Egotrip

O Portal3, site do Curso de Comunicação da minha universidade1, sempre faz matérias sobre alunos da universidade que trabalham em empresas conhecidas do mercado.

Resolveram fazer uma matéria comigo. Senti-me numa longa egotrip dando esta entrevista. Não gosto muito de falar de mim mesmo. Mas foi uma boa reflexão (e exercício para minha preguiçosa memória) analisar tudo o que passei nos últimos seis anos.

Fiz questão de dizer que fiz dois cursos de informática que não me ajudaram. Fiquei sabendo que uma das escolas que freqüentei, a Solução Fácil (na época ainda “Styllu’s Informática”) andou usando meu nome em suas propagandas desde que consegui uma parceria com o UOL. A qualidade do curso deles, porém, pode ser resumida pelo título da página principal do site: “Untitled Document”. Não há título. E não há qualidade.

A outra escola, que freqüentei primeiro, só não me ajudou porque o dono dela, Marcos Martins da Silva, teve uma paciência enorme para me aturar quase todos os dias lá no ano de 2001. Aprendi muita coisa observando-o consertar os computadores, desenvolver bancos de dados no Access (conhecimento que foi imensamente útil quando comecei a estudar ColdFusion), entre outros. Mais tarde, eu não era mais apenas um aprendiz, mas um colega de trabalho, porque tornei-me instrutor estagiário de uma turma e comecei a fazer alguns serviços, como instalação de internet.

O curso, claro, não me ensinou muito, dado o quanto eu já sabia, mas fiz apenas para recompensá-lo um pouco por tudo aquilo que ele me ensinou de graça. Esta escola, onde praticamente vivi durante um ano e meio, hoje já não existe mais.

  1. Já mencionei aqui anteriormente; o número três é por conta do “Centro 3″

Postar em blog é compulsão, se for durante a lua-de-mel

Da Folha Online:

Atualização de blog em lua-de-mel indica compulsão, dizem especialistas

A vontade incontrolável de postar em diários virtuais em vez de viver no mundo real é vista por especialistas como um vício ou, no mínimo, compulsão pela internet. Ambos surpreenderam internautas na última semana ao atualizarem seus blogs em plena lua-de-mel.

O caso de Lucas foi o que mais repercutiu na internet: algumas horas após seu casamento com a cantora Sandy, o músico já havia postado suas impressões sobre a festa e prometia divulgar mais informações no decorrer do fim de semana.

Como alguém outro já disse (desculpe-me por ter esquecido da fonte): ler livros o dia todo é intelectual, ler na internet o dia todo é vício. Tudo que é feito na Internet parece ser vício. E se em vez de “atualizar blog” fosse “escrever diário”? Qual o problema?

Os especialistas adoram criticar as novas maneiras que as pessoas encontram para lidar com suas frustrações. Afinal, assim continuam com seu emprego. Filósofos passaram suas vidas escrevendo suas frustrações; artistas, pintando e atuando; poetas, versificando. E quem estava lá para dizer que eram doentes? Muito provavelmente, o eram. Mas encontraram uma saída diferente das demais pessoas, que também lidam com suas frustrações — muitas vezes por meio da religião. promiscuidade e outros meios.

Lide com o fato: postar textos na internet sobre assuntos e acontecimentos interessantes e ter retorno com isso pode ser mais legal do que você pensa. E isso não é errado.

Culpem o Lucas

Infelizmente para os outros dois de vocês que lêem este blog — cada vez menos famoso, se o AWStats não mente — o Lucas do ARIS-LD foi ler o código do BankerFix 3 e achou a referência ao jogo não mencionado no outro post.

Sim, é o Zone of the Enders: The 2nd Runner. Com produção de Hideo Kojima, mais conhecido pela consagrada série Metal Gear, ZotE 2 é um jogo em que se controla um robô gigante sem as complicações de outras séries mais realistas como Gundam ou Armored Core. É simplesmente tiro mísseis lasers projéteis de todo tipo voando em todas direções (quando eu jogo, a minha é a única direção para qual eles não vão1).

Lembro aqui: ainda falta o easter egg.

Para este post não ficar tão curto, preciso então dizer aqui que a subrotina SecondRunner() do BankerFix tem história.

Atualmente encontrada no update.vbs da pasta “rotinas”, ela estava inicialmente no Iniciar-BankerFix.vbs, antes de eu descobrir uma maneira de fazer includes no VBScript. Em vez de subrotina, era uma variável. Foi resultado da minha primeira tentativa de criar uma tradução para o “banker.bat”: em vez de usar o comando type do prompt para puxar as frases traduzidas de um .txt, a idéia era gerar um um banker.bat substituindo todas as linhas marcadas para tradução.

