“Inferioridade”
Esse calor não me deixa pensar
O que aconteceu não foi como imaginei
Me desapontei, mas de nada vale chorar
Se não descobrir onde foi que errei
Vejo os mistérios dessa enorme Terra
Que sobrevive à esta guerra
Que travamos contra nossa criação
Tentando explicar a pura ficção
“Realidade”
Aquilo que estão tentando esconder
Pode ser algo que não vou compreender
Mas quero saber mesmo assim
Conhecimento não trará meu fim
Então, levantem agora, segredos do universo!
Quero algo mais valioso que este humilde verso
Mostre-me tudo que você é capaz de criar
Para que no impossível eu não vá acreditar
“Necessidade”
… mas o céu canta um azul sem vida…
As nuvens brancas movem-se sem permissão
Não respeitam nem essa despedida
Que aceno para minha própria invenção
——————————————
Este é um texto bem antigo, da primeira “fase”. Editei alguns poucos versos para melhorá-lo. No início, a preocupação em excesso com a rima1 criava estrofes sem ligação clara entre si. Com o tempo fiz algumas coisas para tentar juntá-las, como as palavras soltas sozinhas mostram. Este foi um problema que só resolvi recentemente, e talvez ainda não por completo, mas fica muito mais evidente aqui quando eu nem sabia disto (afinal, o único leitor era eu mesmo).
——————————————
estou passado como um VHS que se vê uma vez depois se esquece
- Rimas fracas, por sinal. ↩
Postar um comentário