficar <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11770466">mais tempo casadas</a>, usar <a href="http://informahealthcare.com/doi/abs/10.3109/10826089609063979">menos drogas</a> (e outras coisas <a href="http://www.overcomingbias.com/2012/05/what-use-far-truth.html">citadas também por Robin Hanson</a>). Se outro ser humano não pode violar nossa individualidade, então, pelo menos, um deus pode.</p>
<p>(Perceba que &#8220;religião&#8221; não significa &#8220;cristianismo&#8221;, então esqueça de alguma retribuição do seu deus preferido nesse caso.)</p>
<p>Dá para aceitar isso bem, mesmo no pensamento atual. Em muitos casos, faz sentido &#8211; você acreditar ou não na evolução provavelmente não vai fazer muito diferença na sua vida, a não ser que você seja um biólogo.</p>
<p>Mas talvez o mais importante é que o simples fato de ter essas respostas traga paz e felicidade. No meio de tantas coisas efêmeras e que exaltam essa mudança e o desapego, as religiões são um pilar de <strong>constância</strong>. Daí sua força. Mas as pessoas, defendendo sua individualidade, evitam &#8220;se sacrificar&#8221; (olha que palavra &#8216;feia&#8217;) pelas outras, que reciprocamente fazem o mesmo.</p>
<h2>Felicidade</h2>
<p>Se uma pessoa que recebe as respostas prontas é mais feliz do que uma que precisa buscá-las por conta própria, a felicidade em si parece ser um produto mais fácil de adquirir em determinadas condições<sup class='footnote'><a href='#fn-971-2' id='fnref-971-2' onclick='return fdfootnote_show(971)'>2</a></sup>. Quais sejam: constância, incondicionalidade, aceitação.</p>
<p>Percebo muitos depositando a felicidade em algum evento específico: &#8220;serei feliz se&#8230;&#8221;; &#8220;serei feliz quando&#8230;&#8221;. Quando o que estiver descrito no lugar das reticências vier a ser, algo mais acontecerá e tudo vai se repetir. A felicidade é postergada infinitamente <sup class='footnote'><a href='#fn-971-3' id='fnref-971-3' onclick='return fdfootnote_show(971)'>3</a></sup>.</p>
<p>Não sendo a felicidade um estado incondicional, constante e aceito como tal &#8211; &#8220;aceito que tenho as condições de ser feliz&#8221; &#8211; parece-me que a felicidade torna-se refém de uma condição, hoje volátil, e, portanto, bastante frágil.</p>
<p>Há quem diga, que até 2020, a depressão vai ser a <a href="http://depressionhelpspot.com/depression_statistics.html">segunda doença mais comum do mundo</a><sup class='footnote'><a href='#fn-971-4' id='fnref-971-4' onclick='return fdfootnote_show(971)'>4</a></sup> e livros de autoajuda estão sempre em listas de <em>best-sellers</em>. O mundo precisa, urgentemente, de felicidade.</p>
<h2>Shion Uzuki vs. Nietzsche</h2>
<blockquote class="pull alignright"><p>Sobrou pra mim<br />
A felicidade sempre ofende<br />
Mas tristeza demais cansa</p>
<p>(Bem, que se fodam os ofendidos!)</p>
<p>Então respira mais<br />
Que eu respiro mais<br />
Ok, ok</p>
<p style="text-align: right;">&#8211; <strong>Violins</strong></p>
</blockquote>
<p>Essa enchente individualista foi muito bem prevista por <strong>Nietzsche</strong>. E ele também previu, corretamente, que a falta de constância, de valores, de papéis sociais &#8211; quer dizer, a falta de bases e a falta de sentido para a vida, criariam seres humanos frustrados.</p>
<p>Só quem poderia sair dessa condição seriam os <em>Übermensch</em> &#8211; os &#8220;super-humanos&#8221;. Estes entenderiam as consequências de suas ações e criariam os novos valores morais que dariam as bases para que eles próprios pudessem viver, mesmo sem nada exterior ou espiritual para justificar esses valores.</p>
<p>O <em>Übermensch</em> teria plena consciência da finitude de sua vida e veria no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eterno_retorno">Eterno Retorno</a> uma forma de justificar suas ações em vida. <em>Será que esta atitude que estou a realizar é correta se for repetida infinitamente em todas as minhas próximas vidas que são iguais a esta?</em> Não que existisse alguma próxima vida &#8212; isso é apenas um exercício de raciocínio para encontrar uma forma de analisar atitudes.</p>
<p>Dentro do Eterno Retorno, não existe problema para o individualismo. Um dia os seres humanos vão achar as soluções e novos valores morais. Não vai ser preciso a religião e nem nada além deste mundo para guiar a ética e a moral do homem.</p>
