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	<title>Ira Racional &#187; Mídia</title>
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	<description>Emoção carregada de razão - por Altieres Rohr</description>
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		<title>A crítica</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 20:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos comentários, no e-mail, recebo elogios. E críticas. Em outros ambientes, também. Sugestões disso e daquilo, às vezes contrárias umas as outras, e se faz necessário escolher um caminho a seguir. Costumo dizer que meu leitor é meu patrão. Há um leitor que sabe mais sobre cada assunto que escrevo, e preciso informar o internauta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos comentários, no e-mail, recebo elogios. E críticas. Em outros ambientes, também. Sugestões disso e daquilo, às vezes contrárias umas as outras, e se faz necessário escolher um caminho a seguir. Costumo dizer que meu leitor é meu patrão. Há um leitor que sabe mais sobre cada assunto que escrevo, e preciso informar o internauta que não sabe ao mesmo tempo em que respeito aquele que sabe mais do que eu. Mais ainda, preciso dar ouvidos àquele cidadão que acha que sabe, porque, às vezes, posso acabar pensando que ele só acha que sabe quando na verdade ele sabe mesmo. A decisão de ignorar ou não uma crítica de alguém é sempre complicada: posso estar ignorando a crítica errada.</p>
<p>Como jornalista, meu trabalho precisa &#8212; por função social &#8212; ser de interesse público <em>e</em> &#8212; por necessidades do mercado &#8212; interessar <strong>ao</strong> público. O público não tem uma voz unificada, de tal forma que é realmente difícil ouvi-lo na maioria das vezes.</p>
<p>Digo isso apenas para desabafar como é estranho receber críticas e elogios tão diversos, às vezes em curtos espaços de tempo. Em um dia dizem que gostaram do que você escreveu, no dia seguinte você precisa lidar com gente dizendo que simplesmente não te entende. Cresce a consciência de que a culpa por não entender algo é do jornalista e não do leitor e isso contribui ainda mais. Os leitores agora têm voz, acessível logo abaixo da sua produção, pronta para influenciar outros possíveis comentaristas. </p>
<p>A crítica faz parte da vida de todos, sim. E mesmo sabendo que ao escolhermos um caminho fechamos a porta para outros &#8212; de modo que não posso viver na pele de todas as outras pessoas &#8211;, creio que jornalistas ainda precisam lidar com a crítica um modo mais corriqueiro. Em qualquer profissão você pode ser criticado (ou elogiado) pelos seus colegas, da empresa ou fora, pelos seus chefes, etc. Mas o jornalista, não. O produto jornalístico mais nobre e pessoal sempre carrega consigo o nome do seu autor. É diferente, por exemplo, da embalagem de um biscoito: tem a marca, mas não o nome do responsável pela receita, pelo pacote&#8230; </p>
<p>No jornalismo, cada um recebe crédito adequado. Imagens de fulano; texto de ciclano; pesquisa adicional e contribuições de beltrano. O leitor pode, com um mínimo de observação, saber a quem direcionar sua crítica. Encontramos coisas parecidas na música, no cinema, nas artes em geral, mas notem que nem o publicitário leva um crédito durante sua produção. E também não é porque jornalismo é arte &#8211; o desenho de embalagem também é, de certa forma, e nem por isso recebe crédito. Já a Tetra Pak sempre identifica as embalagens que fabrica, em um trabalho que é totalmente técnico. É apenas o padrão da indústria: estamos acostumados com o &#8220;Made In&#8221; mas nem tanto com o <a href="http://www.joelonsoftware.com/items/2007/10/05.html">designed in</a>.</p>
<p>E a crítica do trabalho jornalístico é ainda mais interessante porque pode ser feita todos os dias Não é um ou dois textos por ano. Um livro. Ou um novo disco. Todos os dias você produz algo novo, por menor que seja, e tal criação é sempre passível de elogios e críticas.</p>
<p>Todos se sentem muito aptos para criticar a mídia. &#8220;A mídia é uma merda&#8221; já é bordão. Frequentemente brinco que curso comunicação social só para poder dizer &#8220;a mídia é uma merda&#8221; com propriedade e ar de entendido. É uma pena que a maioria das críticas &#8211; mais do que os elogios &#8211; careçam tanto de especificidade, de modo a serem quase inúteis. Críticas ajudam bastante; há muito perdi a pretensão de estar certo, e receber uma crítica, para mim, é uma oportunidade. Uma oportunidade que se perde quando a crítica não consegue ser boa o suficiente para somar algo ao trabalho, mas apenas boa o suficiente para fazer o &#8220;crítico&#8221; sentir-se superior.</p>
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		<title>Não fosse o bom humor&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 00:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[bom uso do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[unisinos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; porque ando sentindo saudades da Unisinos, e uma sala de lá aparece no vídeo &#8212; que foi criado pelo pessoal do curso de Realização Audiovisual; também porque Superguidis é deveras legal e porque ando precisando de bastante bom humor:

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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; porque ando sentindo saudades da Unisinos, e uma sala de lá aparece no vídeo &#8212; que foi criado pelo pessoal do curso de Realização Audiovisual; também porque Superguidis é deveras legal e porque ando precisando de bastante bom humor:</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cC_wKVSgvJo&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/cC_wKVSgvJo&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>&#8220;Ler também é um exercício&#8221;</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/07/ler-tambem-e-um-exercicio/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 08:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma propaganda veiculada pela Rede Globo de Televisão há sabe-se lá quanto tempo (não é pouco) afirma: &#8220;ler também é um exercício&#8221;. O objetivo da propaganda é incentivar o hábito da leitura no povo do brasileiro. Embora prefira a abordagem da MTV, não tenho nada contra a propaganda da Globo.
