É bem verdade que acertei em cheio na previsão anterior. Mas nem vou abusar da sorte.
Então vou fazer uma previsão por MD5. Assim fica o registro, ainda posso me gabar no caso de acerto, e não preciso me comprometer no caso de erro — embora ainda vou admiti-lo, se esse for o caso.
A previsão: e956ba1a4f596f249712710f94012e27 será candidato político, provavelmente deputado, nas eleições do ano que vem.
Para quem desconhece, esse código acima se chama “hash” e está no formato MD5. Se eu acertar a previsão, posso revelar qual o nome do sujeito que está “hasheado”, e todos poderão obter esse mesmo código fazendo o hash. Um detalhe dos hashes é que elas não são feitos para serem decodificados, e de fato existe mais de uma combinação de palavras que pode gerar um mesmo hash, então, a não ser que eu diga qual foi o nome que usei, não é possível ter certeza do que quero dizer com esse MD5.
Para a sua infelicidade, o MD5 não é assim tão seguro quanto se pensava.
Apesar de ser uma hash com colisões (dá pra chegar no mesmo resultado com entradas diferentes), dificilmente as outras possibilidades serão um nome de candidato. Para dificultar mais, teria sido melhor usar o SHA-1 ou SHA-2.
Fernando, definitivamente. Por isso que além do nome do candidato eu ainda inclui um “sal” — uma redundância a mais. Assim, o hash está mais para frase do que somente um nome.
Satanás? o.O