<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ira Racional &#187; Filosofia Vã</title>
	<atom:link href="http://altieresrohr.com.br/conteudo/filosofia-va/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://altieresrohr.com.br</link>
	<description>Emoção carregada de razão - por Altieres Rohr</description>
	<lastBuildDate>Wed, 11 Jan 2012 02:40:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	
		<item>
		<title>Grey Imprinting</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2010/05/grey-imprinting/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2010/05/grey-imprinting/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 May 2010 21:29:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=668</guid>
		<description><![CDATA[The grey paints a new color to the overcast sky every other second. The metamorphosing color sits between the shades of white and black made from the clouds that decorate it, replacing the blue. Among the airplanes, the birds, the sounds, the helicopters and the fake dullness, the uncertain stormy rain brings fear, uneasiness, and [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>The grey paints a new color to the overcast sky every other second. The metamorphosing color sits between the shades of white and black made from the clouds that decorate it, replacing the blue. Among the airplanes, the birds, the sounds, the helicopters and the fake dullness, the uncertain stormy rain brings fear, uneasiness, and sadness to those who might have plans ruined, or happiness to those who need some raindrops to fall and wash their soul, or for the lightning to make company to their grief.</em></p>
<hr />
<p>Simplesmente um parágrafo que escorreu na minha mente. Feito merda (sim, se fala merda neste blog). Mas quem sabe isso adube alguma coisa&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2010/05/grey-imprinting/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Ler também é um exercício&#8221;</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/07/ler-tambem-e-um-exercicio/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2009/07/ler-tambem-e-um-exercicio/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 08:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=608</guid>
		<description><![CDATA[Uma propaganda veiculada pela Rede Globo de Televisão há sabe-se lá quanto tempo (não é pouco) afirma: &#8220;ler também é um exercício&#8221;. O objetivo da propaganda é incentivar o hábito da leitura no povo do brasileiro. Embora prefira a abordagem da MTV, não tenho nada contra a propaganda da Globo. O que vale uma observação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma propaganda veiculada pela Rede Globo de Televisão há sabe-se lá quanto tempo (não é pouco) afirma: &#8220;ler também é um exercício&#8221;. O objetivo da propaganda é incentivar o hábito da leitura no povo do brasileiro. Embora <a href="http://www.abrelivros.org.br/abrelivros/texto.asp?id=1163">prefira a abordagem da MTV</a>, não tenho nada contra a propaganda da Globo.</p>
<p>O que vale uma observação nesse caso é o argumento usado pela propaganda: <strong>Ler vale a pena porque <em>é um exercício</em></strong>. Há uma carga de valor implícito nisso &#8212; <em>exercício é bom</em> &#8211;, e, se ler é um exercício, então ler também é bom. Se exercício não fosse bom, não valeria a pena compará-lo com a leitura &#8212; não com o objetivo da propaganda. </p>
<p>Há ainda outra carga implícita: quem está vendo não sabe que ler é um exercício. Porque, se a pessoa soubesse, não valeria a pena dizê-lo. Ao mesmo tempo, porém, a peça supõe que as pessoas sabem o que são exercícios e que eles são bons.</p>
<p>Ainda: normalmente quando se pensa em exercício, mentalizamos a ideia de exercício físico, e não exercícios mentais ou de imaginação.</p>
<p>Considerando tudo isso, chego nas perguntas: por que existe esse valor impregnado na cultura de que exercícios físicos são bons, enquanto a leitura não dispõe do mesmo privilégio? Por que não soa estranho dizer &#8220;<em>leitura é tão importante quanto exercícios</em>&#8220;, mas é estranho dizer &#8220;<em>exercícios são tão importantes quanto a leitura</em>&#8220;? </p>