O que vale uma observação nesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma propaganda veiculada pela Rede Globo de Televisão há sabe-se lá quanto tempo (não é pouco) afirma: &#8220;ler também é um exercício&#8221;. O objetivo da propaganda é incentivar o hábito da leitura no povo do brasileiro. Embora <a href="http://www.abrelivros.org.br/abrelivros/texto.asp?id=1163">prefira a abordagem da MTV</a>, não tenho nada contra a propaganda da Globo.</p>
<p>O que vale uma observação nesse caso é o argumento usado pela propaganda: <strong>Ler vale a pena porque <em>é um exercício</em></strong>. Há uma carga de valor implícito nisso &#8212; <em>exercício é bom</em> &#8211;, e, se ler é um exercício, então ler também é bom. Se exercício não fosse bom, não valeria a pena compará-lo com a leitura &#8212; não com o objetivo da propaganda. </p>
<p>Há ainda outra carga implícita: quem está vendo não sabe que ler é um exercício. Porque, se a pessoa soubesse, não valeria a pena dizê-lo. Ao mesmo tempo, porém, a peça supõe que as pessoas sabem o que são exercícios e que eles são bons.</p>
<p>Ainda: normalmente quando se pensa em exercício, mentalizamos a ideia de exercício físico, e não exercícios mentais ou de imaginação.</p>
<p>Considerando tudo isso, chego nas perguntas: por que existe esse valor impregnado na cultura de que exercícios físicos são bons, enquanto a leitura não dispõe do mesmo privilégio? Por que não soa estranho dizer &#8220;<em>leitura é tão importante quanto exercícios</em>&#8220;, mas é estranho dizer &#8220;<em>exercícios são tão importantes quanto a leitura</em>&#8220;? </p>
<p>Aparentemente existe algo interno &#8212; da cultura, provavelmente &#8212; que qualifica exercícios físicos ao passo que desqualifica (ou pelo menos não eleva) a leitura. Interessante, no mínimo.</p>
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		<title>Diploma de jornalismo: corporativismo disfarçado de defesa da liberdade</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/07/diploma-de-jornalismo-corporativismo-disfarcado-de-defesa-da-liberdade/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 02:09:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto abaixo foi inicialmente escrito para o Portal3, site mantido pela Agência Experimental de Comunicação (agexCOM) da Unisinos, universidade na qual estudo. 
Link original. Abaixo segue o texto reproduzido, para registro.

