Percebi que ela sorria;
Por um instante falou comigo
Sem perguntar se nesse dia
Eu precisava de abrigo
Não quis reparar;
Na verdade não é por mal
Mas nem todo mundo é igual
E ainda é fácil julgar
Pudera ser mais óbvio
Descobrir nosso valor
Em cada ser sóbrio
Que nos faz sofredor
Cada um fica na dúvida
Com medo de verbalizar
A pergunta vez estúpida
Ora capaz de tranquilizar
Corro de volta para casa
Temendo que a memória se desfaça
Da lembrança dessa esperança
Que logo ei de esquecer