Aviso aos corajosos leitores

A todos os três leitores desse blog que assinam o feed e conhecem o site o suficiente para estranhar alguma mudança, um aviso: iniciei um trabalho de conclusão na faculdade que consiste em refazer um site. A plataforma que escolhi é o WordPress, e estou fazendo o tema em cima do Thematic Framework, usado há um bom tempo aqui no blog. Logo,alguns posts vão ter alguns recursos desnecessários ou estranhos porque quero conhecer o Thematic a fundo. Até o exercício de colocar anúncios foi útil para isso. O add_action() do WordPress ainda era um mistério para mim. Não mais.

Agradecemos a compreensão.
A Direção (hein?)

Bandwidth Limit Exceeded

Quase que eu fiquei feliz porque a quantidade de banda alocada para este blog, pela primeira vez, não foi suficiente para passar o mês.

Nem tenho motivo. Foi só um buscador russo que acessou o site umas mil vezes.

Ahhhh… decepções.

Um tanto diferente, mas melhor?

Certo então, Fernando, e outros possíveis leitores do blog. Acabei de mudar o layout aqui. Opiniões?


Update: Na verdade o blog estava bem diferente. Segue screenshot. No entanto, achei, outro tema tão clean quanto o blogtxt e estou utilizando ele por enquanto. Se acham que eu deveria ficar com o anterior, ou com esse da screen, é só comentar.

ira-arclite

A compreensão do que escrevo

Escrevendo o último texto aqui publicado, Palavras Escolhidas, reparei o quanto do que coloco nesses versos é para minha própria memória. Talvez nessas partes tudo pare de fazer sentido para outros leitores (se é que outros leitores).

Normalmente eu iria preocupar-me em escrever de outra forma, de maneira a permitir uma comunicação melhor. Mas, nesse caso, prefiro que continue assim. Gosto de ver, no próprio texto, o motivo que me fez escrevê-lo, embora de uma maneira bem indireta.

É verdade que isso entra como ruído na mensagem principal, mas creio ser uma boa troca. Dos 220 textos que escrevi até hoje, meros 32 foram publicados neste blog. Muitos desses outros teriam mais ruído do que mensagem para um leitor que não eu mesmo, acredito. Então o que está aqui já é o que considero melhor nesse sentido.

O jornalismo, os blogs, o Imprensa Marrom, a Veja e o Vírgula

O tempo anda curto para escrever qualquer coisa aqui, mas tenho certeza absoluta uma esperança otimista dizendo que os leitores deste blog persistem incansáveis, olhando seus feeds e esperando por um texto novo.

Pois bem. Gostaria comentar brevemente (dentro do possível) sobre um post no blog do Imprensa Marrom. O autor, Gravatai Merengue, mostra o que ele parece considerar abusos de um blog do portal Vírgula para descreditar uma crítica publicada pelo mesmo portal à revista Veja. A matéria do Vírgula questionou (não afirmou) que talvez a Veja teria exposto demais o caso do Fábio Assunção, ao estampá-lo na capa de revista sem nem mesmo ter conseguido falar com o próprio.

Nada a comentar sobre a qualidade do texto ou o blog do Imprensa Marrom de modo geral. Não acompanho, não poderia. Mas é até melhor para não partir para o erro das generalizações.

O que afirmo aqui é que os argumentos não se sustentam. Pelos comentários deixados na matéria é possível perceber que o “Te Dou um Dado?” (TDUD?), o blog que o Imprensa Marrom usa para fundamentar suas críticas, é uma produção independente do Vírgula, incorporada pelo portal após já existir durante um tempo, muito provavelmente na mesma forma de parceria utilizada por outros portais.

Eu não posso adivinhar os específicos das parcerias do Vírgula, que certamente são diferentes da experiência que tive, mas essa é uma informação que faz falta no post do Imprensa Marrom. Pois, dependendo da relação que ambos têm, o post iria por água abaixo.