No século XV, a resposta imediata dos governantes à invenção da imprensa foi a censura. Em alguns países essa situação prolongou-se de maneira inaceitável. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo foi inicialmente escrito para o Portal3, site mantido pela Agência Experimental de Comunicação (agexCOM) da Unisinos, universidade na qual estudo. </p>
<p><a href="http://portal3.com.br/wp/diploma-de-jornalismo-corporativismo-disfarcado-de-defesa-da-liberdade">Link original</a>. Abaixo segue o texto reproduzido, para registro.</p>
<hr />
<p>No século XV, a resposta imediata dos governantes à invenção da imprensa foi a censura. Em alguns países essa situação prolongou-se de maneira inaceitável. Foi o caso do Brasil, onde não havia nenhuma oficina de imprensa até 1808, quando iniciou-se a impressão do <i>A Gazeta do Rio de Janeiro</i>. Esse jornal era a resposta da recém-chegada corte portuguesa ao <em>Correio Brasiliense</em>, a primeira publicação a circular em território nacional, mas que era impressa em Londres e defendia a independência do país.</p>
<p>Hoje, em pleno ano de 2009, pelo menos 34 jornalistas estão presos em meio ao tumulto das eleições iranianas, segundo dados da <b>Repórteres Sem Fronteiras</b>. Mais de meio milênio após a invenção da imprensa, a censura ainda é, infelizmente, uma realidade.</p>
<p>Uma realidade que o Brasil vivia intensamente em 1969. No ano anterior, o governo militar havia criado o Ato Institucional nº 5, ou AI-5. Um dos Atos Institucionais mais marcantes da ditadura, ele deu poderes ilimitados ao presidente, eliminando a separação entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.</p>
<p>Creio que a maioria dos colegas jornalistas repudia esses acontecimentos. Porque cerceamento da liberdade de expressão não é o que desejam os jornalistas, que por muito tempo lutaram (e lutam) precisamente para obter o direito de escrever aquilo que acreditam que precisa ser escrito.</p>
<p>Mas foi nesse cenário de repressão que foi baixado, no canetaço, o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil/Decreto-Lei/Del0972.htm">Decreto-Lei 972/69</a>. Esse é o decreto que criou a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Ele é o núcleo da questão que mais tem mobilizado os sindicatos e alunos de jornalismo nos últimos meses, e cujo clímax se deu no dia 17 de junho, quando os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgaram incompatível com a Constituição Federal de 1988.</p>
<p>Não vou argumentar a respeito da validade da formação acadêmica. Sou estudante de jornalismo e assim devo permanecer até me formar. Acredito no valor que a formação tem para mim &#8211; pelas pessoas, pelas experiências, pelo contato com diferentes formas de pensar. Há quem consiga essas coisas de outra forma, em outra formação, ou mesmo dispense tudo isso.</p>
<p>Mas acho engraçado que os sindicatos, especialmente, dizem que a exigência do diploma de jornalismo garante a liberdade de expressão e o &#8220;acesso democrático&#8221; à profissão. Se foi uma regra criada para censurar, teríamos que primeiro provar a burrice e incompetência do governo militar por ter criado uma lei com a finalidade oposta. Certamente não era o caso, pois os militares conseguiram, sim, manipular a mídia e impedir a publicação de várias reportagens desfavoráveis. Com o decreto, impediram que jornalistas &#8220;indesejados&#8221; continuassem trabalhando legalmente no país.</p>
<p>A liberdade de expressão nada tem a ver com a formação do profissional. Sai no jornal o que o dono do jornal quer, visto que o texto é limitado pelo papel e pela tinta, ambos fora do controle do jornalista. O mesmo vale para o rádio e para a televisão. A apuração também depende do tempo que o jornalista terá para fazê-la. O jornalismo não é um produto tão lucrativo quanto o entretenimento &#8211; a quebradeira dos veículos norte-americanos está aí para mostrar a fragilidade financeira da imprensa. Com os profissionais sobrecarregados, o tempo de apuração é, portanto, limitadíssimo; raras vezes é possível fazer um trabalho de qualidade excepcional nestas condições.</p>
<p>Médicos e jornalistas são bem diferentes, de modo a serem incomparáveis, embora tal comparação tenha sido frequentemente realizada pelos defensores do diploma. Os piores erros do jornalismo envolvem falta de ética e honestidade. Os maiores erros da medicina (e da engenharia, do Direito…) se dão pela falta de conhecimento técnico. Ninguém fala em &#8220;liberdade de medicina&#8221;, simplesmente porque ninguém quer ser cobaia da &#8220;liberdade&#8221; de um médico.</p>
<p>Por outro lado, a liberdade de imprensa e de expressão é justamente a garantia de podermos falar o que quisermos da maneira que quisermos, implicando a obrigação de aceitar que outros façam o mesmo.</p>
<p>Jornalismo não se faz de um jeito só. É arrogante o jornalista que pensa ser possuidor do &#8220;segredo para se fazer jornalismo&#8221; só porque sabe quais informações devem ser colocadas no primeiro parágrafo de um texto &#8211; e há quem ria de quem será empregado sem saber o que é um lead.</p>
<p>Todo o barulho em favor do diploma é sindicalismo, corporativismo &#8211; a preservação de uma reserva de mercado disfarçada de preocupação para com o bem comum. Ótimos jornalistas não têm formação na área: <strong>Carl Bernstein</strong> e <strong>Bob Woodward</strong>, a dupla que derrubou o presidente Nixon no escândalo Watergate, escrevendo o que entendiam ser a verdade no <em>The Washington Post</em>, não tem formação em jornalismo. Bernstein, aliás, nem completou o ensino superior.</p>
<p>Também não faltam péssimos jornalistas formados. Basta conferir alguns jornais locais, devidamente registrados, com suas reportagens chapa branca e anúncios disfarçados de notícia. É pertinente citar o caso de <strong>Jayson Blair</strong>, o repórter do <em>New York Times</em> que inventou e plagiou notícias. Vendeu ficção como verdade. Blair era formado em jornalismo em um país que nem mesmo cultiva a exigência que por 40 anos existiu no Brasil.</p>
<p>Por fim, vale lembrar que os princípios éticos dos quais muitos jornalistas tanto se orgulham &#8211; como o &#8220;ouvir o outro lado&#8221; &#8211; nasceram justamente nas empresas que tratam jornalismo como produto. Antes de ser profissionalizado, jornalismo era feito por motivação política específica. Os mais interessados na noção de &#8220;imparcialidade&#8221; são os mesmos que hoje dizem querer contratar pessoas sem formação.</p>
<p>Ou, pelo menos, supõe-se que o objetivo dos membros do Sindicato das Emissoras de Rádio e Televisão de São Paulo (Sertesp), do qual partiu a iniciativa de eliminar a exigência do diploma, seja o de não contratar somente jornalistas. Se forem outros Bernsteins e Woodwards, que ótimo. Se forem Blairs, formados ou não em jornalismo, que pena. Mas o público sempre pode mudar de canal.</p>
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		<title>O blog da Petrobras e a credibilidade</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/06/o-blog-da-petrobras-e-a-credibilidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 04:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[O blog Fatos e Dados da Petrobras chegou criando polêmica e inquietando jornais e jornalistas.
