Projeto Señores: Teias de Aranha

As letras da banda Señores, de Goiânia, não estão disponíveis na internet. Então, numa exclusividade do Ira Racional, aí vai a letra de “Teias de Aranha”.


Ele está sorrindo
Com seu melhor amigo no bar
No fundo um som
Os Beatles mandam ver
Conversam sobre o tempo
Quem passa perto não vai crer
Que aquele velho viveu muitos momentos

E você senhora que estava com ele
Não quer nem me ouvir contar

Todo dia quando o sol desce e deixa tudo em paz
Você pensa se um dia poderá voltar atrás

Se lembram-se de anos
Sorrisos, planos, muito mais
Certeza de vencer
e o mundo pra mudar
Mas os dias passam
Problemas batem no portão
E as coisas que fazemos
se espalham pelo chão

E você senhora sabe bem
Que não tinha a calma que hoje tem…

Ele joga pôker
Com seus velhos amigos num bar
E assiste TV
E bebe pra esquecer

Quando chega em casa
Sozinho, nada pra fazer
Um disco vai rolar
O tempo vai voltar

E debaixo da cama, teias de aranha
E uma foto velha de você…

Todo dia quando o sol desce e deixa tudo em paz
Você pensa se um dia poderá voltar atrás

Olhe pra si mesma
Pro seu espelho e vai ver
Que aquela garota já não é mais você
Rugas e fraquezas
Tomaram conta, pode crer

Mas muito mais que isso
Você já percebeu?
Que a vida passa a mil por hora
E os homens que correm vão sempre embora

Todo dia quando o sol desce e deixa tudo em paz
Você pensa se um dia poderá voltar atrás

Grandes amigos #mimimi

(12:50:46) Diogo Baptista: duh
(12:50:53) Altieres Rohr: doh
(13:21:24) Diogo Baptista: de volta
(13:21:34) Altieres Rohr: você se foi?
(13:21:37) Altieres Rohr: se foi e não me disse?
(13:21:39) Altieres Rohr: oh ceus, oh vida
(13:21:51) Altieres Rohr: meus amigos me traem, me abandonam, me deixam cegamente olhando pra uma janela do Pidgin
(13:21:55) Altieres Rohr: enquanto eu choro a solidão
(13:24:18) Diogo Baptista: mi mi mi

Versos: A Gota

Não posso ter medo de altura
O caminho é longo
A descida rápida
E já sei o que esperar

Começo a cair
A gravidade a me puxar
Não há como resistir
Mas não posso me assustar

São bonitas e vermelhas
As telhas
Onde caio para escorregar
Em direção ao chão

Passo pela janela
Transparente
Vejo o rosto dela
De uma menina indiferente

E o que ela poderia mudar?
A TV ligada, o ar condicionado
Mesmo que eu pudesse gritar
Ela não poderia me ouvir

O chão está perto
Ao escorrer pela vidraça
Que se acaba
Não acaba minha desgraça

Logo volta o sol
É verão. É sempre assim.
Novamente vou subir
Para amanhã, em outro lugar, cair.