<p>Aparentemente existe algo interno &#8212; da cultura, provavelmente &#8212; que qualifica exercícios físicos ao passo que desqualifica (ou pelo menos não eleva) a leitura. Interessante, no mínimo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2009/07/ler-tambem-e-um-exercicio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Penso, logo existo&#8221; Reverso</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/05/penso-logo-existo-reverso/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2009/05/penso-logo-existo-reverso/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 May 2009 09:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=485</guid>
		<description><![CDATA[Gostaria de fazer uma adaptação da reversal original, mostrada acima no excelente Trigun: Se você existe, prove: pense! Vale mencionar que não é erro de tradução &#8212; ele realmente disse &#8220;alive&#8221;/&#8221;vivo&#8221; (ikite). Se o mesmo termo foi usado no mangá, ou se o paralelo com a famosa frase de Descartes foi intencional&#8230; não sei. De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2009/05/trigun.jpg"><img src="http://altieresrohr.com.br/wp-content/uploads/2009/05/trigun-450x337.jpg" alt="trigun" /></a></p>
<p>Gostaria de fazer uma adaptação da reversal original, mostrada acima no excelente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trigun">Trigun</a>: <em>Se você existe, prove: pense!</em></p>
<p>Vale mencionar que não é erro de tradução &#8212; ele realmente disse &#8220;alive&#8221;/&#8221;vivo&#8221; (<i>ikite</i>). Se o mesmo termo foi usado no mangá, ou se o paralelo com a famosa frase de Descartes foi intencional&#8230; não sei. De qualquer forma, achei a ideia legal e, portanto, registro-a aqui no blog.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2009/05/penso-logo-existo-reverso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8230; [2]: O &#8220;me too&#8221; do Orkut</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/05/2-o-me-too-do-orkut/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2009/05/2-o-me-too-do-orkut/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 05:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de Nerd]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=477</guid>
		<description><![CDATA[Se você passou qualquer tempo razoável em tópicos de comunidades no Orkut e prestou atenção ao que estava &#8220;lendo&#8221;, deve ter visto este fenômeno: alguém diz sua opinião ou dúvida e, nos posts seguintes, outras pessoas citam a mesma frase acrescentando &#8220;[2]&#8221; (ou &#8220;[3]&#8220;, &#8220;[4]&#8220;&#8230;) para indicar que partilham do mesmo ponto de vista ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você passou qualquer tempo razoável em tópicos de comunidades no Orkut e prestou atenção ao que estava &#8220;lendo&#8221;, deve ter visto este fenômeno: alguém diz sua opinião ou dúvida e, nos posts seguintes, outras pessoas citam a mesma frase acrescentando &#8220;[2]&#8221; (ou &#8220;[3]&#8220;, &#8220;[4]&#8220;&#8230;) para indicar que partilham do mesmo ponto de vista ou incerteza. Isso não é nada além de uma modernização de uma conhecida expressão internética: &#8220;me too&#8221;.</p>
<p>A comparação mais adequada que consegui achar para entender o fenômeno &#8220;Orkut&#8221; é a Usenet do início até meados dos anos 90. Até 1993, a Usenet era reservada para instituições acadêmicas e o fluxo de novos usuários era previsível (sempre em setembro) e pequeno, pois estava restrito aos calouros das universidades. Depois de um tempo, estes se adequavam às normas de comportamento na rede.</p>
<p>Em 1993, a <em>America Online</em> (AOL) liberou o acesso de seus usuários de internet doméstica à Usenet, iniciando o chamado &#8220;setembro eterno&#8221; &#8212; um fluxo interminável de novos usuários sem qualquer conhecimento sobre netiqueta, isto é, o comportamento correto na rede. Entre as várias gafes dos usuários da AOL, uma delas é o &#8220;me too&#8221; (&#8220;eu também&#8221;): quando algo era postado, todo mundo que concordava com aquilo seguiria postando &#8220;me too&#8221;.</p>
<p>Penso que &#8220;[2]&#8220;. &#8220;[3]&#8220;, ou, alternativamente o mais curto &#8220;+1&#8243;, são extensões desse mesmo &#8220;me too&#8221; e, portanto, um comportamento pouco adequado na rede. Parece-me que mesmo usuários frequentes não se dão conta da paralelo entre o &#8220;me too&#8221; e o &#8220;[2]&#8220;; provavelmente, poucos se dão conta do paralelo Usenet/EUA / Orkut/Brasil.</p>