Em poucos momentos é analisada a reportagem da revista e a crítica em si. Vê-se, basicamente, o seguinte:

  1. Vírgula critica Veja por abusar da história de Fábio Assunção
  2. Crítica é desmerecida porque a matéria é supostamente boa
  3. Mas o Vírgula tem um telhado de vidro por conta do TDUD? e portanto não poderia fazer a crítica

Essa lógica é falaciosa, do tipo “teu passado te condena” ou “envenenamento de poço”. Por mais problemas que tivesse ou tem o Vírgula, não se pode tirar a conclusão de que o portal não poderia criticar ninguém porque tem conteúdo de nível ainda mais baixo sob seu domínio. A argumentação deveria, em todo instante, ter permanecido a respeito do que foi dito sobre a matéria e o que de fato a matéria contém.

Pior ainda seria se fosse confirmado que o TDUD? não faz parte, nem mantém contato com a mesma redação que fez a crítica original. Porque existe isso e essas redações, às vezes, não se falam. E se contradizem. E se repetem. E outras coisas mais. Essa é uma informação — a ligação entre o portal Virgulando e o blog TDUD? — que falta no Imprensa Marrom. É também uma informação que só poderia ser obtida se o Vírgula tivesse sido confrontado antes mesmo da publicação da matéria. Mas não vejo isso acontecendo em blogs; nunca as partes envolvidas são consultadas1.

Os blogs têm direito a publicar algo sem consultar ninguém? Sem dúvida, creio que devem possuir esse direito — como eu agora publico isso aqui sem perguntar nada ao autor do Imprensa Marrom. Mas da mesma forma que os blogs exigem casca grossa dos jornalistas, também é preciso casca grossa para agüentar as críticas. O Gravatai não gostou que os jornalistas foram lá para se defender:

Editores de um portal NÃO PODEM VIR AQUI – e de início sem nem mesmo uma identificação adequada! – um pouco para ‘debater’, um pouco para ‘intimidar’, para no fim das contas cobrar de mim uma ‘coerência’ que ELES não tiveram e não têm. Eu não vou lá cobrar nada deles. Eu cobro aqui, no MEU blog. Eu uso o MEU espaço para fazer a MINHA crítica. E minha caixa de comentários não pode ser invadida pelos EDITORES DO PORTAL que eu critico como um blogueiro livre.

Bem nessa. Publicou algo no espaço próprio, sem consultar as partes envolvidas, o que teria evitado tudo isso. Onde ele queria que os editores fossem se defender? Caixa de comentários não é para caverna de ecos.

Há uma reclamação a respeito da identificação dos editores. Supondo que eles quisessem se esconder? Não faz diferença. O que é importa é o que é dito, não quem diz.

Tem uma parte ainda mais complicada:

Não vale exigir de mim um pacifismo que não tiveram – haja vista que minhas críticas ao Vírgula não foram personalistas, mas dirigidas ao portal, às reportagens e tudo embasado em provas e demonstrado da melhor forma possível. Claudia e Camilo, ao contrário, vieram aqui e falaram DE MIM.

Como, exatamente, um jornalista pode criticar um blog feito por um único blogueiro sem criticar o próprio blogueiro? Qualquer crítica ao Ira Racional, por exemplo, é uma crítica à mim, é impossível ser de outra forma, a não ser que eu esteja fingindo algo que não sou.

Matéria assinada não é necessariamente a posição do portal, mas da jornalista, que muito provavelmente nem está envolvida com o TDUD?, mesmo que o portal esteja. Que farão os editores senão defender sua repórter?

Não que a crítica dos editores tenha sido justa. Pelo contrário. Começar falando que o Gravatai tem “muito tempo” para fazer a pesquisa é mais um envenenamento de poço na busca de descreditar o que foi dito, sem de fato conseguir fazê-lo realmente.

Mas é importante enfatizar que não importa aqui o resto do portal. Importa sim a matéria específica e o que nela estava escrito. Porque o texto assinado, embora seja produção do portal, é também produção do sujeito que o escreveu. Distanciar-se do específico e do pessoal, buscando problemas na produção de outras pessoas, para um veículo que pode até possuir independência editorial, não é legal, não tem fundamentação boa.

Eu me coloco no lugar da repórter. Imagino se faço um texto para um determinado portal depois vejo-o atacado por conta de outros textos publicados no mesmo espaço, sendo forçado a ver minhas palavras fragilizadas pelo que não escrevi e pelo o que não posso controlar. Parece-me uma injustiça.