<p id="firstHeading">No final do jogo japonês &#8220;Xenosaga&#8221;, o fim do universo se aproxima. Mas ele já está salvo. Por quê? Porque foi criado um dispositivo que irá repetir o universo. O universo será criado novamente, e tudo vai acontecer da mesma forma &#8211; até ele novamente acabar, e ser recriado. É o Eterno Retorno, mas para o universo inteiro.</p>
<p>Os personagens não concordam com isso &#8211; e nem compreendem que isso é &#8220;salvar&#8221; o universo. Eles então impedem o universo de ser destruído e de se repetir, buscando &#8220;alguma outra alternativa&#8221;. Ao final, quando parte para essa busca<sup class='footnote'><a href='#fn-971-5' id='fnref-971-5' onclick='return fdfootnote_show(971)'>5</a></sup> , diz a protagonista <strong>Shion Uzuki</strong>:</p>
<blockquote><p>Viver a mesma vida, de novo e de novo, mas vivendo essas vidas sem nenhum arrependimento é o que realmente importa. Isso é provavelmente a <strong>visão ideal de um ser humano</strong>.</p>
<p>Porém, nós humanos não somos tão fortes. E sabemos que não podemos viver assim. Somos criaturas muito mais defeituosas, fracas e menores que isso. Ferimos os outros, mentimos para nós mesmos, odiamos, culpamos os outros, nos arrependemos.</p>
<p>Mas mesmo que sejamos fracos, e mesmo que seja o nosso destino seja desaparecer completamente, acho que a vontade de <strong>mudar o futuro</strong> ainda é importante.</p>
<p>Devemos tentar mudar as coisas ao nosso redor, aos poucos, mesmo que seja um passo de cada vez, e mesmo que tudo já esteja pré-determinado, não há por que ficar triste. Não, ao contrário. O futuro está transbordando de esperança. E temos <strong>infinitos caminhos</strong> para seguir.</p></blockquote>
<p>O que temos aí &#8211; com grifos meus &#8211; é a negação da &#8220;visão ideal de ser humano&#8221; &#8212; do <em>Übermensch. </em>Para a personagem, esse status de &#8220;super-humano&#8221; é inatingível. Ao contrário, o mais importante é ter &#8220;infinitos caminhos para seguir&#8221; e a vontade &#8220;mudar&#8221; &#8212; a palavra mais amiga do senso comum contemporâneo.</p>
<p>Até mesmo &#8220;desaparecer completamente&#8221; é preferível a ser responsabilizado pelas próprias ações eternamente (veja que o princípio de muitas religiões é o mesmo, nesse nível).</p>
<p>Shion também deixa claro que os seres humanos não são fortes o suficiente para vestir a liberdade com maestria. E, logo depois de admitir isso, o discurso é transformado numa defesa da liberdade&#8230;</p>
<p>Reparemos que ideias positivas em relação à subserviência são sempre atribuídas aos vilões em qualquer história &#8211; nem o Loki no <em>The Avengers</em> escapou de ser retratado assim &#8211;, embora isso faça parte da nossa vida diária (no trabalho, e nas relações básicas de &#8220;contrato social&#8221; que temos com as outras pessoas).</p>
<p>É a melhor representação da guerra constante do indivíduo, que quer liberdade e garantias para possuir segurança, porém não compreende que só haverá segurança e garantias quando os próprios indivíduos criarem a consciência de que precisam agir para dar essas garantias aos demais.</p>
<p>O <em>Anonymous</em> é uma grande realização desta geração de que algumas conquistas só são possíveis com a ação coletiva, uma união que leva ao inevitável &#8220;apagamento&#8221; do individualismo. Nem mesmo a ironia de usarem um símbolo popularizado por um filme de Hollywood os abala.  Não há <em>Übermensch</em>; analisar o Anonymous pelas credenciais dos indivíduos que o constitui não é nada impressionante. Mas o Anonymous, como grupo sem rosto, influencia e movimenta. E mais: promete que &#8220;não esquece&#8221;, quer dizer, promete constância.</p>
<p>Isso é novidade; porque falar que seres humanos precisam &#8220;do seu espaço&#8221;, do desmantelamento do papel social, e categorizar a vontade de ter seu próprio lugar &#8211; de pertencer &#8211; como infantis<sup class='footnote'><a href='#fn-971-6' id='fnref-971-6' onclick='return fdfootnote_show(971)'>6</a></sup> estão cansadas e só mais andam em círculos.</p>
<p>A mudança e o diferente já viraram clichê.</p>