Para quem não acompanhou a história, o blog é mantido pela assessoria de comunicação da estatal. Eles estavam publicando as perguntas que os jornalistas enviavam à companhia, juntamente com suas respectivas respostas. O conteúdo era publicado imediatamente após ser enviado pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blog <a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/">Fatos e Dados</a> da Petrobras chegou criando polêmica e inquietando jornais e jornalistas.</p>
<p>Para quem não acompanhou a história, o blog é mantido pela assessoria de comunicação da estatal. Eles estavam publicando as perguntas que os jornalistas enviavam à companhia, juntamente com suas respectivas respostas. O conteúdo era publicado imediatamente após ser enviado pela empresa ao jornal, inicialmente, mas agora o blog está esperando a edição e publicação da reportagem antes de soltar as informações.</p>
<p>O colunista do iG Claudio Abramo <a href="http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo/2009/06/09/o-blog-da-petrobras/">descreveu muito bem</a> as razões para a polêmica. Primeiro, os jornais eram prejudicados porque a concorrência poderia saber o que estavam investigando. Segundo, a publicação diminuía o valor-notícia da reportagem final. Como o próprio Abramo previu, a empresa já recuou um pouco, e agora publica as perguntas e respostas apenas após a reportagem. </p>
<p>Eu não tenho a intenção de discutir ainda mais esse lado da polêmica. Não vou dizer que não há problema nenhum em termos mais uma fonte de informação &#8212; na verdade, há: temos mais uma fonte para filtrar. É verdade que as demais podem não ser tão confiáveis quanto deveriam, mas a presença de mais informação na rede não significa que os cidadãos estarão melhor informados. Na verdade, podem estar simplesmente mais confusos. Mesmo assim, não posso me opor ao blog.</p>
<p>Mas o que queria dizer é que estou um pouco surpreso, senão assustado, pela suposta credibilidade da assessoria de comunicação da Petrobras. Suposta porque não sei se consigo sequer confiar nos comentários que estão no blog. Quem garante que eles não são forjados ou filtrados?</p>
<p>Talvez a crítica mais interessante que vi nos comentários do blog, que invariavelmente defendem a Petrobras, é aos jornalistas da grande mídia. Não lembro bem como era, mas mencionava inclusive o curso de jornalismo. Será que este comentarista não percebe que quem mantém o blog da Petrobras são também jornalistas, ou, pelo menos, profissionais da área de comunicação?</p>
<p>As pessoas nunca tiveram que lidar com assessorias de comunicação. Qualquer leitor da Folha de S.Paulo raras vezes deve ter lido um release<sup class='footnote'><a href='#fn-516-1' id='fnref-516-1'>1</a></sup> cru, isto é, que não passou pelo menos por uma edição. (Não posso dizer o mesmo sobre leitores de jornais locais). As assessorias, sim, distorcem e omitem fatos, ainda mais do que os jornais.</p>
<p>Acho no mínimo engraçado que o blog seja chamado de &#8220;Fatos e Dados&#8221;. Nesse caso, nem os fatos nem os dados significam o que parecem significar.</p>
<p>Por exemplo, <a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/14/petrobras-refuta-materia-da-folha-de-s-paulo/">nesse post</a> onde a assessoria &#8220;refuta&#8221; uma reportagem da FSP, lemos:</p>
<blockquote><p>Os contratos celebrados pela Petrobras atendem ao Decreto 2745/98, que norteiam os procedimentos licitatórios da Companhia, de acordo com a Lei do Petróleo (Lei 9478). Não compete à Petrobras buscar saber se há ou não relações, supostas ou verdadeiras, entre os proprietários de empresas contratadas e quaisquer partidos políticos ou governantes.</p></blockquote>
<p>Em tese, a empresa está dizendo &#8220;estamos seguindo a lei&#8221;, o que soa muito bem. Na prática, ela está reafirmando que faz algumas aquisições de produtos e serviços sem licitação, porque é exatamente isso que o referido Decreto permite. Na verdade, para entender isso, você teria que <a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111603/decreto-2745-98">ler o extenso texto do regulamento</a> &#8212; e o fato de a Petrobras não resumir ou explicar o decreto, para que o leitor saiba o que ele significa na prática, é típico de assessoria de comunicação. Se explicasse o conteúdo do decreto não iria ficar tão bem quanto &#8220;estamos seguindo a lei&#8221;, porque a própria lei, nesse caso, dá brechas para abusos.</p>
<p>Em seguida, vemos:</p>