<p>Para mim, no entanto, o paralelo é claro. A AOL é responsável pela explosão da internet comercial nos EUA, e logo adicionou suporte para a Usenet &#8212; o primeiro meio de interação direta entre os usuários da rede. O meio de interação aqui no Brasil é o Orkut, e ele apareceu exatamente no período de ascensão do número de usuários, tendo, portanto, o mesmo significado da Usenet para nós.</p>
<p>Acho legal procurar paralelos entre a Usenet e o Orkut. Pode revelar muita coisa. E poderemos atestar que a Usenet toda está se repetindo aqui&#8230; a começar pelo setembro eterno e o &#8220;movimento&#8221; contra a inclusão digital, isto é, o desprezo para com os usuários sem instrução adequada que estão apenas começando a usar o computador para se comunicar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2009/05/2-o-me-too-do-orkut/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Onde queremos chegar?</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/05/onde-queremos-chegar/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2009/05/onde-queremos-chegar/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 May 2009 01:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=466</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Enquanto o mundo te cobra sempre um futuro A lama e a gloria são a mesma bosta&#8221; Violins &#8211; Entre o Céu e o Inferno &#8220;Entre o Céu e o Inferno&#8221; fala sobre a indefinição do ser humano no sentido do bem e do mal. Todos temos capacidade para ambos. E é bem provável que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Enquanto o mundo te cobra sempre um futuro<br />
A lama e a gloria são a mesma bosta&#8221;</p></blockquote>
<p align="right"><i>Violins &#8211; <a href="http://letras.terra.com.br/violins/1196248/">Entre o Céu e o Inferno</a></i></p>
<p>&#8220;Entre o Céu e o Inferno&#8221; fala sobre a indefinição do ser humano no sentido do bem e do mal. Todos temos capacidade para ambos. E é bem provável que nos localizemos em um campo &#8220;cinza&#8221; em vez de sermos divididos simplesmente entre o totalmente ruim (preto) e o puro e bom (branco). É no cinza, entre o céu e o inferno, que nossas ações e sentimentos estão.</p>
<p>Nossa incapacidade de atingir a perfeição garante a frustração contínua. Na lama e na &#8212; suposta &#8212; glória ainda estamos insatisfeitos. Queremos sempre mais, mas não sabemos quanto, e mesmo quando atingimos o que antes considerávamos ser o suficiente, vemos cada vez mais necessidades a serem atendidas, nossas exigências se elevam junto com o progresso, e o que antes parecia tanto agora já não é nem o suficiente. Também a pressão das outras pessoas sobre nós não é aliviada; se qualquer coisa, se potencializa com o sucesso, de modo que, se você simplesmente quer um pouco de paz, você será um covarde, como uma obra mal acabada.</p>
<p>Para quem está &#8220;mal&#8221;, a situação é idêntica, embora a pressão por melhorar seja simplesmente o desprezo por ele ou ela ser um &#8220;ninguém&#8221;.</p>
<p>Qual é a glória que procuramos? Onde queremos chegar, exatamente? <a href="http://www.overcomingbias.com/2007/03/tsuyoku_naritai.html">Querer sempre melhorar</a> é uma resposta, mas não é um objetivo finito &#8211; a perfeição é inalcançável. É, portanto, incompatível com outro desejo comum, qual seja, o de encontrar a paz. Enquanto há um conflito, uma inquietação, ali não não pode haver paz. (Se você conseguir conciliar isso, agradeço tutoriais passo a passo.)</p>
<p>Meu argumento é simples. Não há paz para ser encontrada no progresso. Uma corrida só acaba porque o número de voltas foi pré-estabelecido. O progresso &#8212; nosso, individual, ou coletivo, do mundo &#8212; nunca irá parar de &#8220;dar voltas&#8221;, e nunca poderemos dizer que algo acabou ou quem foi o vencedor, se não estabelecermos um objetivo.</p>
<p>Felizmente, não precisamos dar ouvidos aos objetivos (não-)estabelecidos dos outros. Mas então, onde cada um de nós quer chegar?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2009/05/onde-queremos-chegar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não falar ao acaso aumenta suas chances de dizer algo que presta</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2009/04/nao-falar-ao-acaso-aumenta-suas-chances-de-dizer-algo-que-presta/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2009/04/nao-falar-ao-acaso-aumenta-suas-chances-de-dizer-algo-que-presta/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 07:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[razão]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=292</guid>