<div class='footnotes' id='footnotes-971'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-971-1'>Economia é a ciência dos interesses, como já bem descreveu o <em>Freakonomics</em> - dinheiro é só uma representação do interesse <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-971-1'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-971-2'>Para seguir na lógica individualista e consumista, achei sarcasticamente adequado falar da felicidade como um produto <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-971-2'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-971-3'>Elaborei essa ideia na forma de conto em &#8220;<a href="http://altieresrohr.com.br/2009/08/quando-a-paz-buscou-um-alguem/">Quando a paz buscou um alguém</a>&#8221; <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-971-3'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-971-4'>Tenho minhas dúvidas sobre esse tipo de estatística, mas é difícil de entender como tanta gente em países mais desenvolvidos é tão infeliz <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-971-4'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-971-5'>Sim, ficamos sem saber se qualquer forma de prolongar a existência do universo foi encontrada <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-971-5'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-971-6'>Lembrando que, segundo algumas estatísticas, 20% das crianças em países desenvolvidos sofre de depressão <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-971-6'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>De quando se acreditava na força dos blogs</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 03:52:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de Nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando comecei a estudar design e programação web, lá em 2003, 2004, a bola da vez eram os blogs. Todo desenvolvedor web influente tinha um blog e o pessoal se encontrava no Tableless. Pensávamos sobre como a web iria evoluir usando &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2012/05/de-quando-se-acreditava-na-forca-dos-blogs/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando comecei a estudar design e programação web, lá em 2003, 2004, a bola da vez eram os blogs. Todo desenvolvedor web influente tinha um blog e o pessoal se encontrava no <a href="http://tableless.com.br/adobe-e-os-padroes-web/">Tableless</a>. Pensávamos sobre como a web iria evoluir usando XHTML, que podia ser lido como XML &#8212; e que isso era muito mais rápido e interessante, por exemplo, para dispositivos com menor poder computacional, como celulares. Sim, porque desde então estava claro que um dia todos acessariam a web pelo celular.</p>
<p>Acreditava-se na produção de conteúdo independente, alavancada pelos blogs e as ferramentas de publicação barata como o Blogger, LiveJournal e até o Typepad. O MovableType era a melhor ferramenta de publicação, porque era grátis para uso não comercial e prezava pelo desempenho dos sites que o utilizavam.</p>
<p>Os blogs estavam prontos: eram bem programados, usavam os layouts mais corretos. Que vitória foi quando o Terra adotou seu primeiro layout sem usar as malditas tabelas. Como eram impressionantes o <a href="http://www.csszengarden.com/">CSS Zen Garden</a> e a periodicidade do blog do tio <a href="http://www.zeldman.com">Zeldman</a>, que até tinha o seu número de publicação seriada (ISSN)!</p>
<p>Os mais ousados falavam na construção de relevância por meio de links do Google. Dizia-se que era preciso linkar, mas com responsabilidade, para que o conteúdo certo e correto fosse o líder no site de buscas. Tudo isso se juntaria à web semântica &#8211; usaria-se formatos como RDF para descrever &#8220;coisas&#8221; e os computadores as entenderiam e relacionariam usando avançados algoritmos.</p>
<p>E ficamos muito chocados quando o Estadão fez aquela campanha publicitária antiblogs.</p>
<p><iframe width="584" height="438" src="http://www.youtube.com/embed/QfrxH9sGlfs?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Mas um dia chegamos no ponto em que as coisas mudaram. O Twitter foi lançado e já movimentava milhares de posts. E o mesmo Jeffrey Zeldman, que outrora chamara seu site de &#8220;Daily Report&#8221;, já tinha passado a ser no máximo um &#8220;Daily Tweets&#8221;. E falou: <a href="http://www.zeldman.com/2008/04/27/content-outsourcing-and-the-disappearing-personal-site/">o site pessoal está desaparecendo</a>.</p>
<p>Blogs eram sites pessoais. Eles é que estavam desaparecendo.</p>
<p>A ideia de alimentar o Google com links relevantes se transformou em mera preguiça e amontados de links para páginas da Wikipedia. Quem tentou aprender algo foram os especializados em &#8220;SEO&#8221; e naquelas técnicas de links fantasmas para colocar sites sem mérito algum entre os primeiros do ranking.</p>