<blockquote><p>A Petrobras pauta a escolha de seus fornecedores pela legalidade e pela capacidade de executar o trabalho para o qual eles estão sendo contratados. Nosso entendimento é que a da Folha de São Paulo, ao destacar parcialmente as explicações da Companhia ou criar títulos de ambigüidade indiscutível, reflete uma opinião deslocada de fatos.</p></blockquote>
<p>Ninguém espera que a empresa admita que favorece qualquer partido político. O objetivo do jornal é justamente denunciar um caso em que houve uma clara preferência à militantes de um partido, porque se espera que essa não seja a conduta preferencial. Se fosse, nem seria notícia. </p>
<p>E se outros contratos foram ou não firmados em condições semelhantes, isso não cabe ao jornal afirmar &#8212; ele apenas pode dizer o que descobriu, e o que descobriu não deixa dúvidas de que pelo menos R$4 milhões foram direto para militantes do PT, sem que nenhum serviço fosse prestado.</p>
<h4>Jornais atacam, assessorias se defendem</h4>
<p>De modo geral acho estranho que uma assessoria de comunicação, paga para dar uma versão do fato que sempre favoreça a empresa, tenha mais credibilidade do que o jornal, que deve fazer justamente o oposto. </p>
<p>Há quem diga que as perguntas dos jornais, como reveladas pela Petrobras, demonstrem uma certa agressividade. E como devia ser? Os jornais não estão aqui para puxar o saco do governo, ou de qualquer empresa estatal. Pouco importa o valor dos lucros, se parte do faturamento está sendo desviado para atender interesses.</p>
<p>Se isso é motivo para argumentar pela privatização da Petrobras? Não creio. Empresas privadas fazem lobby e financiam campanhas abertamente. A Petrobras privada com certeza também o faria. E ninguém veria nada de errado nisso. Privatizá-la não iria impedir que o dinheiro da empresa chegasse aos partidos, e nem penso que a privatização seja a resposta para qualquer outro problema que a empresa possa ter.</p>
<p>Acredito que é preciso deixar de lado essas conclusões exageradas, e analisar cada fato e acontecimento dentro do seu espaço. O fato que temos é que uma verba da Petrobras foi desviada para o PT, e que isso foi descoberto pela própria empresa (coisa que a Folha informou). Se isso é o procedimento padrão por lá? Espero que não, mas esperar que a imprensa alivie sua combatividade simplesmente porque a Petrobras é uma estatal &#8220;de resultado&#8221; é uma posição, no mínimo, impensada.
<div class='footnotes'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-516-1'>Textos-notícia extremamente tendenciosos, pró-empresa que contratou a assessoria para escrevê-lo. <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-516-1'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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		<item>
		<title>&#8220;Penso, logo existo&#8221; Reverso</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/05/penso-logo-existo-reverso/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 09:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Gostaria de fazer uma adaptação da reversal original, mostrada acima no excelente Trigun: Se você existe, prove: pense!
Vale mencionar que não é erro de tradução &#8212; ele realmente disse &#8220;alive&#8221;/&#8221;vivo&#8221; (ikite). Se o mesmo termo foi usado no mangá, ou se o paralelo com a famosa frase de Descartes foi intencional&#8230; não sei. De qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2009/05/trigun.jpg"><img src="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2009/05/trigun-450x337.jpg" alt="trigun" /></a></p>
<p>Gostaria de fazer uma adaptação da reversal original, mostrada acima no excelente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trigun">Trigun</a>: <em>Se você existe, prove: pense!</em></p>
<p>Vale mencionar que não é erro de tradução &#8212; ele realmente disse &#8220;alive&#8221;/&#8221;vivo&#8221; (<i>ikite</i>). Se o mesmo termo foi usado no mangá, ou se o paralelo com a famosa frase de Descartes foi intencional&#8230; não sei. De qualquer forma, achei a ideia legal e, portanto, registro-a aqui no blog.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sucesso no Brasil não é feio. Pelo contrário.</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 19:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
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		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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		<description><![CDATA[Há quem diga que o sucesso no Brasil é feio. Que não é bem visto. Que ser famoso não é bonito. Etc.