		<description><![CDATA[Estava na pauta do blog há meses um post com o título &#8220;O medo de as palavras terem feito&#8221;, no qual eu falaria sobre as opiniões deixadas ao acaso diariamente e que provavelmente ninguém se atreveria a dizer se de fato tivessem que provar o que dizem ou se corressem o risco de serem cobrados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava na pauta do blog há meses um post com o título &#8220;O medo de as palavras terem feito&#8221;, no qual eu falaria sobre as opiniões deixadas ao acaso diariamente e que provavelmente ninguém se atreveria a dizer se de fato tivessem que provar o que dizem ou se corressem o risco de serem cobrados depois para ver o que acertaram.</p>
<p>Eis que um novo <a href="http://www.overcomingbias.com/2009/04/score-your-beliefs.html">estudo científico</a> fala por mim. Em resumo, os cientistas descobriram que as pessoas conseguiram acreditar em coisas mais plausíveis quando sabiam que a crença delas seria julgada mais tarde e não simplesmente deixada no acaso de uma conversa.</p>
<p>Fica a lição: não falar ao acaso aumenta suas chances de dizer algo que presta. Registre suas crenças e achismos para julgá-los depois.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2009/04/nao-falar-ao-acaso-aumenta-suas-chances-de-dizer-algo-que-presta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Citação do ano</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/12/citacao-do-ano/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/12/citacao-do-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 07:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[imparcialidade]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=435</guid>
		<description><![CDATA[Não é tão grande assim para ser a &#8220;citação do ano&#8221;, mas eu precisava registrar essa excelente frase do Robin Hanson, lá do Overcoming Bias, e certamente não vai ter mais outro registro desse gênero ainda este ano aqui no blog. Então segue: We sincerely believe that the world would be better off with a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é tão grande assim para ser a &#8220;citação do ano&#8221;, mas eu precisava registrar essa excelente frase do Robin Hanson, lá do <a href="http://www.overcomingbias.com/2008/12/who-cheers-the-referee.html">Overcoming Bias</a>, e certamente não vai ter mais outro registro desse gênero ainda este ano aqui no blog. Então segue:</p>
<blockquote><p>We sincerely believe that the world would be better off with a fair neutral way to evaluate political claims, but mainly because we expect such evaluations to favor our side.</p></blockquote>
<p>Expressou em uma frase o que eu tentei dizer no post <a href="http://altieresrohr.com.br/2008/07/a-imparcialidade-e-a-verdade/">A Imparcialidade e a Verdade</a>. Hanson já disse coisas com as quais não consigo concordar, mas aí acho que ele acertou na mosca.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2008/12/citacao-do-ano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O conforto da indefinição da culpa</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/12/o-conforto-da-indefinicao-da-culpa/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/12/o-conforto-da-indefinicao-da-culpa/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 01:32:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=431</guid>
		<description><![CDATA[Existe um texto chamado A forma da notícia em que Muniz Sodré afirma que incertezas são desconsertantes. Ele diz que o jornalismo evita notícias &#8220;negativas&#8221;. Mas o exemplo dado não é o que se espera: Sodré diz que é preferível dizer que o cigarro faz mal à saúde do que afirmar que não sabe se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe um texto chamado <i>A forma da notícia</i> em que Muniz Sodré afirma que incertezas são desconsertantes. Ele diz que o jornalismo evita notícias &#8220;negativas&#8221;. Mas o exemplo dado não é o que se espera: Sodré diz que é preferível dizer que o cigarro faz mal à saúde do que afirmar que não sabe se quais são seus efeitos. Logo, a negatividade está na incerteza, no desconhecido, na indefinição.</p>