<p>A figura do blog que produziria conteúdo independente sumiu. O macaco repetidor de conteúdo da propaganda do Estadão, causa de tanta raiva, foi institucionalizado pelo <em>reblog</em> do <strong>Tumblr</strong>. Tudo virou perfil no Facebook, com suas curtidas e compartilhamentos de fotos fofinhas de animais, vegetarianos, religiosos, ateus, trolls, uma nova geração de <em>cam whores</em> e informações sem nenhuma credibilidade.</p>
<p>A web não virou semântica. Computadores não aprenderam a entender outros computadores. Computadores aprenderam a coletar infinitas informações sobre pessoas e entendê-las a partir do que outras pessoas fazem. O Facebook é campeão nesse torneio e já de cara mostra só o que ele acha que é relevante para cada um de nós, automaticamente aprendendo com nosso comportamento e fazendo um filtro automático.</p>
<p>A web semântica não veio do RDF. Veio do &#8216;curtir&#8217;, do &#8216;RT&#8217;, do &#8216;reblog&#8217; e da hashtag.</p>
<p>Quem mais mantém blogs agora são os próprios portais de internet. Se não foram criados por eles, viraram parceiros deles, de forma quase indiferenciada do conteúdo editorial que noutras vezes fora &#8220;mais valioso&#8221;. Às vezes é até o contrário. E alguns sites se transformaram em amontados de blogs, como a <a href="http://www.forbes.com">Forbes</a> (!) e o <a href="http://www.zdnet.com">ZDnet</a>. Nem o <a href="http://www.nytimes.com/interactive/blogs/directory.html">New York Times escapou</a> dessa.</p>
<p>Celulares ganharam telas maiores e aprenderam a ler HTML comum. Aliás, só uma meia dúzia aprendeu a fazer XHTML direito. E mais: o ódio do iPhone pelo Flash tem sido o maior incentivo para adoção do novo HTML 5 (sem o <strong>X</strong>). E mais: há quem faça um app próprio para o celular consumir o conteúdo. A uniformidade e o conteúdo multiplataforma que se danem.</p>
<p>É interessante olhar para o passado, até com certo romantismo, e ver que, pelo menos do meu ponto de vista, do que eu achava que se estava pregando naquela época, tudo deu errado. E e ainda teve a tentativa completamente fracassada da Macromedia de transformar o Flash em uma ferramenta de aplicação de internet. Quem comprou essa ideia se deu mal: a Adobe já até descontinuou o Flash Player para o Linux.</p>
<p>Não sei se o futuro que se realizou é pior ou melhor do que aquele que se imaginava, mas não cabe neste texto analisar a internet inteira e ver se ela melhorou ou piorou.</p>
<p>Apenas constato aqui os erros do passado, e como aquilo que veio a se realizar o fez por um caminho muito diferente do que se imaginava.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A relação entre religião, ateísmo, materialismo e fisicalismo</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2012/04/a-relacao-entre-religiao-ateismo-materialismo-e-fisicalismo/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 00:11:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=959</guid>
		<description><![CDATA[Você quer dizer no Facebook que é ateu. Então você vai lá e preenche Ateu em religião, mas reclama toda vez que um religioso lhe diz que o ateísmo é uma religião. Você está fazendo isso muito errado, porque acabou &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2012/04/a-relacao-entre-religiao-ateismo-materialismo-e-fisicalismo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você quer dizer no <strong>Facebook</strong> que é ateu. Então você vai lá e preenche <strong>Ateu</strong> em <strong>religião</strong>, mas reclama toda vez que um religioso lhe diz que o ateísmo é uma religião.</p>
<p>Você está fazendo isso muito errado, porque acabou de dizer que o ateísmo é sua religião. <strong>Isso</strong> é metalinguagem.<span id="more-959"></span></p>
<p>Ser ateu, não acreditar em uma divindade, não é, de forma alguma, uma oposição à religião. Religião é um conjunto de aspectos culturais, morais e, principalmente, <strong>espirituais</strong>. Uma religião se define pelas explicações fornecidas pelas suas visões de mundo, rituais e crenças espirituais.</p>
<p>A crença em um ou mais deuses, quer dizer, o teísmo, é uma pequena parte dessas crenças, e a única que o &#8220;ateísmo&#8221; nega. Teísmo nem aparece no primeiro parágrafo que descreve religião na Wikipedia em inglês:</p>