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Sim, essa é uma questão que envolve o jornalismo. E sua interação consigo mesmo e com os blogs. Interessantes para se analisar. E triste para ver a que ponto a falta da vontade de ouvir o outro lado — dos blogs e seu achismo — e o medo de conversar com blogueiros — dos jornalistas e sua arrogância que não quer legitimá-los — leva a história.

E o parágrafo acima não trata de ninguém em específico. Esse, sim, é generalizado. Mas voltando ao específico, peço nesse texto que cada palavra seja analisada pelo que diz. Assim, minha crítica aqui não é destinada ao Imprensa Marrom ou sobre o Gravatai, mas especificamente sobre os textos linkados. Também não tenho interesse em defender o Vírgula: já fui silenciosamente ignorado por eles.

É bem possível que o Gravatai esteja certo sobre um exagero do Vírgula. Ou mesmo que criticar a Veja seja sim uma posição do próprio portal (seu ponto central). Mas isso não quer dizer que exista a mesma verdade em todos os argumentos usados. É possível, como dizem, escrever certo sobre linhas tortas.

  1. É verdade que os blogs têm dificuldade em conseguir essa conversa. Mas ninguém tenta. Se tivessem se negado a falar, não poderiam estar reclamando de nada agora.

Idéias se perdem com o tempo

Antes de eu iniciar este blog, tinha em mente a escrita de vários posts. Muitos deles se materializaram, enquanto outros demoraram mais a sair. Para a composição destes, pensei muito, em dias infrequentes, e bastou sentar e teclar.

Um dos textos que queria publicar, porém, não saiu: uma resenha do anime Haibane Renmei. Hoje poderia escrevê-lo, mas tenho que lidar com o triste fato de que não lembro nada do que pensei em dizer. Preciso reconstruir minhas idéias e, quem sabe, anotá-las para não perdê-las.

Uma professora minha sugeriu que levássemos sempre um caderno de anotações e anotássemos quaisquer idéias que tivéssemos, a qualquer hora. Ela sabia do que falava.

Fico pensando a respeito do que imaginei para certos posts e que já não lembro mais; idéias adquiridas em momentos perdidos para sempre. Dramático? Pode parecer, mas, se qualquer coisa, a vida é um presente artesanal disfarçado de dramalhão mexicano.

Egotrip

O Portal3, site do Curso de Comunicação da minha universidade1, sempre faz matérias sobre alunos da universidade que trabalham em empresas conhecidas do mercado.

Resolveram fazer uma matéria comigo. Senti-me numa longa egotrip dando esta entrevista. Não gosto muito de falar de mim mesmo. Mas foi uma boa reflexão (e exercício para minha preguiçosa memória) analisar tudo o que passei nos últimos seis anos.

Fiz questão de dizer que fiz dois cursos de informática que não me ajudaram. Fiquei sabendo que uma das escolas que freqüentei, a Solução Fácil (na época ainda “Styllu’s Informática”) andou usando meu nome em suas propagandas desde que consegui uma parceria com o UOL. A qualidade do curso deles, porém, pode ser resumida pelo título da página principal do site: “Untitled Document”. Não há título. E não há qualidade.

A outra escola, que freqüentei primeiro, só não me ajudou porque o dono dela, Marcos Martins da Silva, teve uma paciência enorme para me aturar quase todos os dias lá no ano de 2001. Aprendi muita coisa observando-o consertar os computadores, desenvolver bancos de dados no Access (conhecimento que foi imensamente útil quando comecei a estudar ColdFusion), entre outros. Mais tarde, eu não era mais apenas um aprendiz, mas um colega de trabalho, porque tornei-me instrutor estagiário de uma turma e comecei a fazer alguns serviços, como instalação de internet.

O curso, claro, não me ensinou muito, dado o quanto eu já sabia, mas fiz apenas para recompensá-lo um pouco por tudo aquilo que ele me ensinou de graça. Esta escola, onde praticamente vivi durante um ano e meio, hoje já não existe mais.

  1. Já mencionei aqui anteriormente; o número três é por conta do “Centro 3”