<p>Porém existem casos em que a indefinição serve como atenuador ou analgésico: os que envolvem a distribuição da culpa. Quando se procuram suspeitos ou responsáveis por qualquer coisa, nada parece mais razoável, correto e diplomático do que dizer: &#8220;todos tiveram sua parcela de culpa, não vamos apontar o dedo para ninguém em específico&#8221;.</p>
<p>A atual crise financeira exemplifica isso muito bem, especialmente o joguinho de &#8220;não fui eu, foi você&#8221; que rolou nos EUA. Enquanto os conservadores culpavam os progressistas, estes apontavam o dedo na direção oposta. Não demorou até que os especialistas, razoáveis e diplomáticos, dissessem que tanto Democratas quanto Republicanos eram culpados pela situação, provocada por erros de várias administrações.</p>
<p>E isso agradou a todos.</p>
<p>Se alguém teve coragem de dizer quem foi o <i>mais</i> culpado entre os culpados, eu não vi. Qualquer um que tentasse isso acabaria na mesma situação dos extremistas que procuravam um único culpado. Voltaria à mesa o debate passional e, quem sabe, acusações de que &#8220;tudo é relativo&#8221; e que não dá para determinar quem foi mais ou menos culpado. Apelos à burrice, se qualquer coisa.</p>
<p>Quando o acusador deixa aberto o tamanho da culpa, ele deixa todos felizes porque cada um pode interpretar os fatos à sua maneira. O Republicano vai jurar que os Republicanos tiveram uma parcela de culpa menor do que os Democratas. E vice-versa. Todos lêem um texto diferente, indefinido, vago. E assim ninguém tem objeções.</p>
<p>No Brasil, fato semelhante ocorreu com o caos aéreo. Houve quem culpou o governo. Houve quem culpou as companhias aéreas. Entre uma coisa e outra, a culpa foi distribuída e, no fim das contas, ninguém pagou a dívida. Pessoas ainda não foram indenizadas, o assunto saiu dos meios de comunicação e não tardará a sair da memória da maioria da população, se não voltar a ocorrer. Muito provavelmente alguns dos incompetentes executivos e políticos responsável pelo caos continuam com seus cargos bem-pagos. </p>
<p>Essa posição indefinida e ambígua é tão diplomática e popular que Obama e McCain &#8212; mas principalmente este último &#8212; tentaram distanciar-se dos partidos e &#8220;trabalhar junto&#8221; para achar as soluções. Aparentemente os dois esqueceram que a divisão entre os partidos existe justamente porque discordam a respeito de como as soluções devem tomar forma.</p>
<p>Aos defensores do relativismo, só digo que, se tudo é relativo, o próprio relativo é absoluto. Logo, ainda estamos trabalhando com absolutos: o próprio relativo, cujo oposto é a verdade. Isso pode até ser diplomático, mas facilmente esconde as causas do problema e, muito provavelmente, o caminho para a solução.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2008/12/o-conforto-da-indefinicao-da-culpa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A reciprocidade do desprezo</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/11/a-reciprocidade-do-desprezo/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/11/a-reciprocidade-do-desprezo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 05:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=415</guid>
		<description><![CDATA[Acabei de instalar o OpenSuse 11. E agora, como sempre após a instalação de um Linux, é aquele momento de longa espera até que os downloads e as instalações de todos os softwares terminem. Pelo menos boa parte das minhas configurações ele importou, então é um estresse a menos. Aproveito este tempo de total improdutividade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de instalar o OpenSuse 11. E agora, como sempre após a instalação de um Linux, é aquele momento de longa espera até que os downloads e as instalações de todos os softwares terminem. Pelo menos boa parte das minhas configurações ele importou, então é um estresse a menos.</p>
<p>Aproveito este tempo de total improdutividade para escrever um post que já está há algum tempo em minha cabeça. Pode parecer óbvio o assunto, já pelo título, mas gostaria de elaborar um pouco.</p>
<p>O desprezo é um sentimento como qualquer outro. Admiração, raiva, nojo. Mas o interessante é a tendência que ele tem de ser recíproco. Se no amor a reciprocidade é desejada e nem sempre aparece, no desprezo ela rouba a cena mesmo sem ser notada.</p>