Tenho que discordar. Aos meus olhos, a verdade é bem o contrário. O ser famoso, no Brasil, é lindo. E exagerado &#8211; especialmente nos peitos e na bunda, ou talvez na magreza, se for [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem diga que o sucesso no Brasil é feio. Que não é bem visto. Que ser famoso não é bonito. Etc.</p>
<p>Tenho que discordar. Aos meus olhos, a verdade é bem o contrário. O ser famoso, no Brasil, é lindo. E exagerado &#8211; especialmente nos peitos e na bunda, ou talvez na magreza, se for mulher. Tem um rostinho amável de se ver. A voz não importa muito: pode ter sotaque de interior, com péssima dicção e pensamentos tão desorganizados que seriam melhor entendidos no SAP e mais bem aproveitados no Mute. Mas repito: isso não importa. O ser famoso é lindo.</p>
<p>E todo mundo quer ver o sucesso. Nas revistas, nos jornais, na TV. Na Playboy, se for possível, também. Mas ninguém quer ver o famoso num teste de conhecimentos gerais sério. Mas não é porque não fazem questão de saber que a pessoa é inteligente ou não, mas porque todos já sabem o resultado. E não tem graça ser informado a respeito do que já se sabe. Quando tem algo assim, chamam de Concurso de Inteligência. Mas o nome ideal seria diferente: a avalanche do fútil.</p>
<p>Mas nada disso retira crédito do fato: o sucesso é (e está) no lindo, não no feio. O sucesso quer ser visto, não escondido. </p>
<p>Então não compreendo esta história que contam sobre a feiúra do sucesso e da fama no Brasil. É claro que muitos são invejosos, mas o fato é que a grande maioria das pessoas possui a inveja quero-ser-como-ele(a), não a &#8220;inveja (sic) desprezadora&#8221;, aquela que tenta repensar os valores da sociedade.</p>
<p>O outro fato é que o ditado de &#8220;sucesso é feio&#8221; serviu como uma luva para as pseudocelebridades que, incapazes de lidar com crítica e de reconhecer que sua fama pode estar imersa na futilidade, precisam de um ditado superficialmente profundo para justificar sua própria superficialidade.</p>
<p>O que mostra mais uma vez a falta de reflexão. Porque o barco só encalha em mares rasos.</p>
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		<title>Pastor: o LHC é um símbolo do orgulho humano</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/09/pastor-o-lhc-e-um-simbolo-do-orgulho-humano/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 20:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje pela manhã um pastor fez seu &#8220;comentário&#8221; no rádio &#8212; no maior estilo &#8220;colunista&#8221;, como se tivesse credibilidade para isso &#8211;1 descrevendo o LHC. Achei que o pastor talvez falaria algo de bom sobre o projeto, que é resultado da colaboração intensa entre vários países diferentes.
Mas não. Depois de apresentar os números e custos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje pela manhã um pastor fez seu &#8220;comentário&#8221; no rádio &#8212; no maior estilo &#8220;colunista&#8221;, como se tivesse credibilidade para isso &#8211;<sup class='footnote'><a href='#fn-255-1' id='fnref-255-1'>1</a></sup> descrevendo o LHC. Achei que o pastor talvez falaria algo de bom sobre o projeto, que é resultado da colaboração intensa entre vários países diferentes.</p>
<p>Mas não. Depois de apresentar os números e custos do projeto, disse que o LHC é um &#8220;símbolo do orgulho humano&#8221; porque busca &#8220;entender como o universo iniciou&#8221;. Desnecessário, é claro, já que todas as respostas estão na Bíblia: &#8220;leia a Bíblia&#8221;, disse, &#8220;lá tem tudo que você precisa saber a respeito de onde você veio e para onde vai&#8221;.</p>
<p>Penso ser muito irônico alguém fazer um comentário assim no rádio, um veículo de comunicação que só existe devido à ciência por ele criticada. Se pessoas só lessem a Bíblia, ele jamais estaria fazendo esse comentário no veículo em que fez.</p>
<p>&#8220;É Deus que ilumina os cientistas para que façam suas descobertas!&#8221;, gritam alguns. Discordo. Como Darwin teria sido &#8220;iluminado&#8221; para descobrir algo que contradiz a Bíblia? Ah, mas ele mente, dizem os religiosos. É muito estranho, então, que apenas descobertas com as quais eles concordem sejam aceitas. As outras, inconvenientes, são de origem demoníaca.</p>
<p>Se as pessoas só lessem a Bíblia, ainda acreditaríamos que o Sol gira em torno da Terra, como diversas passagens bíblicas afirmam.</p>
<p>A pior parte foi quando o pastor disse que estão &#8220;tentando provar que Deus não existe&#8221; e que &#8220;nunca conseguiram isso&#8221; e &#8220;jamais vão conseguir&#8221;. Dois erros: eles não estão tentando fazer isso e eles nunca tentaram. A terceira afirmação é correta porque nunca se prova um negativo. Prova-se um positivo, como a existência de evolução das espécies. As consequências disto têm implicações no que está escrito na Bíblia, mas isto não é considerado como &#8220;prova&#8221; pelos cristãos (sem contar que interpretações da Bíblia variam mais do que a temperatura em Curitiba).</p>
<p>A outra pérola a respeito do LHC veio de um cristão espírita em <a href="http://tinyurl.com/6cw2dx">comentário no site do jornal Zero Hora</a> sobre os temporais que atingiram o Rio Grande do Sul. Foi o LHC que causou tudo, diz. Como sei que ele é espírita? <a href="http://www.espiritosantidrogas.xpg.com.br/">Veja você mesmo.</a></p>
<p>Pessoal, por favor, deixem a humanidade seguir em frente. Obrigado.
