Aviso aos corajosos leitores

A todos os três leitores desse blog que assinam o feed e conhecem o site o suficiente para estranhar alguma mudança, um aviso: iniciei um trabalho de conclusão na faculdade que consiste em refazer um site. A plataforma que escolhi é o WordPress, e estou fazendo o tema em cima do Thematic Framework, usado há um bom tempo aqui no blog. Logo,alguns posts vão ter alguns recursos desnecessários ou estranhos porque quero conhecer o Thematic a fundo. Até o exercício de colocar anúncios foi útil para isso. O add_action() do WordPress ainda era um mistério para mim. Não mais.

Agradecemos a compreensão.
A Direção (hein?)

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Dell Precision T3500 e monitor U2211H

Faz tempo que não atualizo e pensando aqui em um tema pensei em escrever brevemente sobre minhas aquisições recentes, o computador Dell Precision T3500 e o monitor acompanhante, o modelo U2211H — que apesar no 22 no nome do modelo tem na verdade 21,5 polegadas.

O Dell Precision T3500 não é um computador comum. E também não é caro por acaso. Além dos três anos de garantia mínima, comum a todas as ofertas empresariais da Dell, o Precision usa processador Xeon. Vale lembrar que o T3500 é o único Precision produzido no Brasil; os outros dois modelos, o Precision 5500 e o 7500, são importados. Leia Mais »

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“Eu contava degraus para passar o tempo”

Já que o blog está sem posts, pensei em alimentá-lo com trabalhos da faculdade que não foram publicados. Segue um.


“Eu contava degraus para passar o tempo”

Motoristas de ônibus universitários precisam aguardar alunos que estão em aula sem ter nada para fazer.

SÃO LEOPOLDO, 02/09/2008 – Há dez anos, parte da rotina diária de Almir Koch, 40, permanece inalterada. Koch é motorista de ônibus universitário, transportando alunos da cidade de Feliz, e precisa ociosamente esperar várias horas por dia na Unisinos, aguardando os alunos que estão em aula.

O pior ano para Koch foi o de 1999, quando fez os três horários – manhã, tarde e noite, passando quase nove horas diariamente na universidade. O motorista diz que contava degraus da universidade para passar o tempo no horário da tarde. No semestre atual, o Koch faz apenas dois horários: o da tarde, das 2h às 4h50, e da noite, das 19h30 às 22h25.

Durante a tarde, recupera o sono que não teve à noite, já que precisa acordar às 5h20 da manhã, após um sono de apenas cinco horas. À noite, conversa com os colegas, toma chimarrão e “mente um pouco, quando não tem mais assunto”, brinca. Vilson Specht, 27, e Ronaldo de Souza Câmara, 30, são os colegas de Koch no horário noturno.

Specht, que conduz um ônibus que transporta alunos de Vale Real, está em seu segundo semestre na rota. Para o motorista, o mais angustiante é a espera pela passagem do tempo, enquanto seus colegas vêem o frio como pior inimigo. Specht admite, no entanto, estar feliz por ter sido transferido da UCS para a Unisinos devido ao frio de Caxias do Sul.

O novato Câmara está em sua segunda semana como motorista universitário e ainda não sabe o que vai fazer para passar o tempo. “Estou vendo o que é melhor”, diz. Por enquanto, acompanha os colegas na roda de chimarrão. Mas sabe que esta rotina não será fácil, já que a passagem do tempo parece demorar cada vez mais.

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Peguei um netbus

Já viajei de Brasil Sul e a internet nos ônibus de fato existe, mas nem sempre fumciona; deve ser 3G. Mas o nome ainda é engraçado. Netbus foi um trojan muito clássico e um dos símbolos da então nascente cena de backdoors.

O ToyArt estava sendo distribuído – desdobrado – em frente ao Cesumar.

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Projeto Señores: Teias de Aranha

As letras da banda Señores, de Goiânia, não estão disponíveis na internet. Então, numa exclusividade do Ira Racional, aí vai a letra de “Teias de Aranha”.