<p>O cidadão que despreza outro por ele ser promíscuo demais, por exemplo, é geralmente desprezado pelo outro por ser estúpido, antiquado ou, como dizemos aqui, &#8220;quadrado&#8221;. Ou, ainda, &#8220;grosso&#8221;.</p>
<p>Fato semelhante ocorre com os nerds e outros párias da sociedade, que às vezes desprezam as outras pessoas por serem fúteis. Ao mesmo tempo, eles são desprezados por estas pessoas por serem estranhos, pouco sociáveis ou mesmo desprovidos de destreza manual ou de conhecimento do senso comum. Com isso, cada um permanece no seu canto, indiferente à opinião alheia (por desprezá-la). </p>
<p>Sendo assim, não é rídicula a hipótese de que o desprezo é, acima de tudo, um mecanismo de defesa contra ataques ao nosso modo de vida. Sem condições lógicas, coerência ou consistência para atacar uma certa atitude ou ponto de vista, resta-nos apenas o desprezo.</p>
<p>Não proponho a limitação ou opressão do desprezo, pois seria auto-censura e mais pareceria um dogma cristão. Mas não descarto a necessidade de uma reflexão: por que (eu) desprezo (o Outro)? Tenho motivos racionais para desprezar? É realmente impossível viver dessa forma ou ter essa opinião que desprezo?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2008/11/a-reciprocidade-do-desprezo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sucesso no Brasil não é feio. Pelo contrário.</title>
		<link>http://altieresrohr.com.br/2008/11/sucesso-no-brasil-nao-e-feio-pelo-contrario/</link>
		<comments>http://altieresrohr.com.br/2008/11/sucesso-no-brasil-nao-e-feio-pelo-contrario/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 19:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Altieres Rohr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia Vã]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[suddenoutbreakofcommonsense]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://altieresrohr.com.br/?p=394</guid>
		<description><![CDATA[Há quem diga que o sucesso no Brasil é feio. Que não é bem visto. Que ser famoso não é bonito. Etc. Tenho que discordar. Aos meus olhos, a verdade é bem o contrário. O ser famoso, no Brasil, é lindo. E exagerado &#8211; especialmente nos peitos e na bunda, ou talvez na magreza, se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem diga que o sucesso no Brasil é feio. Que não é bem visto. Que ser famoso não é bonito. Etc.</p>
<p>Tenho que discordar. Aos meus olhos, a verdade é bem o contrário. O ser famoso, no Brasil, é lindo. E exagerado &#8211; especialmente nos peitos e na bunda, ou talvez na magreza, se for mulher. Tem um rostinho amável de se ver. A voz não importa muito: pode ter sotaque de interior, com péssima dicção e pensamentos tão desorganizados que seriam melhor entendidos no SAP e mais bem aproveitados no Mute. Mas repito: isso não importa. O ser famoso é lindo.</p>
<p>E todo mundo quer ver o sucesso. Nas revistas, nos jornais, na TV. Na Playboy, se for possível, também. Mas ninguém quer ver o famoso num teste de conhecimentos gerais sério. Mas não é porque não fazem questão de saber que a pessoa é inteligente ou não, mas porque todos já sabem o resultado. E não tem graça ser informado a respeito do que já se sabe. Quando tem algo assim, chamam de Concurso de Inteligência. Mas o nome ideal seria diferente: a avalanche do fútil.</p>
<p>Mas nada disso retira crédito do fato: o sucesso é (e está) no lindo, não no feio. O sucesso quer ser visto, não escondido. </p>
<p>Então não compreendo esta história que contam sobre a feiúra do sucesso e da fama no Brasil. É claro que muitos são invejosos, mas o fato é que a grande maioria das pessoas possui a inveja quero-ser-como-ele(a), não a &#8220;inveja (sic) desprezadora&#8221;, aquela que tenta repensar os valores da sociedade.</p>
<p>O outro fato é que o ditado de &#8220;sucesso é feio&#8221; serviu como uma luva para as pseudocelebridades que, incapazes de lidar com crítica e de reconhecer que sua fama pode estar imersa na futilidade, precisam de um ditado superficialmente profundo para justificar sua própria superficialidade.</p>
<p>O que mostra mais uma vez a falta de reflexão. Porque o barco só encalha em mares rasos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://altieresrohr.com.br/2008/11/sucesso-no-brasil-nao-e-feio-pelo-contrario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