<div class='footnotes'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-255-1'>Se um jornalista dissesse isto, seria linchado. Porém, como aqui é um pastor que está dizendo, reclamar é &#8220;discriminação religiosa&#8221;. E viva ao Flying Spaghetti Monster. <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-255-1'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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		<title>Lula: Pré-sal é um presente de Deus</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/09/lula-pre-sal-e-um-presente-de-deus/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 01:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[[ atualização ] &#8212; Lendo o discurso completo, percebi que Lula não disse que é um &#8220;presente de Deus&#8221; e sim que o Petróleo &#8220;[foi algo] que Deus nos deu&#8221;. Ainda assim, o sentido é o mesmo.
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;
Lula afirmou em seu discurso de sete de setembro transmitido pela TV em rede nacional hoje, às 20h, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>[ atualização ]</em> &#8212; Lendo o discurso completo, percebi que Lula não disse que é um &#8220;presente de Deus&#8221; e sim que o Petróleo &#8220;[foi algo] que Deus nos deu&#8221;. Ainda assim, o sentido é o mesmo.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Lula afirmou em seu discurso de sete de setembro transmitido pela TV em rede nacional hoje, às 20h, que o pré-sal <s>é um &#8220;presente de Deus&#8221;</s> nos foi &#8220;dado por Deus&#8221;, como um presente.</p>
<p>Como as reservas do petróleo são resultado da sedimentação de fósseis, e os fósseis só existem porque ali morreram muitos animais, entende-se que a morte é um presente de Deus. E antes que alguém diga que o ser humano é imortal, é bom lembrar que tal condição não existe para todos os animais que morreram para formar os fósseis que ali se depositaram. Ou seja, tchau, até nunca mais, babacas.</p>
<p>Logo, Deus presenteia os seres humanos assassinando outros animais. Alguém precisa chamar o IBAMA. Quantas espécies foram extintas só para nos dar este presente?</p>
<p>E já que é um presente de Deus ao povo brasileiro, bem que poderia estar escrito na Bíblia. &#8220;Se você é brasileiro, espere até o petróleo ser um recurso essencial no mundo e depois vá procurar por ele na latitude -20.322644, longitude  -40.341139, certo? Beijo me liga.&#8221; Os geólogos da Petrobrás que estudaram anos para descobrir aquilo bem que gostariam de ter recebido a dica. E certamente eles não são ateus, porque seria muito irônico que houvessem ateus numa equipe que encontrou um presente de Deus, então eles leram a Bíblia.</p>
<p>Mas infelizmente não encontrei esse trechinho no livro <s>Segredo</s> Sagrado. Deus não teve assessor de imprensa, nem funcionário encarregado de Relações Públicas. Aliás, deve ser por isso que ninguém consegue concordar a respeito do que exatamente está escrito na Bíblia e abrem uma igreja nova para disseminar sua versão da história. Geralmente é esse pessoal de comunicação que dá uma luz quando o público está em dúvida. </p>
<p>Vamos lá, Deus, o que custa ter um assessor de imprensa? Eu até te recomendo o pessoal da Burson-Marsteller. Eles fazem assessoria do Bradesco e da Symantec; certamente vão poder te ajudar também. Se achares muito caro, tenho uma multidão de colegas da faculdade que gostariam de um estágio, mesmo que com pouca remuneração.</p>
<p>E Deus, se o petróleo é um presente teu para um país Cristão como é nosso lindo Brasil, por que afinal destes tanto dele para os árabes, que veneram um Deus chamado de Alá que dizem ser igual a ti mas é apenas um em vez de três? </p>
<p><i>Senso de humor é presente de Deus.</i></p>
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		<title>Nos bastidores da Rádio Gaúcha</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/08/nos-bastidores-da-radio-gaucha/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 18:51:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[RBS]]></category>

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		<description><![CDATA[Integrante do maior grupo de comunicação gaúcho (RBS), a rádio Gaúcha é a emissora de notícias de maior audiência do Rio Grande do Sul. Como parte da disciplina de Radiojornalismo I, que curso às sextas-feiras, visitei ontem, com o pessoal da turma, os estúdios e a redação de jornalismo da Rádio.