Ele está sorrindo
Com seu melhor amigo no bar
No fundo um som
Os Beatles mandam ver
Conversam sobre o tempo
Quem passa perto não vai crer
Que aquele velho viveu muitos momentos

E você senhora que estava com ele
Não quer nem me ouvir contar

Todo dia quando o sol desce e deixa tudo em paz
Você pensa se um dia poderá voltar atrás

Se lembram-se de anos
Sorrisos, planos, muito mais
Certeza de vencer
e o mundo pra mudar
Mas os dias passam
Problemas batem no portão
E as coisas que fazemos
se espalham pelo chão

E você senhora sabe bem
Que não tinha a calma que hoje tem…

Ele joga pôker
Com seus velhos amigos num bar
E assiste TV
E bebe pra esquecer

Quando chega em casa
Sozinho, nada pra fazer
Um disco vai rolar
O tempo vai voltar

E debaixo da cama, teias de aranha
E uma foto velha de você…

Todo dia quando o sol desce e deixa tudo em paz
Você pensa se um dia poderá voltar atrás

Olhe pra si mesma
Pro seu espelho e vai ver
Que aquela garota já não é mais você
Rugas e fraquezas
Tomaram conta, pode crer

Mas muito mais que isso
Você já percebeu?
Que a vida passa a mil por hora
E os homens que correm vão sempre embora

Todo dia quando o sol desce e deixa tudo em paz
Você pensa se um dia poderá voltar atrás

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Grandes amigos #mimimi

(12:50:46) Diogo Baptista: duh
(12:50:53) Altieres Rohr: doh
(13:21:24) Diogo Baptista: de volta
(13:21:34) Altieres Rohr: você se foi?
(13:21:37) Altieres Rohr: se foi e não me disse?
(13:21:39) Altieres Rohr: oh ceus, oh vida
(13:21:51) Altieres Rohr: meus amigos me traem, me abandonam, me deixam cegamente olhando pra uma janela do Pidgin
(13:21:55) Altieres Rohr: enquanto eu choro a solidão
(13:24:18) Diogo Baptista: mi mi mi

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Versos: A Gota

Não posso ter medo de altura
O caminho é longo
A descida rápida
E já sei o que esperar

Começo a cair
A gravidade a me puxar
Não há como resistir
Mas não posso me assustar

São bonitas e vermelhas
As telhas
Onde caio para escorregar
Em direção ao chão

Passo pela janela
Transparente
Vejo o rosto dela
De uma menina indiferente

E o que ela poderia mudar?
A TV ligada, o ar condicionado
Mesmo que eu pudesse gritar
Ela não poderia me ouvir

O chão está perto
Ao escorrer pela vidraça
Que se acaba
Não acaba minha desgraça

Logo volta o sol
É verão. É sempre assim.
Novamente vou subir
Para amanhã, em outro lugar, cair.

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A crítica

Nos comentários, no e-mail, recebo elogios. E críticas. Em outros ambientes, também. Sugestões disso e daquilo, às vezes contrárias umas as outras, e se faz necessário escolher um caminho a seguir. Costumo dizer que meu leitor é meu patrão. Há um leitor que sabe mais sobre cada assunto que escrevo, e preciso informar o internauta que não sabe ao mesmo tempo em que respeito aquele que sabe mais do que eu. Mais ainda, preciso dar ouvidos àquele cidadão que acha que sabe, porque, às vezes, posso acabar pensando que ele só acha que sabe quando na verdade ele sabe mesmo. A decisão de ignorar ou não uma crítica de alguém é sempre complicada: posso estar ignorando a crítica errada.

Como jornalista, meu trabalho precisa — por função social — ser de interesse público e — por necessidades do mercado — interessar ao público. O público não tem uma voz unificada, de tal forma que é realmente difícil ouvi-lo na maioria das vezes.

Digo isso apenas para desabafar como é estranho receber críticas e elogios tão diversos, às vezes em curtos espaços de tempo. Em um dia dizem que gostaram do que você escreveu, no dia seguinte você precisa lidar com gente dizendo que simplesmente não te entende. Cresce a consciência de que a culpa por não entender algo é do jornalista e não do leitor e isso contribui ainda mais. Os leitores agora têm voz, acessível logo abaixo da sua produção, pronta para influenciar outros possíveis comentaristas.

