Comecei a escrever “poesia” (uso o termo de forma bem descuidada aqui, por isso as aspas) entre os intervalos nas aulas do ensino médio. Na verdade, houveram alguns rascunhos antes, mas foram poucos e destas anciãs tentativas nada resta de lembrança.
Acho que só dois textos, dentre os quase 150, já foram parar na web até hoje — e não por minha mão. Porém, resolvi eu mesmo começar a publicar alguns. Por sugestão do Diogo, vou começar com o Necrofilia, que segue.
Antes que perguntem: eu não sou necrófilo nem apóio a prática.
Necrofilia
Te querer não me convém
Mas o que é que você tem
Que, se eu for sincero,
Admitirei que te quero?
Seria talvez o teu sorriso
Feito de dentes cor de granizo?
Ou os teus cabelos, tão pretos
E teus lábios, imóveis e perfeitos?
Não é possível que digas que não
E nem me assusta se não bate
O teu coração
Tão esmagadora é minha solidão
Que ficarei contente com o frio
Mesmo no verão
Só por curiosidade: você é necrófilo? Ou, de algum modo, talvez, você apóia a necrofilia?
Hahaha ;-)
Boa poesia; interessante!
Pelo que vi tu também tens tentado escrever uns versos. Isso tá na moda? Eu não sabia. :-P
Tomou aulas com Álvares de Azevedo ou Augusto dos Anjos? hehe
Boa poesia.
Lucas: Na verdade, leio pouca poesia. O primeiro livro inteiro de poesia que eu li foi semana passada, Distraídos Venceremos de Paulo Leminski.
Dizem que só pode escrever poesia aquele que lê muita poesia. Por isso que chamo a categoria de “escrita em verso”. Que se danem os elitistas.
Deixo bem claro também que não sou necrófilo, PELO AMOR DE DEUS… ¬¬
PS.: Viva Leminski! =)
boa poesia, Altieres!
viva as palavras!