O código VBS era assim:

'Build new banker.bat
SecondRunner = ParseFileIntoString("banker-multiple.bat")
RunnerLang = ParseFileIntoArray("lang/bat-" & slang & ".txt")

i = 0

For Each TranslatedLine in RunnerLang
	SecondRunner = Replace(SecondRunner, "L$" & i & "$", TranslatedLine)
	i = i+1
Next

BankerBat = FSO.OpenTextFile("banker.bat", 2, True)
BankerBat.Write SecondRunner
BankerBat.Close

O banker-multiple.bat era o .bat original, sem frase nenhuma, apenas contendo L$1$, L$2$, etc, onde os números eram a linha equivalente no arquivo de tradução. slang era a variável que continha o idioma que seria usado (originalmente, o BankerFix 3 iria acompanhado de todos os idiomas que tivesse suporte — eles não seriam baixados da internet como hoje).

Não quis abandonar a referência ao Zone of the Enders. Por isso, a função que roda da segunda vez em diante que o Iniciar-BankerFix.vbs é executado recebeu o nome de SecondRunner. No contexto original, ‘SecondRunner’ era o segundo bat criado pela ferramenta.

  1. Mentira.

A maior novidade do BankerFix 3 é um ovo de páscoa

Saiu o BankerFix 3.0. As duas primeiras versões do BankerFix, v1 e v2-AIRPORT tiveram nada menos que dois milhões e cem mil downloads.

Disse, lá no Linha Defensiva, em outra ocasião, que o sucesso do BankerFix é reflexo do fracasso das autoridades em combater o cibercrime. Mantenho o que disse, mas não é intenção entrar em uma grande reflexão a respeito disso neste post.

Em vez disso, prefiro apenas anunciar a existência de um ovo de páscoa (easter egg) no BankerFix 3.

O Linha Defensiva tem um desde que foi criado (um erro HTTP 666 especial) e acho que os únicos que o viram foram aqueles para quem eu mostrei.

O do BankerFix 3 é ainda menos engraçado que minha infame piada nerd, mas está lá.

Em nota relacionada, não me canso de referências a jogos. Além do codinome “Valkyrie”, baseado no clássico Valkyrie Profile, e dos meus PCs terem seus hostnames configurados como personagens do fantástico jogo de PSX Xenogears (Id, Krelian, Elhaym e Soylent1), há ainda uma função no script de atualização do BankerFix 3 que tira seu nome de outro jogo de videogame. Sinta-se livre para encontrá-la, se estiver se sentindo com sorte e entediado.

BankerFix 3 foi desenvolvido em

  • Código VBS, arquivos texto e batch: SciTE (Ubuntu Linux) e Notepad++ (Windows Vista Home Premium)
  • PHP: Screem HTML Editor (Ubuntu Linux)
  • Teste: Windows XP Professional SP2 rodando em VirtualBox sob CentOS 5
  • Teclado: Genius. Eu não sei se por coincidência ou outro motivo, uso teclados da Genius fazem seis anos. Estou agora no meu terceiro teclado da Genius, um Slimstar 310 que comprei faz pouco tempo. Porém quero trocá-lo, quando tiver um dinheiro sobrando, por um Comfort Curve 2000 da Microsoft.

Ferramentas utilizadas para desenvolver o BankerFix em épocas anteriores:

  • Dreamweaver MX e EditPad Lite (sob Windows 2000 Professional)
  • gVim (Ubuntu Linux)

O BankerFix também é fruto de vários litros de Coca-Cola.

  1. Que não é um personagem do Xenogears, mas existe no jogo com o mesmo significado que carrega em outro clássico da ficção científica, o Soylent Greens.

Piada nerd?

Minha tentativa de fazer uma piadinha nerd infame segue:

man@woman:~/love$ ./configure
Checking if systems match… Done
Setting up multiplication protection… Done
Setting start up speed as slow… Done
Darkening backgrounds… Done.
Configure ran successfully.

Type ‘make love’ and have fun.

man@woman:~/love$ make love

This can take a while, depending on your system performance.

:D

Frist psot

Este deve ser o oitavo “1º post” que faço, contando sites/blogs que já tive e os que ainda estão no ar. Aliás, a metade deles ainda está no ar (conte este: 4). Bom que tantos já se foram – todos me ensinaram alguma coisa. Mas nunca me ensinaram a fazer um bom primeiro post.

Então só digo aqui que este blog – cujo título não está na URL e pode ser mudado no futuro – é realmente um blog pessoal. Quer dizer, pretendo publicar aqui qualquer coisa que seja de minha autoria, quem sabe tecer alguns comentários aqui e ali. Mas não posso dizer exatamente o que será encontrado aqui… isso podemos dizer depois que alguma coisa for de fato publicada (se for! meu histórico para manutenção de blogs não é positivo).

O Zero Negativo não será mais atualizado. Mas de certo isso pouco importa, já que ninguém mais o lia.