A crítica faz parte da vida de todos, sim. E mesmo sabendo que ao escolhermos um caminho fechamos a porta para outros — de modo que não posso viver na pele de todas as outras pessoas –, creio que jornalistas ainda precisam lidar com a crítica um modo mais corriqueiro. Em qualquer profissão você pode ser criticado (ou elogiado) pelos seus colegas, da empresa ou fora, pelos seus chefes, etc. Mas o jornalista, não. O produto jornalístico mais nobre e pessoal sempre carrega consigo o nome do seu autor. É diferente, por exemplo, da embalagem de um biscoito: tem a marca, mas não o nome do responsável pela receita, pelo pacote…

No jornalismo, cada um recebe crédito adequado. Imagens de fulano; texto de ciclano; pesquisa adicional e contribuições de beltrano. O leitor pode, com um mínimo de observação, saber a quem direcionar sua crítica. Encontramos coisas parecidas na música, no cinema, nas artes em geral, mas notem que nem o publicitário leva um crédito durante sua produção. E também não é porque jornalismo é arte – o desenho de embalagem também é, de certa forma, e nem por isso recebe crédito. Já a Tetra Pak sempre identifica as embalagens que fabrica, em um trabalho que é totalmente técnico. É apenas o padrão da indústria: estamos acostumados com o “Made In” mas nem tanto com o designed in.

E a crítica do trabalho jornalístico é ainda mais interessante porque pode ser feita todos os dias Não é um ou dois textos por ano. Um livro. Ou um novo disco. Todos os dias você produz algo novo, por menor que seja, e tal criação é sempre passível de elogios e críticas.

Todos se sentem muito aptos para criticar a mídia. “A mídia é uma merda” já é bordão. Frequentemente brinco que curso comunicação social só para poder dizer “a mídia é uma merda” com propriedade e ar de entendido. É uma pena que a maioria das críticas – mais do que os elogios – careçam tanto de especificidade, de modo a serem quase inúteis. Críticas ajudam bastante; há muito perdi a pretensão de estar certo, e receber uma crítica, para mim, é uma oportunidade. Uma oportunidade que se perde quando a crítica não consegue ser boa o suficiente para somar algo ao trabalho, mas apenas boa o suficiente para fazer o “crítico” sentir-se superior.

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Denúncia: leite sem cálcio

Imagem devidamente ilustrativa (traduzindo: sem Photoshop). Leite à esquerda é Líder. Aquele Líder.

Pode isso?

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Versos: Egoísmo sem disfarces

Pois então o vento navegou
através do céu encoberto
por onde viu um choro incerto
de uma chuva que se naufragou
só por precisar muito cair

Agora nem sabe aonde ir
não tem mais seu egoísmo
nem o da chuva a lhe guiar;
para para ponderar
e por pouco despenca ao abismo
no qual já esteve tantas vezes.
A solidão ainda assusta
por mais que se a conheça bem
e o vento ali se pergunta
quanto é que custa
querer fazer bem

às vezes nada é muito claro
e para quem não olha direito
fica parecendo desamparo
mas é sim um grave defeito
de olhar em volta e não ver
nada além de uma história
em que se é um protagonista
sem esperança de glória
e que sobrevive às custas
das mais amargas desculpas
aos outros personagens

o vento não goza deste privilégio
ele olha em volta e não há imagens
quando vê por onde já passou
não há sequer um registro etéreo
dos lugares em que voou

tantos reclamam e a verdade sossega
fica no ar a mentira
enquanto o egoísmo cega
e a nuvem de chuva seca
junto das lágrimas;
as desculpas são insuficientes
a dor aflige, avança e atira
acerta um peito que se parte
e na parte seguinte há doentes
que aguardam carinho e consideração
obras primas de quem as deu
mas que o egoísmo prendeu
antes de deixarem sua mão

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