<blockquote><p><strong>Religion</strong> is a collection of <a title="Cultural systems" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cultural_systems">cultural systems</a>, <a title="Belief systems" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Belief_systems">belief systems</a>, and <a title="Worldviews" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Worldviews">worldviews</a> that establishes symbols that relate humanity to <a title="Spirituality" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Spirituality">spirituality</a> and, sometimes, to moral values.<sup id="cite_ref-0"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religion#cite_note-0">[1]</a></sup> Many religions have <a title="Mythology" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mythology">narratives</a>, <a title="Symbol" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Symbol">symbols</a>, <a title="Tradition" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tradition">traditions</a> and sacred histories that are intended to give <a title="Meaning of life" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Meaning_of_life">meaning to life</a> or to explain the <a title="Origin of life" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Origin_of_life">origin of life</a> or the <a title="Universe" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Universe">universe</a>. They tend to derive <a title="Moral code" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Moral_code">morality</a>, <a title="Ethics" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ethics">ethics</a>, <a title="Religious law" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_law">religious laws</a> or a preferred <a title="Lifestyle (sociology)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lifestyle_(sociology)">lifestyle</a> from their ideas about the <a title="Cosmos" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cosmos">cosmos</a> and <a title="Human nature" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Human_nature">human nature</a>.</p></blockquote>
<p>Aqui no Brasil é um pouco mais difícil de ver essa diferença, já que religião dominante se define pelo teísmo, mas há algumas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nontheistic_religions">religiões sem crenças teísticas</a> mundo afora.</p>
<p>Vejo mais oposição à religião no materialismo. O materialismo não tem nada a ver com ganância e acúmulo de riquezas pessoais. O materialismo é a ideia de que tudo que existe é matéria e energia<sup class='footnote'><a href='#fn-959-1' id='fnref-959-1' onclick='return fdfootnote_show(959)'>1</a></sup> &#8211; que o mundo e seus efeitos podem ser explicados por fenômenos que envolvem algo material. Opõe-se ao dualismo, que é uma ideia que separa o físico do corpo e a mente, atribuindo a esta última um caráter espiritual e, portanto, compatível com a visão religiosa.</p>
<p>A ideia pejorativa do materialismo foi, ao que me consta, uma resposta da igreja quando a burguesia lá da Renascença começou a ignorar os preceitos religiosos na busca do lucro (hoje, natural; na época, proibido). Logo, só podia tolerar ter seu sustento vindo do lucro aquele que era materialista, ou seja, quem não dava valor ao espírito, a crença fundamental da religião.</p>
<p>O materialismo, dentro do que ele mesmo estabelecia, mostrou-se insuficiente para ser compatível com novas descobertas da Física. O materialismo aceitou essas novas descobertas, mas, para não perder seu significado histórico, trocou de nome para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fisicalismo">fisicalismo</a>.</p>
<p>Muitos daqueles que se dizem ateus não são apenas ateístas. São céticos e/ou fisicalistas, vendo explicações para o mundo nas descrições físicas dadas pela ciência, livres de qualquer influência espiritual e, portanto, <em>sem religião</em>.</p>
<p>O que isso tudo muda, na prática? Preservar palavras. Preservar palavras significa preservar os pensamentos e ideias que elas representam, para que não se confundam. Que os religiosos ateus assim continuem, mas que os sem religião entendam que o ateísmo não é o ponto central desta visão de mundo, mas sim a negação da ideia de espírito.</p>
<div class='footnotes' id='footnotes-959'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-959-1'>Lembrando que E=mc². <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-959-1'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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		<title>Versos: Mausoléu do brilho</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 05:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita em Verso]]></category>

