Como algo pode ter rota configurada
E carregar tanta gente diferente
Que precisa percorrer a mesma estrada
Como se a liberdade fosse ausente?
O ônibus que trafega pelo asfalto
Desce ladeiras, sobe o morro alto
Embarcam pessoas hora aqui hora ali
De toda sorte, há quem chora, há quem ri
Todas serão levadas ao mesmo destino
Mesmo tão parecidas, não são nada iguais
É estranho como pode um cidadão, pobre ou fino,
Andar com tantos outros, sem pensar nada demais
E nada diferentes são os trilhos e seu trem
Menos escolhas há durante o caminho
Coisas e gente que, em cada parada, vão e vêm
Enquanto o ferro nem permite um carinho
Por fora diferente, mas tão igual, é o avião
Poucos entendem como pode ele voar
Mas, mesmo lá no alto, ninguém se desprende do chão
Pois o ímã da cidade não sabe soltar

Um Comentário
eu amei isso!