Já não há mais salvação
Que sirva à esperança
Construída sob pressão
Pela mente que se cansa
O sofrimento quer ir embora
Chama seu colega desprezo
Achando que só ele será
Capaz de achar um motivo coeso
Para não dizer que aqui mora
Mas também há outro visitante
Tanto ou até mais brilhante
Que usa seu brilho
Para ofuscar nossa visão
E fazer-nos olhar
Em outra direção
Ele chega entregando
O que diz não ser seu:
Um fabuloso presente
Chamado presente
Embrulhado em papel branco
Que ninguém leu
E foi assim
Que ganhei um outro mundo
E uma eternidade e meia
Sem pedir nem um segundo
De um futuro desconhecido
Que achei ter construído
Com a mais dura areia