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		<description><![CDATA[o teto do mundo agora cinza em terra estranha me lembra praia e chuva que banha a rua e eu fico trancado em casa vendo as nuvens aqui, longe do lugar do lar trocando poréns e batendo papo com o &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2012/03/versos-mausoleu-do-brilho/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre>o teto do mundo
agora cinza
em terra estranha
me lembra praia
e chuva que banha
a rua e eu fico
trancado em casa
vendo as nuvens
aqui, longe
do lugar do lar
trocando poréns
e batendo papo
com o céu
cheio de estrelas
um mausoléu
do brilho
quando negro
empecilho
pra mim
que só queria
um dia cinza
frio
e parcialmente seco</pre>
]]></content:encoded>
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		<title>8 de março</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 00:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[É tanta gente postando &#8220;feliz dia da mulher&#8221; (ou uma das centenas de variações) no Facebook que eu quase sinto uma obrigação cívica de clicar em &#8220;curtir&#8221;, &#8220;compartilhar&#8221;. Quase. Seguindo aquela regra simples de não façais aos outros aquilo que &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2012/03/8-de-marco/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É tanta gente postando &#8220;<strong>feliz dia da mulher</strong>&#8221; (ou uma das centenas de variações) no Facebook que eu quase sinto uma obrigação cívica de clicar em &#8220;curtir&#8221;, &#8220;compartilhar&#8221;.</p>
<p>Quase.</p>
<p>Seguindo aquela regra simples de <em>n<em>ão façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam</em></em><sup class='footnote'><a href='#fn-946-1' id='fnref-946-1' onclick='return fdfootnote_show(946)'>1</a></sup>, eu não posso parabenizar ninguém por ser mulher. Nem quero ser parabenizado por ser homem. A história está cheia de homens (e mulheres) que fizeram coisas terríveis. Eu ser homem não me impede de ser alguém terrível. Não quero me orgulhar disso, porque o orgulho cego e burro é o primeiro passo para ser, de fato, cego e burro.</p>
<p>E tem muitas mulheres e homens incríveis, também. Mas o que permitiu isso não foi, evidentemente, o gênero com o qual nasceram. Foi a vontade, o desejo, a capacidade de pensar e transformar o meio. Para ser como eles, é necessário atribuir essas grandiosas conquistas às atitudes que de fato as permitiram acontecer.</p>
<p>E isso nada tem a ver com os cromossomos.</p>
<p>Infelizmente, as mulheres tiveram menos oportunidades devido a uma sociedade que até hoje as vê como inferiores. Porque em um mundo onde dinheiro é o sinônimo de poder, as rendas inferiores das mulheres são, sem sombra de dúvida, a maior prova do preconceito idiota que permeia esta civilização &#8220;pós-moderna&#8221;.</p>
<p>A solução para esse problema veio atravessada: criar um dia que celebra as mulheres por serem mulheres. Não pelas conquistas que elas obtiveram como seres humanos &#8211; como os homens sempre foram julgados -, mas por serem mulheres. Como se as demais conquistas, reais e que demandaram esforço, fossem óbvias porque elas são esses seres grandiosos: mulheres.</p>
<p>E é esse &#8220;ser mulher&#8221;, definido, naquele elogio torto de que ela deve ser linda e demorar para se arrumar, ser necessariamente frágil e forte, chorona e sensível, é esse <em>ser mulher</em> que confina as mulheres no mesmo espaço restrito ao que elas sempre ocuparam no decorrer da história e do qual foi tão difícil escapar.</p>
<p>Volta-se a defini-las, a (de)limitá-las. A lhes dar um papel &#8220;de cuidar&#8221;, &#8220;de amar&#8221;, de &#8220;ser mãe&#8221; ou o que o valha &#8212; sua mensagem preferida no Facebook pode variar, mas tanto faz. Essa lógica de tentar unir e dar igualdade enquanto se divide e define diferenças, de dar liberdade enquanto se define o que se espera e como se deve ser, obrigando as pessoas a serem desse ou daquele jeito, é um tanto sem sentido, quase vil.</p>
<p>Não é válido julgar seres humanos pelo gênero ou aparência, nem pelo número do QI. Valem as dificuldades vencidas e a noção de justiça que permite saber que o respeito é ganho quando é merecido e conquistado, por atitudes e iniciativas, por transformações e por ideias &#8211; não por uma data marcada no calendário.</p>
