Eu esperei, esperei…
Era uma estrada fria
E por ali nunca passava
Essa tal de alegria
Uma vez havia luz:
O amarelo encandescente
De um sonho quente
Embora transparente
Eu era uma criança
Tentando esconder
Toda a esperança
Que nunca aprendi a ter
Pois, na verdade, a alegria passava
Todos os dias, horas e minutos
Mas negava-me a ver seus frutos.
Da escuridão eu sempre reclamava
Mas nunca houve falta de luz:
Pelo contrário, ela me cegava.
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Extremidades de lados opostos são indistinguíveis. É uma hipótese que estou tentando observar.