Constatei que a RBS usa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Integrante do maior grupo de comunicação gaúcho (RBS), a rádio Gaúcha é a emissora de notícias de maior audiência do Rio Grande do Sul. Como parte da disciplina de Radiojornalismo I, que curso às sextas-feiras, visitei ontem, com o pessoal da turma, os estúdios e a redação de jornalismo da Rádio.</p>
<p>Constatei que a RBS usa <a href="http://www.dell.com.br">Dell</a>. E também que os estúdios, onde normalmente vão visitantes (tais como entrevistados), são mais bonitos do que a redação, onde há mais computadores velhos do que se poderia esperar do maior grupo de comunicação do RS. Os monitores ainda são todos CRT, muitos ainda de 14&#8243;. Já nos estúdios, vê-se LCDs.</p>
<p>Os corredores são apertados e o teto baixo. Dizem estudos científicos que o teto baixo <a href="http://www.sciencedaily.com/releases/2007/04/070424155539.htm">limita a criatividade das pessoas</a>, forçando as a serem detalhistas. Se isto acontece lá, não sei. Sei que o estúdio ao vivo foi visto apenas por uma janela.</p>
<p>Contrasto isto com a minha visita ao Grupo Sinos, no primeiro semestre do ano passado. É outro grande grupo de comunicação do RS, mas muito menor do que a RBS. Operam a rádio ABC 900 AM. Na redação, todos os computadores, praticamente, eram novos, operando com LCDs de 17&#8243; e 19&#8243;. Nos PCs dos editores, os monitores estavam dispostos na vertical para permitir melhor diagramação das páginas. O guia que nos acompanhou no jornal afirmou, na ocasião, que era a redação mais bem equipada do RS. Duvidei, mas hoje não duvido mais.<sup class='footnote'><a href='#fn-197-1' id='fnref-197-1'>1</a></sup></p>
<p>É claro que esta comparação fica um pouco injusta, pois é bem provável que as redações da Zero Hora e, principalmente, da RBS TV, sejam de melhor qualidade que os da Gaúcha. Mas esta não é a principal questão que me chamou atenção &#8212; afinal, são apenas equipamentos. O que me chamou atenção foi que, em nossa visita à Rádio ABC, não apenas entramos no estúdio &#8212; onde Jorge Antunes apresentava um programa &#8212; mas também participamos <em>ao vivo</em>.</p>
<p>Na RBS, no mesmo horário, nem fomos permitidos a entrar no estúdio. Repara-se aí a diferença das duas rádios. </p>
<p>Que tipo de definição pode-se dar a isso eu não sei. Quem concorda com a RBS poderá dizer que eles foram mais profissionais e que a ABC não é inteligente por deixar que uma simples visita de alunos (de início de curso) interfira na rádio. Quem discorda dirá que é conservativismo. Dependendo da visão política, poderá dizer que a RBS é mais capitalista e refém dos anunciantes. Na questão artística, poderia se dizer que a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarta_parede">Quarta Parede</a> é mais protegida na RBS.</p>
<p>Independentemente de adjetivos, o fato foi este. E vai me servir de combustível para reflexão, quando me sobrar tempo.</p>
<h5>Tela azul no fim do dia</h5>
<p>Já em São Sebastião do Caí, às 23h15 da noite, deparei-me com uma BSOD (Tela Azul da Morte) em um PC de uma loja de informática. Antes de ser uma loja de informática, ali era um bar (ironicamente, o bar tinha o nome de &#8220;Einstein&#8221;). O pessoal da loja deixa os computadores ligados a madrugada inteira para rodar filmes, animações e outras coisas.</p>
<p>Um dos PCs estava com uma tela azul. O outro estava com um filme parado e bugado. Acredito que ele estava lendo aquele filme a partir do PC travado, por isto o erro.</p>
<p>Imagina se dá uma BSOD no PC ao vivo da rádio? </p>
<p>&#8211; &#8220;Pressione CTRL-ALT-DEL&#8230;&#8221; Oops. Prezados ouvintes, vou continuar lendo a notícia assim que o computador terminar de reiniciar.
<div class='footnotes'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-197-1'>Não lembro qual o OEM das máquinas no Grupo Sinos, infelizmente. Talvez nem sejam OEM. Na Unisinos, todas as máquinas são IBM. <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-197-1'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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