<p>Para esses indivíduos, o desafio é fazer de todos os dias mais um dia que valeu a pena ter vida. Porque sabem que chega o amanhã, mais um dia qualquer quando já se acabaram os elogios gratuitos e a enaltação cívica obrigatória &#8211; nunca merecidas, e que só confundem na hora de saber do que realmente é preciso se orgulhar.</p>
<div class='footnotes' id='footnotes-946'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-946-1'>Tem a versão Budista, que é &#8220;Não atormentes o próximo com o que te aflige.&#8221; <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-946-1'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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		<item>
		<title>Pós-rock e shoegaze para download &#8211; de graça</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2012/03/pos-rock-e-shoegaze-para-download-de-graca/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 20:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostei. Eu tenho uma banda. Posso participar do casting de vocês? Depende. Faça um teste: Mostre a música para a sua mãe. Se ela falar que é “diferente”, tem chances de ser aceito. Se depois de dezessete minutos ela perguntar &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2012/03/pos-rock-e-shoegaze-para-download-de-graca/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Gostei. Eu tenho uma banda. Posso participar do casting de vocês?</strong><br />
Depende. Faça um teste: Mostre a música para a sua mãe. Se ela falar que é “diferente”, tem chances de ser aceito. Se depois de dezessete minutos ela perguntar quando a música vai começar, seja bem-vindo ao nosso casting. Se ela gostar e cantar junto, procure outro selo.</p></blockquote>
<p>Lá no &#8220;selo on-line&#8221; <a href="http://sinewave.com.br">Sinewave</a>. O que me deixa perplexo é só ter conhecido os caras só hoje. Cadê o poder de disseminação de informação da internet? Eu fico nela o tempo todo e mesmo assim essas coisas escapam de mim.</p>
<p>De qualquer forma, é música e boa e de graça. <em>Bora</em> parar de brigar com sopa e pipa e vamos ouvir quem não força os fãs a serem foras da lei?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Qual antivírus você usa?&#8221;</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2012/02/qual-antivirus-voce-usa/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 16:16:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de Nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando as pessoas descobrem com o que trabalho, não demoram a disparar a pergunta: &#8220;mas, então, qual antivírus que é o bom hoje?&#8221; Eu obviamente não sei essa resposta, então interpreto a pergunta como &#8220;se você quisesse saber qual o &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2012/02/qual-antivirus-voce-usa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando as pessoas descobrem com o que trabalho, não demoram a disparar a pergunta: &#8220;<strong>mas, então, qual antivírus que é o bom hoje?</strong>&#8221;</p>
<p>Eu obviamente não sei essa resposta, então interpreto a pergunta como &#8220;<em>se você quisesse saber qual o bom antivírus, como faria?</em>&#8221; e sugiro olhar lá no <a href="http://www.av-comparatives.org/">AV-Comparatives</a>.</p>
<p>Eu não uso antivírus. E para entender isso, é importante saber quais as funções de um antivírus:</p>
<ol>
<li>Proteger os dados (aqui se inclui &#8220;desinfectar arquivos&#8221;)</li>
<li>Impedir a infecção do PC</li>
<li>Detectar uma infecção que já ocorreu (função informativa)</li>
</ol>
<p>Não usar antivírus é um costume que carrego depois de ter usado Linux por um ano e meio. E também é resultado de uma conclusão lógica: nenhum software de segurança vai substituir a garantia de se ter um hardware adicional para realizar backups. Meu &#8220;esquema de segurança&#8221; não consiste de antivírus; consiste de discos rígidos. Seis discos rígidos, para ser exato.</p>
<p>Eu uso três. Os outros três são cópias (espelhos) dos outros três, exatamente com os mesmos dados. As informações mais importantes estão em 4 dos 6. Se der algum problema nos discos, eu consigo recuperar.</p>
<p>Um dos quatro HDs mencionados, que contém os dados mais importantes, fica desligado a maior parte do tempo &#8211; é ligado uma vez por semana, mais ou menos, para ser sincronizado. Isso dá um tempo para que eu consiga recuperar arquivos no caso de um vírus, ou até ligá-lo com segurança em um segundo computador no caso de suspeita. De qualquer forma, compras com cartão de crédito e acesso ao banco são feitos a partir de um LiveCD com Linux.</p>
<p>A função de &#8220;proteger os dados&#8221; dos antivírus, portanto. não me é útil.</p>
<p>Quanto à função número 2, eu ainda uso antivírus pelo <a href="http://www.virustotal.com">Virus Total</a> e uso máquinas virtuais com o <strong>VirtualBox</strong> para testar programas que baixo da internet, no caso de dúvidas. Aliadas, essas duas táticas conseguem detectar mais vírus que poderiam infectar meu PC do que um antivírus instalado aqui.</p>
<p>Quanto à função informativa, essa eu mesmo faço: periodicamente, executo ferramentas da <strong>SysInternals Suite</strong>, como o <strong>TCPView</strong>, o <strong>Process Explorer</strong> e o <strong>Autoruns</strong>. Às vezes, vai aí também um antirootkit. Comparo os resultados com o que é esperado, e, novamente, vou ter uma análise melhor do que um antivírus iria me proporcionar.</p>
<p>Logo, não sugiro que todo mundo desinstale um antivírus como eu. São poucos os que fazem backups. Menos ainda os que tem noção de quais arquivos são perigosos para mandar pro <strong>Virus Total</strong> ou analisar em uma máquina virtual. No fim das contas, exceto para os especialistas, as funções do antivírus ainda precisam ser realizadas por ele.</p>
<p>O problema é que ele é uma ferramenta &#8211; não é garantia de cobertura total de proteção em nenhum dos casos, mas é tido como tal. E isso é preocupante. Eu não uso antivírus porque conheço as ferramentas que uso. Muita gente usa antivírus sem conhecer &#8211; o que é pior. Desde sempre escrevi: &#8220;use o antivírus que você conhece&#8221;. É preciso ter noção da forma que ele age, das limitações e das capacidades, tomando medidas adicionais quando for necessário.</p>
<p>Voltemos à <strong>Bruce Schneier</strong>: <em>segurança é um processo, não um produto.</em> Usar um antivírus não resolve. Usar um antivírus que você conhece e tapar os buracos que ele deixa, isso sim.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Carnaval</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 01:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de Nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernando Cezar: e aí, pulando o carnaval em maringá? Altieres Rohr: desculpa aí, meu processador não tem JMP Fernando Cezar: hahaha Fernando Cezar: sabe que sem o JMP o processador não funciona, né? Fernando Cezar: sem JMP não tem if, &#8230; <a href="http://altieresrohr.com.br/2012/02/carnaval/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Fernando Cezar</strong>: e aí, pulando o carnaval em maringá?<br />
<strong>Altieres Rohr</strong>: desculpa aí, meu processador não tem JMP<br />
<strong>Fernando Cezar</strong>: hahaha<br />
<strong>Fernando Cezar</strong>: sabe que sem o JMP o processador não funciona, né?<br />
<strong>Fernando Cezar</strong>: sem JMP não tem if, while, goto&#8230;<br />
<strong>Fernando Cezar</strong>: enfim&#8230;<br />
<strong>Altieres Rohr</strong>: sim<br />
<strong>Altieres Rohr</strong>: eu não tenho condicionais<br />
<strong>Altieres Rohr</strong>: comigo o papo é reto<br />
<strong>Fernando Cezar</strong>: hahaha</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Vamos tentar de novo</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 23:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de Nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiz mais algumas mudanças no layout aqui do blog. Preciso dar um jeito de acabar com essa vontade nunca realizada de ter um site com fundo preto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz mais algumas mudanças no layout aqui do blog. Preciso dar um jeito de acabar com essa vontade nunca realizada de ter um site com <em>fundo preto</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lbps</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2011/11/lbps/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 17:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida de Nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[Altieres Rohr envia: Revista (9136 KB) Diogo Baptistdiz: 9 MLOLBYTES Altieres Rohr diz sua conexão que é medida em lolbytes Diogo Baptista diz é porque eu assinei a oi velolx]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre>Altieres Rohr envia:
Revista (9136 KB)</pre>
<pre>
Diogo Baptistdiz:
9 MLOLBYTES</pre>
<pre>Altieres Rohr diz
sua conexão que é medida em lolbytes</pre>
<pre>Diogo Baptista diz
é porque eu assinei a oi velolx</pre>
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